Blog do Roberto Zanin

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O Rei do Camarote nos faz pensar

A falta de bom senso que assola o país voltou a se manifestar com a repercussão sobre a história dos “reis do camarote”.

O maior destaque da matéria da Veja SP, foi o despachante Alexander. Mesmo conhecendo a seriedade do ótimo repórter João Batista Jr., custei a acreditar que Alexander era Alexander.

O  non sense das declarações do “tigrão” me fez pensar: “Esse cara é um ator”.

Não pode estar falando isso a sério.

Depois, analisando com calma seu pensamento “filosófico”, cheguei à conclusão de que o  monarca camaroteano tem o dom de expressar em nível consciente o que está no inconsciente. Não só no dele, mas no da maioria das pessoas da sociedade politicamente correta.

O interdito do consciente impede que o ser contemporâneo verbalize que, para ele, sinônimo de sucesso é o luxo graficamente exibido com uma Ferrari , champanhe, mulheres e amigos VIPs.

Mesmo sem dizer, sinais desse modo de pensar estão por toda a parte.

Conheço muita gente que não torra 50 mil reais numa noite, como Alexander, mas que faz questão de se exibir, sacrificando coisas essenciais, para ter um carro de, vá lá, 150 mil reais.

Gente que estoura o cartão de crédito para vestir, como disse Alexander, “as melhores griffes”.

Enfim, gente que acredita no que “agrega” e no que dá “statissss” (sic).

E boa parte deles está entre os que crtiticam o sultão baladeiro.

E esse comportamento ocorre, em escalas menores, até nas classes sociais mais baixas.

Não basta ter. Há que se ostentar.

Ouvi e li muita bobagem sobre o tema. Houve até quem defendesse o rapaz, vendo nas críticas ao seu way of life, uma crítica ao capitalismo, com a oposta defesa do socialismo.

Bobagem. Esbanjadores e amigos do luxo também existem nas elites socialistas.

A maior pérola, repetida à exaustão: “O dinheiro é dele e ele faz o que quiser”.

Ganho honestamente, ele pode gastar com o que quiser, mas eu posso, democraticamente, discordar da maneira como gasta.

Minha visão de mundo é aquela que concebe bem material como meio, não como fim.

Ser rico não é pecado. Há pobres avarentos e ricos desprendidos.

Não acredito que pese sobre Alexanders da vida a carga de resolver os problemas da exclusão social no Brasil.

Pode ser, inclusive, que ele empregue parte do seu dinheiro em boas causas.

Mas quando luto para conseguir, “a pulso” duzentos, quinhentos reais para uma ONG séria que ajudo, penso.

Quanta coisa útil essa entidade poderia fazer com o dinheiro que o rei do camarote gasta numa noite…

Written by Editor do Blog

13 de novembro de 2013 at 15:05