Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

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Elabore planos de ação na educação dos seus filhos

Para que nosso filhos cresçam como pessoas, precisamos propiciar que desenvolvam projetos de vida pautados justamente pelo ideal de excelência humana (ex-cellere = ascender, tornar-se melhor).

São esses projetos que lhes darão sentido à vida e motivação para o aprendizado e para a aquisição de qualidades. As habilidades que nos tornam pessoas excelentes foram chamadas na filosofia clássica de virtudes. De acordo com Platão, o grau de felicidade depende da maior ou menor aquisição e consequente posse de virtudes pelas crianças, principalmente da justiça e temperança.

Daí a importância da elaboração de projetos e planos de ação na educação de nossos filhos. Na Escola AeD por exemplo, cada aluno tem um plano de ação por escrito e que é aplicado em conjunto pelos pais, tutor e a escola. A eficácia gerada é muito grande, não só pela unidade de ação, mas também pelo foco e contínuo “coaching” personalizado do processo e dos resultados.

Segundo José Maria Rodriguez Ramos, em seu livro “Conhece-te a ti mesmo”, antes, porém, de poder formular um projeto de ação de excelência humana para as crianças, é necessário fazer um diagnóstico integral a respeito dos filhos e também dos próprios pais que são seu maior “modelo de amor”.

É preciso mergulhar nas características internas nossas e deles e refletir sobre elas.

O diagnóstico exige um espírito de exame, uma formação positiva com boas leituras e, segundo José Maria Rodriguez, o mais importante, uma atitude de saber escutar.

Aprendemos muito a partir dos outros se soubermos escutar.

Também, para nos auxiliar no diagnóstico dos filhos, podemos nos aprofundar no estudo da caracterologia: conhecer o seu temperamento. Cada filho é único e tem inclinações naturais próprias.  É importante nós, pais, conhecermos o melhor possível estas características e, também, ajudá-los a se conhecerem e perceberem como sentem e reagem, quais são suas qualidades e os defeitos.

A partir daí elaborar um plano de melhoria pessoal refletido e baseado na razão, que é a medida do que é verdadeiramente bom ou mal para o alcance de sua felicidade.

No mito da caverna de Platão, o bem justamente deve ser conhecido através da educação (ex-ducere = conduzir para fora, desenvolver as potencialidades). Os filhos precisam sair das sombras da caverna para o mundo inteligível e de desenvolvimento da razão, do conhecimento da verdade das coisas e do respectivo crescimento nas virtudes e consequente capacidade de fazer o bem.

E cabe aos pais esta maravilhosa missão!

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22 de março de 2017 at 11:32

Publicado em Educação

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Você sabe como se forma a memória emocional das crianças?

As crianças são verdadeiras “esponjas” que vão captando todas as imagens e sensações à sua volta.

Essas imagens vão formando sua memória.

A memória, por sua vez, é acessada pelo cérebro constantemente. É acessada em milésimos de segundos e vai desenvolvendo ideias ou sentimentos no subconsciente da criança. Esses sentimentos e emoções são produzidos de forma espontânea, sem necessariamente depender do comando do EU consciente.

Dessa forma, são formadas janelas de memória que podem ser neutras, “killer” ou positivas.

As janelas neutras são as mais frequentes e não apresentam problemas; já as “killer” são as que geram sentimentos e emoções negativas como medo, ansiedade, insegurança, tristeza, desânimo e outras que bloqueiam o hemisfério esquerdo, a capacidade de raciocinar e o potencial criativo e intelectual. É o caso do aluno que está muito bem preparado para a prova e na hora de fazê-la, “dá branco”. Ou o engenheiro que tem medo de falar e não consegue apresentar suas ideias e vê-las implementadas.

Finalmente, as janelas positivas são aquelas que ajudam a criança a formar uma identidade equilibrada e de aceitação, que a impulsiona à ação e à tomada de responsabilidade com audácia e otimismo.

Daí a grande necessidade de pais e educadores prepararem seus filhos/alunos a gerenciarem suas emoções e formarem janelas da memória positivas. É fundamental todo o processo acadêmico ser acompanhado pelo crescimento emocional, da afetividade positiva. A imagem que a criança tem de si mesma não deveria ter filtros do tipo: “não vou conseguir porque sou lenta”, “sou desorganizada”, “sou incapaz…”.

Cada criança é única e tem um potencial único, um diamante a ser polido. Para isso, precisa ser alimentada com imagens bonitas e não com lixos asfixiantes e feios; precisa ser alimentada com emoções alegres e de confiança ao invés de críticas e de julgamentos.

Algumas dicas:

– Elogiar o que a criança faz bem feito;

– Corrigir em particular (não em público);

– Confiar no seu potencial e não rotulá-la;

– Educar para a independência, que gera sentimento de autoconfiança;

– Evitar superproteger, o que prejudica a iniciativa e segurança;

– Evitar matar a curiosidade, descobrir o mundo junto com a criança;

– Saber ouvir de forma empática, sem olhar para o celular ou relógio;

– Dar estímulos para sua imaginação através de imagens bonitas, da leitura, música, passeios de aprendizagem e artes;

– Filtrar programas televisivos, jogos virtuais e imagens que gerem sentimentos de medo, angústia, violência e outros.

Written by Editor do Blog

17 de fevereiro de 2017 at 14:15

Educando seus filhos para a liderança

O caráter é a base para a educação para a felicidade.

Educar a vontade significa ajudar os filhos a crescerem em hábitos bons, ou seja, que levam ao bem. Na linguagem de Aristóteles, trata-se de ajudá-los a desenvolverem virtudes. Quanto mais virtudes forem adquirindo, torna-se mais fácil que eles consigam tomar decisões cada vez mais acertadas e que, portanto, geram satisfações positivas e um aprendizado positivo para as próximas decisões. Entram em um maravilhoso “looping” virtuoso.

A primeira estratégia prática é começar cedo – desde o nascimento- e de aproveitar as janelas de oportunidade de cada hábito bom ou virtude.

As janelas de oportunidade justamente são períodos de tempo nos quais a aquisição de algum hábito operativo é muito fácil e natural.

Por exemplo, de zero a 3 anos é a fase natural para as crianças adquirirem a ordem, higiene, alimentação e sono sem dificuldades e que já são a base para facilitar a aquisição de mais hábitos operativos bons.

Dos 3 aos 6 é a fase da aquisição da constância, sinceridade, obediência e generosidade. Depois até os 11 anos são acrescentados os valores da responsabilidade e fortaleza e de 12 até 15 os da temperança, paciência, pudor, respeito e assim sucessivamente.

Começar cedo inibe os vícios e também ajuda a formar “marcas” positivas em nível cerebral.

Outra estratégia prática é os pais darem o exemplo e também oportunidades para os filhos se exercitarem. Desde pequenos exigir que façam as atividades que consigam realizar por si mesmos e à medida que forem crescendo, aumentar as exigências de independência e autonomia. Quando pequenos motivar a que se vistam sozinhos, arrumem seus brinquedos, a cama, depois pedir que ajudem a família em encargos da casa como colocar a mesa, preparar uma sobremesa, e assim sucessivamente. É importantíssimo não superproteger as crianças, achar que são coitadinhas e tampouco os pais devem privá-las de fracassos ou das consequências negativas de sua autonomia. Melhor a criança fazer de forma imperfeita sem ajuda, aos pais fazerem por ela. Exigir que comecem e terminem uma atividade, desde um esporte que escolheram até a lição de casa diária. Que pratiquem a natação até o final do semestre ou ano antes de mudar.

Outra estratégia que deveria ser aliada à da exigência é a educação no positivo. Confiar nos filhos, que eles são capazes, vão conseguir fazer as coisas, em vez de rotulá-los de forma negativa e reclamar dos defeitos e erros do passado. Focar nas qualidades e potencialidades. Então, por exemplo, se o filho vai muito bem em matemática, ajudá-lo a ser cada vez melhor e colocá-lo em aulas adicionais justamente de matemática.

Isso porque quando a criança cresce em uma habilidade ou virtude, automaticamente a vontade cresce e outras virtudes também.

Finalmente ajuda muito em todo o processo, os pais proporcionarem um ambiente de amigos, escola e lazer favorável à aquisição de valores éticos. A influência positiva dos amigos é fundamental, principalmente enquanto está sendo formada sua consciência e capacidade racional de conhecer e avaliar a realidade.

Júlia Manglano (especialista em educação pelo Instituto Europeu de Educação).

 

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23 de dezembro de 2016 at 10:56

Publicado em Cotidiano

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Como Educar seus filhos para a Felicidade

Júlia Manglano: “Na família as pessoas são amadas incondicionalmente”

A professora Júlia Manglano sempre teve fascínio pela Educação. Pós-graduada em Estimulação e Educação Infantil pela Escola Europeia de Educação, dirige uma escola em São Paulo que oferece cursos para pais e mães que querem educar seus filhos “para a felicidade”, segundo ela mesma diz. Nesta entrevista, Júlia explica como os pais podem desempenhar melhor sua missão de principais educadores das crianças.

Qual é a missão dos pais?

Júlia Manglano: Os pais têm em mãos a essencial e rica missão de educar os filhos para a felicidade terrena e eterna. A família deve ser uma comunidade de vida e amor. Para isso os pais recebem de Deus uma graça especial, a graça de estado de pai e mãe. Os pais são os primeiros e principais educadores e não devem delegar este papel a ninguém pela unidade de amor entre pais e filhos, que é insubstituível.

Qual deve ser o papel da família?

Júlia Manglano: O papel da família é de primeira comunidade de amor, onde os membros são aceitos e amados por si mesmos, ou seja, de forma incondicional. É a primeira escola de desenvolvimento das faculdades superiores do ser humano: inteligência e vontade. É uma comunidade de crescimento nas virtudes e na excelência humana natural e também na sobrenatural. É a base da sociedade e da construção de um mundo mais justo e humano.

 E como os pais podem dar conta do recado, já que também têm seus defeitos e limitações?

Júlia Manglano: Em primeiro lugar, os pais têm a ajuda de Deus para suprir as suas lacunas e fraquezas. Por isso, em primeiro lugar, devem rezar pelos filhos todos os dias. Depois, devem conhecer suas limitações e possibilidades. Precisam estabelecer objetivos educativos gerais, e também para cada filho, traçando um pequeno plano de ação.

Os pais também devem tratar o tempo para os filhos como prioridade e o “trabalho de educação” como o mais importante. Estudar, adquirir conhecimentos para educar cada vez melhor e tornar-se pai ou mãe “profissional”.

Você organiza cursos para formação dos pais. Por que é importante que os pais se “profissionalizem” nessa missão de educar os filhos?

Júlia Manglano: Educar hoje está mais difícil, devido aos inúmeros estímulos e apelos que as crianças recebem desde cedo. Nesse sentido, é importante os pais conhecerem as novidades em educação e novas tecnologias que facilitam muito a tarefa educativa. Dessa forma, podem aliar seu amor incondicional aos conhecimentos em educação.

 Qual o método e o conteúdo desses cursos?

Júlia Manglano: Através de cursos para pais que trazem novas tecnologias em educação. Educar hoje ficou mais difícil. Por isso os pais também precisam de ferramentas mais eficazes e que facilitem sua tarefa educativa. A Escola AeD, que eu dirijo, trouxe um curso para pais com filhos de 0 a 6 anos de idade de estimulação e educação infantil.

O curso transmite princípios e técnicas de como os pais podem multiplicar a inteligência de seus filhos na fase em que o cérebro cresce 85%, até os 6 anos de idade. Pais que fizeram o curso relatam que seus filhos começaram a desenvolver habilidades e gosto em todas as áreas: física, de leitura, musical, de artes, matemática, e outras, independentemente da herança genética.

Assim como existe esta janela de oportunidade para o desenvolvimento da inteligência de 0 a 6 anos, também existe a janela do desenvolvimento da vontade, de hábitos bons, que deixam marcas a nível emocional no cérebro. Esses hábitos bons são a base para a posterior aquisição de virtudes. Os hábitos básicos de 0 a 3 anos são: ordem, higiene, alimentação e sono. Se as crianças até os 3 anos estiverem comendo de tudo e sozinhas; escovando os dentes e tendo outros hábitos de higiene; dormindo a noite inteira em sua própria cama, com rotinas e ordem material, estarão muito bem preparadas em termos de desenvolvimento da vontade (do caráter) para a fase seguinte dos 4 aos 8 anos. Nessa fase é importante os pais ajudarem as crianças para que sejam sinceras, obedientes e generosas.

 Você acredita que os pais devem educar os filhos para a felicidade. Você tem até um blog, no Portal Estadão, com esse título. O que significa isso?

Júlia Manglano: Educar para a felicidade significa desenvolver todas as potencialidades dos filhos através de estímulos, oportunidades e, principalmente, de modelos adequados. O desenvolvimento da inteligência torna a criança cada vez mais apta a conhecer a verdade e tomar decisões que levem ao bem. Crianças inteligentes e de caráter são felizes porque descobrem cada vez mais o valor das pessoas e do amor. Educar para a felicidade significa educar para o amor inteligente.

 Uma das maiores dificuldades dos pais é como impor limites aos filhos, sem serem tiranos. Como fazer isso?

Júlia Manglano: Os pais devem aprender a exigir dos filhos com carinho. Não ter medo de falar ‘não’, de colocar limites. As crianças gostam quando têm pais firmes e que lhes dizem o que devem fazer ou o que é o melhor para elas. Exigir com carinho é uma manifestação de amor. Sem autoridade, fica difícil os pais conseguirem educar para a felicidade. Quando os filhos respeitam os pais, porque estes têm autoridade, eles aprendem que obedecer é um bem e depois também saberão obedecer a Deus Pai. Para isso mães e pais devem gastar tempo com seus filhos. Com tempo e amor conquistam a obediência deles. Para não perder autoridade os pais devem evitar: gritar, repetir as ordens, castigar sem avisar antes, ameaçar e não cumprir. Para que obedeçam é melhor elogiá-los, avaliar porque os filhos não estão obedecendo, conhecer os motivos e, a partir daí, atuar de acordo.

 A escola que você dirige tem o foco voltado para a estimulação da inteligência, desde os primeiros anos de vida da criança. Por quê?

Júlia Manglano: A Neurociência demonstra que se as crianças forem devidamente estimuladas podem desenvolver facilidade e gosto em todas as áreas independentemente da herança genética. Acabam desenvolvendo habilidades nos esportes, na leitura, na matemática, artes, língua estrangeira, música e ciências porque receberam estímulos desde cedo. Não serão um Mozart ou um César Cielo porque aí precisam também da parte genética, mas vão gostar de música e de praticar esportes.

Qual mensagem você deixa para os pais e mães “de primeira viagem”?

Júlia Manglano: Uma grande educadora e fundadora do Instituto de Inteligência no Brasil, Conceição Veras, sempre diz: Mãe e bebê formam a dupla mais dinâmica do mundo! E eu acrescentaria: Pais, filhos e Deus formam a comunidade mais feliz do mundo! Isso porque o amor dos pais que é incondicional, unido ao amor a Deus, que os ajuda em sua missão, é garantia de que a criança será educada para a felicidade.

 

(Informações sobre os cursos para pais: www.escolaaed.com.br ou pelo tel: 5531-8672)

 

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Written by Editor do Blog

17 de setembro de 2015 at 16:43