Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

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Você sabe como se forma a memória emocional das crianças?

As crianças são verdadeiras “esponjas” que vão captando todas as imagens e sensações à sua volta.

Essas imagens vão formando sua memória.

A memória, por sua vez, é acessada pelo cérebro constantemente. É acessada em milésimos de segundos e vai desenvolvendo ideias ou sentimentos no subconsciente da criança. Esses sentimentos e emoções são produzidos de forma espontânea, sem necessariamente depender do comando do EU consciente.

Dessa forma, são formadas janelas de memória que podem ser neutras, “killer” ou positivas.

As janelas neutras são as mais frequentes e não apresentam problemas; já as “killer” são as que geram sentimentos e emoções negativas como medo, ansiedade, insegurança, tristeza, desânimo e outras que bloqueiam o hemisfério esquerdo, a capacidade de raciocinar e o potencial criativo e intelectual. É o caso do aluno que está muito bem preparado para a prova e na hora de fazê-la, “dá branco”. Ou o engenheiro que tem medo de falar e não consegue apresentar suas ideias e vê-las implementadas.

Finalmente, as janelas positivas são aquelas que ajudam a criança a formar uma identidade equilibrada e de aceitação, que a impulsiona à ação e à tomada de responsabilidade com audácia e otimismo.

Daí a grande necessidade de pais e educadores prepararem seus filhos/alunos a gerenciarem suas emoções e formarem janelas da memória positivas. É fundamental todo o processo acadêmico ser acompanhado pelo crescimento emocional, da afetividade positiva. A imagem que a criança tem de si mesma não deveria ter filtros do tipo: “não vou conseguir porque sou lenta”, “sou desorganizada”, “sou incapaz…”.

Cada criança é única e tem um potencial único, um diamante a ser polido. Para isso, precisa ser alimentada com imagens bonitas e não com lixos asfixiantes e feios; precisa ser alimentada com emoções alegres e de confiança ao invés de críticas e de julgamentos.

Algumas dicas:

– Elogiar o que a criança faz bem feito;

– Corrigir em particular (não em público);

– Confiar no seu potencial e não rotulá-la;

– Educar para a independência, que gera sentimento de autoconfiança;

– Evitar superproteger, o que prejudica a iniciativa e segurança;

– Evitar matar a curiosidade, descobrir o mundo junto com a criança;

– Saber ouvir de forma empática, sem olhar para o celular ou relógio;

– Dar estímulos para sua imaginação através de imagens bonitas, da leitura, música, passeios de aprendizagem e artes;

– Filtrar programas televisivos, jogos virtuais e imagens que gerem sentimentos de medo, angústia, violência e outros.

Written by Editor do Blog

17 de fevereiro de 2017 at 14:15

Era “apenas” homem; agora sou também pai

 

 

Ser homem significa ser eternamente coadjuvante.

Na Igreja, ficar em, pé diante do altar, sem graça, enquanto todos aguardam a entrada da noiva.

E, na hora do parto, as estrelas são o bebê e a mãe.

De uns tempos para cá, o pai pode assistir Ao parto (não O parto, a não ser que ele seja o anestesista).

Momento em que ele se sente mais coadjuvante ainda.

“O Sr. Entra ali, coloca este avental, este protetor para o sapato e esta touca. Depois, o Sr. aguarda quietinho até o doutor chamar”.

E quando o doutor chama, já está quase na hora de experimentar uma alegria inefável.

Eu, que trabalho com palavras, não consigo achar alguma que a expresse.

O primeiro filho significa que você deixa de ser menino, moleque, deixa de ser homem para se tornar pai.

A partir daquele instante, que na verdade, começa quando o teste de gravidez dá  “+”, sua vida não será mais a mesma.

E isso não é uma simples frase feita.

A vida muda mesmo.

Não serão apenas as noite mal-dormidas, os sobressaltos constantes e as preocupações com os meninos, que durarão mesmo depois que os meninos não forem mais meninos( mas que, para nós, sempre serão).

A vida mudará de rumo.

Acabará o “eu”.

Virá o “eles, elas”.

Virá o “comer um pedaço de pizza e uma bola de sorvete a menos porque perceberei que ele ou ela está com vontade”.

Aumentará a capacidade de engolir sapos dos mais diversos tamanhos, já que agora, não sou apenas eu que sofrerei as conseqüências dos meus atos.

Terei que aprender a conviver com uma dor pungente, diferente de todas as demais, quando algum deles fica doente.

Virão os constantes diálogos interiores, quase sempre se questionando: “será que agi bem? Será que estou sendo um bom pai?”

Ah, como é infinita a estrada que separa o ser homem do ser pai.

Ser pai faz com que compreendamos porque nossos pais agiram daquela forma, que à época, não entendemos.

Ser pai aumenta a capacidade de perdoar os nossos próprios pais por seus defeitos que, quase sempre, afloram também, depois, em nós.

E amar ainda mais o pai que já está com o PAI.

Ser pai significa experimentar Amor com “A” maiúsculo.

Amor generoso, desprendido.

Carregar o filho enquanto tivermos forças.

Acompanhar o filho enquanto houver caminho.

Entregar o filho ao mundo para que seja pessoa do bem.

E, se Deus assim o quiser, para que seja um pai melhor do que eu fui.

Voltando ao destino do homem, de ser coadjuvante.

Há um momento em que deixamos de sê-lo.

Quando seu filho, sua filha, olha para você com aquele olhar que diz tudo, numa fração de segundo.

Quando você lê nos seus olhos que ele olha para a única pessoa entre bilhões que pode chamar de “pai”…

Você respira fundo e pensa: “Sou o protagonista dessa história de amor”.

E apesar de todas as incertezas, experimentarei a serenidade de saber que, apesar dos erros cometidos, quase sempre querendo acertar, meus filhos podem dizer, com certeza eterna :

“Meu pai sempre me amou”

 

 

 

 

Written by Editor do Blog

9 de agosto de 2013 at 17:05

Publicado em Cotidiano

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