Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

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A vontade e mais importante que a inteligência

Assisti a uma palestra do brilhante professor Luiz Marins, sobre como os pais podem ajudar os filhos a serem adultos felizes.

Muita coisa ficou gravada a fogo no coração dos pais.

O miolo da fala de Marins: não adianta apenas se preocupar em dar “escolaridade” e “conteúdo” aos filhos. Tão ou mais importante do que o conteúdo, é a vontade férrea que o indivíduo deve ter para colocar em prática o que aprender.

“A inteligência é um farol que ilumina o caminho”. Mas a vontade é que ajuda a pessoa a percorrê-lo.

Nesse sentido, é fundamental que os pais eduquem a vontade dos filhos, para que, sabendo o que é certo fazer, o façam.

Frase lapidar da palestra: “Educar a vontade significa fazer o que é certo ser fácil e o que é errado ser difícil”.

Quantos de nós, ao sabermos o que deve ser feito em nossa vida pessoal ou profissional, adiamos, evitamos ou desistimos de fazê-lo por ser difícil, trabalhoso e optamos por algo mais fácil, mesmo que não seja o melhor?

A falta de tempo com os filhos, graças à correria do trabalho, que afeta pais e mães, leva-os muitas vezes a serem não pais bons, mas “bonzinhos”.

O pai bonzinho é aquele que dá dinheiro ao filho para que compre lanche na escola.

O filho gasta a grana em figurinhas.

O pai bonzinho acha graça e ajuda o garoto a colar os cromos no álbum.

Segundo Marins, o pai está ensinando o menino a “desviar verba”.

Mas não é verdade?

Educar a vontade é ajudar o filho a perceber que deve aprender a ser dono de si, mediante o domínio próprio de fazer o que deve ser feito. Não o mais confortável.

A verdadeira liberdade é ter a vontade tão à mercê do cérebro, que se tenha liberdade para decidir e fazer o que é melhor.

Isso gera realização. Gera felicidade

O paradoxal é que por mais que a criança ou o adolescente esperneie com o pai ou a mãe exigente, o adulto que será amanhã vai agradecer pelo resto da vida a têmpera que adquiriu com aquele pai bom. Com aquela mãe boa.

Não boazinha.

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Written by Editor do Blog

20 de maio de 2014 at 18:29

O Dinheiro e a Felicidade

Assisti a um documentário, exibido pelo GNT, (“Born Rich” – Nascidos em berço de ouro) e que parte de um mote original. O criador da obra,  Jamie Johnson,  é simplesmente o bisneto do fundador da Johnson & Johnson.  Pensou em retratar um pouco o que se passa no coração e na mente de quem, como ele, nasceu em berço de ouro (e bota ouro nisso! Jovens com fortuna acima de um bilhão de dólares). Os depoentes têm algo em comum, além da abundância de recursos financeiros: a tristeza explícita, que salta aos olhos e chega quase a sufocar.

Há cenas e depoimentos que provocariam horas de reflexão. Ivanka, filha de Donald Trump, manifesta a angústia de não saber se suas amizades são sinceras , ou se as pessoas se aproximam dela por causa do dinheiro. Todos assumem que quem quiser casar com eles, tem que aceitar fazer um contrato pré-nupcial. O avô de Jamie é um exemplo: alterou o testamento, deserdou os seis filhos e transferiu seus 500 milhões de dólares para a terceira mulher, ex-cozinheira da família. No fim, um acordo na Justiça redistribuiu a herança.  

 O pai de Jamie nunca precisou trabalhar. Enquanto pinta um quadro, é questionado pelo filho sobre qual carreira deveria seguir. O pai, sem tirar os olhos da tela, responde, com ar de fastio:  “sei lá, você pode colecionar documentos e mapas históricos!”

 

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Jamie e o pai: fazer o quê da vida?

         

Há três declarações antológicas (ou “antalógicas”):

1)      A assumidamente consumista compulsiva  Stephanie Ercklentz, herdeira de um banqueiro nova-iorquino, explica por que os membros desse clube só namoram e casam entre si: “”Não suportaria que um namorado qualquer me criticasse por pagar 600 dólares por uma bolsa Gucci”, dispara.

2)      Perguntado sobre o que sentiria se perdesse a fortuna, Jack Weil, herdeiro da Autotote, empresa que domina o mercado de apostas em corridas de cavalos nos EUA, cravou: “Seria o mesmo que perder um pai, uma mãe ou um filho. Não consigo nem pensar nessa hipótese. É o tipo de situação que só conseguiria enfrentar caso acontecesse”.

3)      Ivanka Trump ao lembrar a época em que o pai estava endividado: “Saímos de um dos nossos hotéis, meu pai viu um mendigo e me disse: esse homem é seis bilhões de dólares mais rico do que eu”.

Não sei por que, mas me lembrei agora daqueles que não nasceram em berço de ouro, mas ganharam na loteria, e enriqueceram da noite para o dia. Muitos achavam que seus problemas haviam acabado. Mas, na verdade, apenas haviam começado.

O resumo da ópera? Para quem já é feliz sem ele, o dinheiro pode ajudar. Mas, por si só, o dinheiro não traz felicidade. E nem banda buscá-la.

 

 

 

Written by Editor do Blog

30 de janeiro de 2009 at 16:29