Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

A Educação deve tocar o coração dos filhos

Dora Porto: "Nós, pais, temos muita pena de nossos filhos e com isso acabamos tornando-os pessoas fracas no bem".

Dora Porto: “Nós, pais, temos muita pena de nossos filhos e com isso acabamos tornando-os pessoas fracas no bem”.

A educadora Dora Porto, Master em Matrimônio e Família pela Universidade de Navarra, Espanha, acredita que os pais devem educar não apenas a inteligência, mas também o coração dos seus filhos.  É no coração, afinal, que nascem os bons (e os maus) desejos e, nesse sentido, ajudá-los a ter um coração puro, significa que agirão de forma a amar a si mesmo e ao próximo. Sobre esses pilares, saberão discernir o que é bom e o que é ruim, e serão pessoas de bom caráter. Diretora do Colégio Catamarã Vita, em São Paulo, Dora, autora do livro “Pais inteligentes, filhos resolvidos”, lembra aos pais que a autoridade é um serviço e não um poder.

  • Por que é tão importante que os pais eduquem não apenas o intelecto, mas o coração das crianças?

Todos os pais certamente se preocupam e sabem perfeitamente o que é educar a inteligência de seus filhos. Mas e o coração?  Educar o coração é conservá-lo bom, puro, livre de contaminação. Todos fugimos da contaminação. Queremos água pura, alimentos frescos, comida orgânica, ar puro, muito verde, e por quê? Porque hoje sabemos que essa pureza torna nossa vida longa e saudável.

Mas será que o nosso coração não está sofrendo uma sistemática contaminação?  Quando me refiro ao coração, não estou me referindo ao sentimento, mas ao mais íntimo de nós mesmos. Ao território onde Deus habita, no mais profundo do nosso ser onde não há espaço para duplicidade.

O coração que é a fonte dos motivos que movem nossas ações; de onde nascem os bons desejos; onde se inspiram nossas decisões.

Da mesma forma, se o nosso coração se contamina, toda a pessoa fica contaminada. E de um coração contaminado o que surge?

Surgem maus pensamentos, fornicação, roubo, homicídios cobiça, maldade, fraude, desonestidade, inveja, soberba. Exagero? É só conferir em Mc 7, 21-23.

E como se contamina o coração? Quando desejamos as coisas dos outros, quando nos entristecemos pelos triunfos de alguém, quando se tem atração pela mulher do outro, quando damos muita importância ao nosso próprio eu. Não será que é esse o conteúdo que a mídia oferece aos nossos filhos diariamente?

  • É possível promover o bom caráter dos filhos? Como?

Não só é possível, mas desejável. É preciso educá-los não só para fazer o bem, fazer as coisas bem feitas, mas gostar de fazer o bem. Ou seja, não basta fazê-los obedecer, respeitar, esforçar-se, mas perceber a satisfação que temos quando conseguimos nos vencer, vencendo o comodismo, a preguiça e até o medo de errar! Nós, pais, temos muita pena de nossos filhos e com isso acabamos tornando-os pessoas fracas no bem. Pessoas sem garra, que sucumbem ao primeiro desafio. Pessoas contaminadas, sem virtude, sem têmpera. A virtude é justamente essa força na vontade que nos faz bons, esse hábito adquirido com o esforço repetido e que vai nos transformando desde dentro. Ficamos mais refratários a influências nocivas, mais firmes nos nossos critérios, mais valentes à hora de tomar decisões.

Um pai que ama de verdade seu filho, não lhe facilita demais a vida.

  • Como os pais podem ajudar o filho ou a filha a refletir quando estes agem mal?

O que mais ajuda é manter um canal de comunicação aberto. Os filhos precisam saber que podem contar com seus pais em qualquer situação. Pais que mais escutam do que falam, que não se surpreendem, nem se escandalizam. Pais que saibam levar os filhos a refletir sobre seu comportamento e tenham zero de tolerância para ódios e vinganças.

Não podemos estar centrados apenas no “corrigir”. É preciso adiantar-se, extrair deles o que pensam de cada situação. Educar é extrair de dentro aquilo que eles têm de melhor. É preciso muita fortaleza, muita paciência e, sobretudo, perseverança dos pais para não desistir. É exigir com firmeza, mas com muito carinho, fazendo-os ver que a exigência é uma forma de amor, que eles não entenderão no primeiro momento.

  • Quando cometem algum erro os pais devem pedir desculpas aos filhos ou isso afeta a autoridade deles?

É bom sempre recordar que a autoridade é um serviço e não um poder. Não é difícil que nós, pais, abusemos da nossa autoridade movidos pelas nossas emoções, nossos caprichos. É muito importante que tenhamos a humildade de reconhecer se abusamos. Pedir desculpas não só não desautoriza o pai como dá ao filho um excelente exemplo.

  • Como agir quando percebemos que os filhos alimentam sentimentos ruins como inveja, ciúmes, rancor, etc.?

Em primeiro lugar, não se escandalizar. Sentir, todos podemos, pois não temos a liberdade de evitar os sentimentos. O que podemos fazer é governá-los com a inteligência. Portanto quando percebemos esses maus sentimentos em nossos filhos, precisamos ajudá-los a pensar naquilo que estão sentindo e, sobretudo, na sua conduta. É bom fazê-los ver que podem sentir raiva, mas não precisam agir com raiva; podem sentir ciúmes, mas podemos ajudá-los a refletir sobre a causa do ciúme e sua conduta será diferente. Frases como: “Vamos pensar juntos, filha”, tem mais efeito do que alguns minutos de sermão.

  • De que forma os pais podem incentivar os filhos a cultivarem o perdão?

Não existe uma fórmula mágica para que os filhos aprendam a perdoar. Principalmente porque o perdão é algo divino. É natural que as crianças reajam quando são agredidas. Nós, adultos, se formos pelo caminho unicamente natural, teremos a mesma reação. É importante fazê-los perceber que perdoar é dar uma nova chance ao agressor. É encaminhar para Deus o julgamento. É libertar-se. Precisamos mostrar-lhes que quando ficamos ressentidos, na maioria das vezes somos nós os que permanecemos sofrendo, enquanto que o agressor nem ao menos imagina que nos ofendeu. Os filhos precisam experimentar o perdão. Experimentar o perdão dos pais e experimentar perdoar. Não é uma questão de raciocínios.  “No lar onde não se pede desculpa, começa a faltar o ar”, nos diz o Papa Francisco.

  • Quando se fala em guardar o coração, pensamos nos meios de comunicação que difundem programas, músicas e filmes com conteúdo impróprio. Como os pais devem lidar com isso?

Podemos criar um “no-break” no coração dos nossos filhos. Se vivemos em casa a generosidade, o agradecimento, a honestidade, a simplicidade, a transparência, as boas intenções, o amor plasmado em atos, vamos construindo e educando seus corações e tornando-os mais resistentes a esses ataques. Saberão distinguir e filtrar o tóxico. Saberão que o bom, o gostoso, nem sempre é o bem. Aprenderão na prática diária a resistir ao mais fácil. Para isso terão que contar com nosso incentivo, nosso exemplo, mais do que com nossas “broncas”, nossos sermões.

  • Que mensagem você daria aos pais?

Sou diretora no Colégio Catamarã Vita, e o que mais nos surpreende é constatar a dificuldade que os pais têm para ser mais firmes com seus filhos. Com a melhor das intenções facilitam demais a vida deles. Têm muito receio de dizer “não” e com essa atitude vão transformando seus filhos em “merengues” como se referia o Dr. Rafael Pich, um grande educador. A mensagem que eu daria aos pais é que “SAIBAM TIRAR PROVEITO DA CRISE”. Ou seja, em tempos de crise econômica como todos estamos vivendo, é muito mais fácil dizer “não”.   Pouco a pouco veremos que não acontece nada se os contrariamos. Ou melhor, acontece sim, pois acabam se tornando mais fortes às frustrações e menos suscetíveis às contrariedades. E dessa forma seu caráter se vai forjando até adquirir a forma do que seria, como diria Michel Sparza, no livro “Sintonia com Cristo”, a “pessoa ideal: que combina a mente clara do engenheiro, a vontade forte do atleta e o coração ardente do poeta.”

 

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24 de novembro de 2015 at 16:12

Publicado em Educação, Família

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Como Educar seus filhos para a Felicidade

Júlia Manglano: “Na família as pessoas são amadas incondicionalmente”

A professora Júlia Manglano sempre teve fascínio pela Educação. Pós-graduada em Estimulação e Educação Infantil pela Escola Europeia de Educação, dirige uma escola em São Paulo que oferece cursos para pais e mães que querem educar seus filhos “para a felicidade”, segundo ela mesma diz. Nesta entrevista, Júlia explica como os pais podem desempenhar melhor sua missão de principais educadores das crianças.

Qual é a missão dos pais?

Júlia Manglano: Os pais têm em mãos a essencial e rica missão de educar os filhos para a felicidade terrena e eterna. A família deve ser uma comunidade de vida e amor. Para isso os pais recebem de Deus uma graça especial, a graça de estado de pai e mãe. Os pais são os primeiros e principais educadores e não devem delegar este papel a ninguém pela unidade de amor entre pais e filhos, que é insubstituível.

Qual deve ser o papel da família?

Júlia Manglano: O papel da família é de primeira comunidade de amor, onde os membros são aceitos e amados por si mesmos, ou seja, de forma incondicional. É a primeira escola de desenvolvimento das faculdades superiores do ser humano: inteligência e vontade. É uma comunidade de crescimento nas virtudes e na excelência humana natural e também na sobrenatural. É a base da sociedade e da construção de um mundo mais justo e humano.

 E como os pais podem dar conta do recado, já que também têm seus defeitos e limitações?

Júlia Manglano: Em primeiro lugar, os pais têm a ajuda de Deus para suprir as suas lacunas e fraquezas. Por isso, em primeiro lugar, devem rezar pelos filhos todos os dias. Depois, devem conhecer suas limitações e possibilidades. Precisam estabelecer objetivos educativos gerais, e também para cada filho, traçando um pequeno plano de ação.

Os pais também devem tratar o tempo para os filhos como prioridade e o “trabalho de educação” como o mais importante. Estudar, adquirir conhecimentos para educar cada vez melhor e tornar-se pai ou mãe “profissional”.

Você organiza cursos para formação dos pais. Por que é importante que os pais se “profissionalizem” nessa missão de educar os filhos?

Júlia Manglano: Educar hoje está mais difícil, devido aos inúmeros estímulos e apelos que as crianças recebem desde cedo. Nesse sentido, é importante os pais conhecerem as novidades em educação e novas tecnologias que facilitam muito a tarefa educativa. Dessa forma, podem aliar seu amor incondicional aos conhecimentos em educação.

 Qual o método e o conteúdo desses cursos?

Júlia Manglano: Através de cursos para pais que trazem novas tecnologias em educação. Educar hoje ficou mais difícil. Por isso os pais também precisam de ferramentas mais eficazes e que facilitem sua tarefa educativa. A Escola AeD, que eu dirijo, trouxe um curso para pais com filhos de 0 a 6 anos de idade de estimulação e educação infantil.

O curso transmite princípios e técnicas de como os pais podem multiplicar a inteligência de seus filhos na fase em que o cérebro cresce 85%, até os 6 anos de idade. Pais que fizeram o curso relatam que seus filhos começaram a desenvolver habilidades e gosto em todas as áreas: física, de leitura, musical, de artes, matemática, e outras, independentemente da herança genética.

Assim como existe esta janela de oportunidade para o desenvolvimento da inteligência de 0 a 6 anos, também existe a janela do desenvolvimento da vontade, de hábitos bons, que deixam marcas a nível emocional no cérebro. Esses hábitos bons são a base para a posterior aquisição de virtudes. Os hábitos básicos de 0 a 3 anos são: ordem, higiene, alimentação e sono. Se as crianças até os 3 anos estiverem comendo de tudo e sozinhas; escovando os dentes e tendo outros hábitos de higiene; dormindo a noite inteira em sua própria cama, com rotinas e ordem material, estarão muito bem preparadas em termos de desenvolvimento da vontade (do caráter) para a fase seguinte dos 4 aos 8 anos. Nessa fase é importante os pais ajudarem as crianças para que sejam sinceras, obedientes e generosas.

 Você acredita que os pais devem educar os filhos para a felicidade. Você tem até um blog, no Portal Estadão, com esse título. O que significa isso?

Júlia Manglano: Educar para a felicidade significa desenvolver todas as potencialidades dos filhos através de estímulos, oportunidades e, principalmente, de modelos adequados. O desenvolvimento da inteligência torna a criança cada vez mais apta a conhecer a verdade e tomar decisões que levem ao bem. Crianças inteligentes e de caráter são felizes porque descobrem cada vez mais o valor das pessoas e do amor. Educar para a felicidade significa educar para o amor inteligente.

 Uma das maiores dificuldades dos pais é como impor limites aos filhos, sem serem tiranos. Como fazer isso?

Júlia Manglano: Os pais devem aprender a exigir dos filhos com carinho. Não ter medo de falar ‘não’, de colocar limites. As crianças gostam quando têm pais firmes e que lhes dizem o que devem fazer ou o que é o melhor para elas. Exigir com carinho é uma manifestação de amor. Sem autoridade, fica difícil os pais conseguirem educar para a felicidade. Quando os filhos respeitam os pais, porque estes têm autoridade, eles aprendem que obedecer é um bem e depois também saberão obedecer a Deus Pai. Para isso mães e pais devem gastar tempo com seus filhos. Com tempo e amor conquistam a obediência deles. Para não perder autoridade os pais devem evitar: gritar, repetir as ordens, castigar sem avisar antes, ameaçar e não cumprir. Para que obedeçam é melhor elogiá-los, avaliar porque os filhos não estão obedecendo, conhecer os motivos e, a partir daí, atuar de acordo.

 A escola que você dirige tem o foco voltado para a estimulação da inteligência, desde os primeiros anos de vida da criança. Por quê?

Júlia Manglano: A Neurociência demonstra que se as crianças forem devidamente estimuladas podem desenvolver facilidade e gosto em todas as áreas independentemente da herança genética. Acabam desenvolvendo habilidades nos esportes, na leitura, na matemática, artes, língua estrangeira, música e ciências porque receberam estímulos desde cedo. Não serão um Mozart ou um César Cielo porque aí precisam também da parte genética, mas vão gostar de música e de praticar esportes.

Qual mensagem você deixa para os pais e mães “de primeira viagem”?

Júlia Manglano: Uma grande educadora e fundadora do Instituto de Inteligência no Brasil, Conceição Veras, sempre diz: Mãe e bebê formam a dupla mais dinâmica do mundo! E eu acrescentaria: Pais, filhos e Deus formam a comunidade mais feliz do mundo! Isso porque o amor dos pais que é incondicional, unido ao amor a Deus, que os ajuda em sua missão, é garantia de que a criança será educada para a felicidade.

 

(Informações sobre os cursos para pais: www.escolaaed.com.br ou pelo tel: 5531-8672)

 

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17 de setembro de 2015 at 16:43

Como as mudanças da aposentadoria podem afetar sua vida

Marta Gueller tornou-se referência no Brasil quando ao assunto é Previdência.  Mestre em Direito, a advogada concilia as atividades do escritório Gueller e Vidutto com a presença na mídia orientando quem pretende se aposentar. A advogada tem ressaltado que a Constituição Federal determina que o valor da aposentadoria não pode ser reduzido, de modo a garantir o seu poder de compra, o que não vem sendo cumprido. Autora do blog O Seguro Morreu de Velho, no Portal Estadão, Marta explica nesta entrevista o que você precisa saber para se aposentar bem.

foto marta facebook

Marta Gueller: “Guardar dinheiro não é característica do brasileiro “

 

1) A Medida Provisória 664/15 mudou a fórmula para aposentadoria por tempo de contribuição. O que muda com essa nova fórmula?

Funciona da seguinte forma: a soma da idade do segurado com o seu tempo de contribuição tem que resultar em 85 para as mulheres (80 para professoras) e 95 para os homens (90 para professores). Neste caso, o benefício será calculado à razão de 100% da média aritmética de 80% das melhores contribuições que o (a) segurado (a) tiver efetuado entre março de 1994 até a data do requerimento  junto ao INSS. Por outro lado, o Fator Previdenciário permanece em vigor. Será aplicado para quem não quiser ou não puder esperar o tempo e a idade para se enquadrar na nova fórmula, que flexibilizada, ficou assim: a soma da idade com o tempo de contribuição tem que resultar, respectivamente para mulheres/homens em 85/95, em vigor em 2015/2016; 86/96 para os anos de 2017/2018; 87/97, em 2019;  88/98 para 2020, 89/99 em 2021 e finalmente 90/100, em 2022.

2) Como se aposentar por tempo de contribuição?

Não há idade mínima para obtenção do beneficio, sendo necessário apenas 30 anos de contribuição para a mulher e 35 para o homem. Para professores de ambos os sexos há redução de cinco anos no tempo de contribuição exigido. Será necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, certidão de casamento ou nascimento, todas as Carteiras de Trabalho e guias de recolhimento da previdência que possuir, e, ainda, no caso de atividade insalubre, também o PPP e laudo técnico ambiental do local de trabalho.

3) Como programar as contribuições para receber aposentadoria maior?

Para receber benefício melhor é preciso programar, quando possível, os valores dos recolhimentos mensais para o INSS, a título de contribuição. Os segurados com contratos de trabalho registrados em carteira não podem programar o valor mensal de seus recolhimentos, pois as contribuições, entre 8% a 11%, sobre o valor do salário são descontadas pelo empregador. Os segurados facultativos (pessoas maiores de 16 anos que não tenham renda própria: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não remunerados, desempregados, presidiários não remunerados e estudantes bolsistas) e os segurados individuais (profissionais liberais) podem programar o valor das contribuições. No cálculo do benefício serão consideradas 80% das melhores contribuições do segurado entre 07/94 e a data do requerimento no INSS. Para o contribuinte individual o valor será de 20% sobre o valor da remuneração do mês, podendo variar, respeitado sempre o valor do salário mínimo e o teto fixado anualmente pelo INSS. Desde abril de 2007, o governo criou a figura do segurado individual e facultativo de baixa renda, permitindo a redução de  20% para  11% sempre sobre o salário mínimo.

4) O que é desaposentação? É vantajoso entrar com esse processo?

Não há lei regulamentando a desaposentação que nada mais é do que a renuncia ao recebimento do beneficio atual e pedido de concessão imediata de novo beneficio mais benéfico, com inclusão no cálculo do tempo de contribuição e das contribuições vertidas após a aposentadoria, objeto da renuncia, assim é necessário ingressar na justiça. O resultado da ação judicial dependerá do julgamento de ação que tramita no STF sobre a matéria. O que é certo, ainda, é que vale a pena aos segurados moverem as ações de desaposentação, pois, havendo a confirmação favorável aos aposentados pela decisão do STF, serão primeiramente beneficiados os que tiverem ajuizado seu pedido na Justiça, até que eventual e futura legislação enfrente diretamente a questão.

 5) As leis garantem o poder de compra das aposentadorias? Isso está na Constituição?

Sim. Tanto a Constituição de 1988 como a Lei Federal 8.213/91 garantem a irredutibilidade do valor dos benefícios, mas o bolso dos aposentados e pensionistas indica que isso não está acontecendo. A situação está ficando pior a cada ano. Por tal razão, nos deparamos cada vez mais com trabalhadores que se aposentam e continuam trabalhando e contraindo empréstimos consignados em seus benefícios. No entanto, o valor do seu benefício, durante toda a sua vida de aposentado ou de pensionista da previdência social não pode sofrer nenhuma redução. E se qualquer um de nós percebe que houve redução, podemos ter certeza de que alguma coisa está errada e deve ser corrigida.

 6) Muita gente pensa em adquirir um plano de previdência privada para complementar a aposentadoria do INSS. Quais os cuidados que se deve ter ao contratar um desses planos?

Imagine os personagens João e Maria. João não tem plano de previdência privada. Ele recebeu rendimentos tributáveis na ordem de R$ 200.000,00 no ano. Sem despesas dedutíveis, a base de cálculo será integralmente os R$ 200.000,00 e o Imposto de Renda a pagar será de R$ 44.697,30; Maria tem plano PGBL de previdência e recebe rendimentos tributáveis na ordem de R$ 200.000,00; Pagou R$ 24.000,00 de PGBL no ano, a base de cálculo dela para o Imposto de Renda será R$ 176.000,00 e o imposto a pagar R$ 38.097,30; Quando Maria for resgatar os R$ 24.000,00 que verteu para o plano de previdência sofrerá incidência de Imposto de Renda de forma progressiva. Assim, para valer a pena, é preciso permanecer com o investimento por dez anos. Há ainda as taxas de carregamento e administração do plano contratado que também são ônus do contratante do plano. Mas não basta ler atentamente e fazer cálculos para saber se o investimento vale a pena. Após ter optado e contratado o plano é necessário ficar atento quanto ao cumprimento das cláusulas contratuais. É que os contratos existem para serem cumpridos. Este brocardo é tradução livre do latim pacta sunt servanda. Encerra um princípio de Direito, no ramo das Obrigações Contratuais. É o princípio da força obrigatória, segundo o qual o contrato faz lei entre as partes. Cláusulas abusivas poderão ser anuladas judicialmente, devendo ser interpretadas observando-se o princípio da legalidade e da boa fé.

 7) Falta ao cidadão brasileiro adquirir uma mentalidade voltada para a previdência?

 Guardar dinheiro não é característica do brasileiro que vive em sociedade capitalista, cujo consumo vem sendo estimulado pelo próprio poder público nos últimos anos. Para “ter” não posso “poupar”. Vale lembrar o que diz Amartya Sen sobre o papel dos valores no capitalismo; “A política pública tem o papel não só de procurar implementar as prioridades que emergem de valores e afirmações sociais, como também de facilitar e garantir a discussão pública mais completa.” Entre as politicas públicas em “Desenvolvimento como liberdade” Amartya cita a “expansão da educação básica e escolaridade, aumento da independência econômica e outras mudanças sociais econômicas que ajudam os indivíduos a serem cidadãos participantes. Essencial nessa abordagem é a ideia do público como participante ativo da mudança, em vez de recebedor dócil e passivo de instruções ou de auxilio concedido.”

 

 

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15 de setembro de 2015 at 12:03

Publicado em Cotidiano

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Duas histórias curiosas sobre roubo de veículo

Corcel foi localizado após 35 anos do roubo

Por volta das 19 horas do último domingo (6), a Policia Rodoviária Federal de Foz do Iguaçu abordou o motorista de um veículo que trafegava pela rodovia BR-277. A placa era do Paraguai e, ao ver o documento do Ford Corcel II, do ano de 1980, foi constatado que o carro havia sido roubado há 35 anos. O condutor, um brasileiro de 34 anos, não teve o nome revelado. O antigo modelo foi furtado no Rio de Janeiro em 24 de dezembro de 1979. O condutor acabou detido e o veículo, encaminhado ao pátio da Polícia Civil de Foz do Iguaçu.

Ter o carro roubado definitivamente não é uma boa notícia. Mas a norte-americana Becky Schoenig teve uma surpresa e tanto, após seu Ford Fusion novinho ser levado de sua garagem por ladrões.

Dois dias depois do furto, a moradora de St. Louis, no Missouri (EUA), foi resgatar o sedã na polícia e o encontrou tunado, com rodas pintadas, faixas na carroceria e uma capa preta e laranja cobrindo o volante. Antes do furto, o Ford Fusion de Becky Schoenig estava como saiu de fábrica, sem qualquer customização.

Em entrevista a vários canais de tevê, Becky atribuiu a localização do sedã à “força do pensamento”. Segundo a empresária, em vez de lamentar o roubo do veículo, ela usou as redes sociais para mobilizar amigos e se manteve sorridente.

Assim que deu conta do furto, Becky postou uma foto do veículo no Facebook contando aos amigos e conhecidos sobre o sumiço do sedã, detalhando inclusive a hora, o modelo (versão híbrida), a cor da carroceria e a placa.

Pois foi exatamente a partir da rede social que seu veículo acabou localizado. Um de seus amigos virtuais compartilhou a foto do Ford Fusion, que acabou reconhecido na rua pelo motoqueiro Mick Sexton.

Sexton então acionou a polícia, que imediatamente foi até o local e resgatou o Fusion híbrido de Becky. Feliz e surpresa, a mulher voltou às redes sociais para comunicar que seu veículo havia sido recuperado. Curiosamente, o sedã ressurgiu no dia 1º de abril, popularmente conhecido como o “Dia da Mentira”, e Becky, claro, aproveitou a data para brincar com o novo visual de seu Ford Fusion.

Bem-humorada e convicta do poder do pensamento, Becky convidou Mick Sexton para conhecer seu restaurante, o Hot Pot. Criativa, a norte-americana criou até uma bebida especial em homenagem ao novo amigo, batizada de Sexton On Wheels, na tradução literal, “Sexton sobre rodas”.

Embora tenha se divertido com o episódio do roubo, Becky enviou seu Fusion para lavagem e restauração. Além de fazer um polimento da carroceria e remover as tiras vermelhas, a empresária mandou descolorir as rodas. Becky também precisou higienizar a cabine, que, segundo ela, estava cheirando a maconha e cigarro.

Pelo inusitado, sua história ganhou repercussão internacional. Embora tenha sido pouco modificado, o Ford Fusion de Becky ficou bastante diferente.
As rodas de alumínio foram as que mais deram trabalho no processo de restauração. Pelo menos, Becky não teve grandes problemas, já que seu Ford Fusion sofreu apenas alterações leves.

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11 de setembro de 2015 at 11:45

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Encíclica Laudato Sii propõe nova relação do homem com o planeta

Uma encíclica parte do ponto de vista do líder da Igreja Católica, dirigida, em primeiro plano aos católicos, mas, “de dentro” visa propor a todos, crentes e não crentes, uma reflexão profunda sobre uma determinada realidade.

Quando um papa escreve uma encíclica, é lógico que não faz isso com base no que lhe vem à cabeça. Toda a sabedoria de pensadores (católicos ou não), consultores, teólogos e outros expertos amalgamam o texto final.  Dessa forma, as encíclicas ganham perspectiva a partir de um ponto “acima” do contexto, debruçam-se sobre ele, reconhecem o que há de bom, detectam problemas e propõem soluções.

A encíclica Laudato Sii, do Papa Francisco, sobre  Ecologia, segue essa linha. O simples fato de ter sido escrita, desafia o laicismo (perversão da laicidade), que procura empurrar a Igreja para as sacristias; que crê que a Religião deve se limitar à orações privadas, e ignora que a fé implica na ação. Crer que Deus criou o Universo leva à consequência lógica de que a preservação do planeta seja, sim, “pauta” da Igreja.

Todos os 246 parágrafos de Laudato Sii, podem se resumir a quatro perguntas fundamentais, matriz de que derivam tudo o que a encíclica aborda: Para que passamos por este mundo? Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? O que Terra quer de nós? O Papa não crê que nossas preocupações ecológicas possam ter resultados importantes, se não nos fizermos essas perguntas de fundo.

Esse pressuposto já desafia o homem e a mulher modernos, pelo simples fato de convidá-los a parar e a refletir. A correria hodierna, o excesso de informação e a paradoxal escassez de formação que se experimenta na era das redes sociais e dos aplicativos, nos leva a correr, nos leva ao ruído. Agimos e não refletimos; fazemos e não pensamos.

A partir de então, a Encíclica explana o que está acontecendo em “nossa casa” comum, a Terra. Ressalta que cada um deve assumir como problema pessoal o que acontece no meio-ambiente e aborda questões como as mudanças climáticas – “um dos principais desafios atuais para a humanidade”- ; a questão da água, ressaltando que o acesso à água potável e segura é um direito humano básico; a perda da biodeversidade e a dívida ecológica que contraímos. Tudo isso levando em conta que esses e outros problemas ambientais recaem, sobretudo, sobre os pobres.

O texto segue falando sobre o “Evangelho da Criação”. Com base no Gênesis, que relata que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, o papa alerta que se deve rechaçar, todavia, a ideia de que isso confere ao ser humano um poder absoluto sobre as demais criaturas. O mesmo Deus que hierarquizou a criação, deu o jardim do mundo ao homem para que este o cultive e proteja.

O capítulo terceiro põe o dedo na ferida ao tratar da raiz humana sob os problemas ecológicos:  “O antropocentrismo moderno acabou, paradoxalmente, por colocar a razão técnica acima da realidade”. Nesse sentido, o homem não vê a natureza como habitat dos seres, mas como um ambiente de extração pura e simples, sem se importar com as consequências de suas ações.

O núcleo da proposta da encíclica é uma ecologia integral, que em suas várias dimensões, integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o rodeia. Nesse sentido, elenca linhas de ação em nível macro, reconhecendo que os acordos internacionais sobre meio-ambiente não atingiram os resultados esperados, além de novas políticas regionais (cada país tem desafios ecológicos próprios). A encíclica pede maior transparência nos processos decisórios, já que a corrupção e interesses econômicos por vezes sobrepujam o impacto ambiental de determinadas obras e intervenções.

O Papa encerra com um apelo para que haja uma educação ecológica e, mais além, uma espiritualidade ecológica , propondo um novo estilo de vida, com consumo responsável.  Francisco exorta os cidadãos para que saibam pressionar governos e empresas, para que levem em conta o impacto ambiental de suas políticas e formas de produção.

Em meio às sombras da realidade ambiental do planeta, Laudato Sii procura aportar luz. O Papa acredita que o mesmo ser humano que não soube cuidar de sua casa, é capaz de converter seu modo de pensar e agir para reconstruir o planeta, como São Francisco reconstruiu a Igreja.

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18 de junho de 2015 at 11:38

Publicado em Igreja

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Santos é um ótimo passeio para a família

Uma boa e surpreendente opção para os pais de família paulistanos é fazer um “bate e volta” a Santos.

Fui com minha família à cidade, em primeiro lugar, para acompanhar a prova de atletismo 10 Km, da Tribuna FM e torcer pelos atletas da Bioleve, empresa que apoia o esporte e patrocina nosso blog.

Deu certo: os quenianos Edwin Kipsang Rotich e Nancy Jepkosgei Kiprop venceram as corridas masculina e feminina, respectivamente.

O primeiro grande atrativo do município é a proximidade de São Paulo. Noves fora o pedágio caríssimo, a Imigrantes é a melhor estrada de São Paulo e, em uma hora, chegamos.

Fazia tempo que eu não visitava a cidade e fiquei impressionado. A cidade está muito bonita, unindo como nunca a natureza com o lado bom de grandes cidades, como, por exemplo, a variada gastronomia.

De tanto ouvir os jingles da rádio Bandeirantes, resolvi conhecer a churrascaria Tertúlia. Preço justo aliado a boas carnes e serviço prestativo, fizeram do nosso almoço um momento de celebração.

Um ótimo passeio para fazer com as crianças é conhecer o Aquário Municipal, o mais antigo do Brasil, fundado por Getúlio Vargas, em 1945. O espaço foi revitalizado em 2006 e hoje mescla a atmosfera “retro” com a modernidade. Destaque para os Tanques: Oceânico, Amazônico, das Tartarugas, dos Pinguins e o de Toque, em que o visitante pode tocar ouriços, anêmonas e estrelas-do-mar.

O leitor observa que até agora não falamos em praia. Resumindo: Santos tem “até” praia. Mesmo fora de temporada, no outono ou no inverno, a diversão e a aquisição de cultura são garantidas.

Chegamos um pouco tarde, mas ainda deu tempo de pegarmos a balsa (eu sabia que as crianças adorariam) para o Guarujá.

Fui pela primeira vez à Praia do Guaiúba. A ideia era apenas ver o mar. Mas a prainha, reservada e segura, com mar calmo e água limpa, foi um convite para a molecada entrar na água, mesmo sem roupa apropriada. Um mergulho, uma troca de roupa e a aventura ficou completa.

Fica a dica.Linha Bioleve zero - 1,5L (reto)

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18 de maio de 2015 at 14:41

Publicado em Família

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A crise econômica e o desafio de manter o emprego

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O ano de 2015 tende a ser um período de incertezas para a Economia. Mas o presidente da Anthropos Consulting, empresa de Desenvolvimento Empresarial e Profissional, Luiz Marins, acredita que esse cenário não deve preocupar o trabalhador que investe na própria carreira e se relaciona bem com os superiores e colegas. Marins, que também é escritor e um dos mais requisitados palestrantes do Brasil, acredita que a fé e a vontade de aprender são aliadas na busca por um novo emprego.

Roberto Zanin – O que o profissional deve fazer para aumentar sua empregabilidade?

Marins – Ele não pode ficar esperando que seus atuais empregadores invistam na sua formação e desenvolvimento. Ele mesmo deve assumir esse desafio. Deve pegar um pouco do pouco dinheiro que tenha e investir em si próprio, no seu conhecimento; um pouco do pouco tempo que tenha e investir em si próprio; um pouco da pouca energia que ainda tenha e investir em si próprio. Ele tem que demonstrar para o mercado – seja para o atual ou para seu futuro empregador – que é uma pessoa que investe no próprio desenvolvimento, pois, se não demonstrar isso, ninguém investirá nele, o que diminuirá a cada dia a sua empregabilidade. Além disso, deve ser alguém que esteja sempre disposto a aprender a participar dos programas e projetos de sua empresa. Quem se “economiza” muito, perde muitas chances de empregabilidade dentro e fora da empresa em que esteja trabalhando.

Roberto Zanin – O ano de 2015 será um ano de ajustes na Economia. O que fazer para diminuir as chances de ficar desempregado?

Marins – O colaborador deve demonstrar, claramente, com ações concretas, que está disposto a ajudar a empresa neste momento de crise. Ele não pode ficar criando pequenos problemas e deixar de participar de tudo o que a empresa proponha. Agora é hora de o colaborador investir num bom relacionamento com superiores, iguais e subordinados, para que se torne uma pessoa que a empresa enxergue como indispensável.

Roberto Zanin – Por outro lado, quais as principais razões para que o profissional esteja entre os primeiros na lista de demissão?

Marins – Perguntei para muitos patrões, muitos chefes, muitos executivos: Por que você dispensa uma pessoa que estava tão segura? Veja algumas coisas que eles me disseram: 1ª) Arrogância; 2ª) Achar-se indispensável; a pessoa se acha tão indispensável, que ela acaba sendo dispensável; acha que, sem ela, a empresa não sobreviverá. 3ª.) Fazer-se de ocupada; a pessoa que começa a se fazer de muito ocupada perdeu a noção de que ela não é, por certo, a pessoa mais ocupada do mundo. 4ª.) Não participar de cursos, treinamentos, palestras que a empresa promove. 5ª.) Pessoas que cumprem rigorosamente o horário, nenhum minuto a mais, nenhum minuto a menos e não andam o quilômetro extra. 6ª.) Segurar informações e não passar para os outros.

Roberto Zanin – Sentir-se seguro no emprego pode ser perigoso para o profissional?

Marins – “Eu pensei que eu estava seguro em meu emprego e não estava, fui dispensado, o que aconteceu?” Ouvi este desabafo de um funcionário dispensado após 18 anos de trabalho, na mesma empresa.

Passada a comoção da dispensa, ele me diz: “Na verdade, eu me acomodei, achei que estava seguro, que a empresa precisava mais de mim do que eu dela. Rejeitei algumas propostas para mudar de cidade e ajudar o estabelecimento de uma nova filial, protelei um Curso de Inglês, que meu gerente queria que eu fizesse; tirei férias nos dias em que novos equipamentos foram instalados e perdi o treinamento sobre como operá-los, sem ter me dado conta. Comecei a falar mal da minha empresa (quem observou isso foi a minha mulher), a criticar as novas políticas de qualidade e produtividade. Professor, dancei!”

Na verdade, a pessoa não fez nada diretamente errado e que tenha motivado a sua dispensa. Uma gotinha d´água todo dia vai enchendo o copo, até que uma gota o faz transbordar. Uma palavra, um gesto, um comentário em relação a um fornecedor ou cliente, pode ser essa gota d’água. Outro motivo frequente para demissão é ter perdido o respeito pelos colegas. Isso é muito comum.

Roberto Zanin – Qual a melhor estratégia para conseguir novo emprego?       

Marins – Mostrar-se disposto a aprender. O empregador hoje quer alguém que tenha um conhecimento, mas principalmente que esteja disposto a aprender e a enfrentar novos desafios que acontecem todos os dias em qualquer empresa. Não adianta mentir numa entrevista de emprego. É preciso falar a verdade e mostrar brilho nos olhos, disposição para o trabalho e não se “economizar” para aprender coisas novas.

Roberto Zanin – O desemprego afeta a autoestima, o que dificulta a recolocação profissional. Como encarar esse momento de dificuldade?

Marins – O desemprego é uma das coisas mais tristes que pode acontecer na vida de alguém. Um desempregado tem que ter uma força muito grande para não se desesperar. Nesse momento é que a religião pode ter um papel fundamental para que a pessoa não perca a esperança e não se acomode na amargura. Ela não pode se entregar. Tem que procurar emprego todos os dias sabendo que receberá mais “nãos” do que respostas positivas.

Roberto Zanin – Sempre se transmite a ideia de que o que conta para a contratação é o candidato falar outros idiomas, ter vários diplomas, etc. Além disso, o que as empresas esperam de um profissional?

Marins – Há pessoas que têm a expectativa de receber pelo que sabem e não pelo que fazem. Essa é uma grande ilusão. Quando um diploma, certificado, curso ou experiência estão numa pessoa que produz mais e melhor, aí sim, o aumento ou a promoção poderão ocorrer. Não basta ter conhecimento teórico. É preciso fazer!

Roberto Zanin – É cada vez maior o número de pessoas que deixaram o emprego com carteira assinada, para serem prestadores de serviço. Como devem se portar em tempos de crise?

Marins – Terão que trabalhar muito, pois serão responsáveis pela própria sobrevivência. Devem sempre fazer mais do que o cliente esperava que ele fizesse para que possa surpreender e encantá-lo e, assim, transformar cada cliente em seu vendedor ativo, seu propagandista. 78% das pessoas confiam mesmo é na informação de outras pessoas na hora da decisão de compra. Assim, o marketing viral é fundamental e para isso é preciso que o cliente seja surpreendido e encantado.

Roberto Zanin– Quem fica desempregado, com frequência pensa em abrir sua própria empresa. O que se deve levar em conta antes de tomar essa decisão?

Marins – O maior problema é que a maioria das pessoas não tem a real noção do que é ser empresário, empreendedor de si próprio. Eles simplesmente não imaginam a enorme carga tributária, os entraves burocráticos, as ações trabalhistas, os achaques de corruptos fiscais e tudo mais que uma anônima e insensível máquina governamental impinge aos empresários de qualquer tamanho. E eles jamais pensaram naqueles que não pagam, não cumprem seus contratos escritos ou verbais, os que não temem a justiça e a desafiam como modo de viver. Quem quer ter seu próprio negócio deve pensar se tem a coragem de pensar grande.  Ver no horizonte a luz de seu sucesso, mas que para chegar lá terá que atravessar caminhos nem sempre agradáveis.

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Written by Editor do Blog

16 de março de 2015 at 11:53

Publicado em Cotidiano, Sociedade

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