Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Luzes, Câmeras, Educação

Pablo 1O médico, professor e escritor Pablo Gonzalez-Blasco, respira cinema desde criança. Em casa, seus pais, avós e irmãos, faziam da sétima arte o assunto preferido. Muitas lições vindas da tela eram transportadas para a vida familiar. Toda essa experiência foi transportada para sua atividade na formação de jovens médicos, e até virou tese de Doutorado. Blasco percebeu ainda que bons filmes também trazem lições para pais, educadores e líderes. Nesta entrevista, ele fala sobre o poder do Cinema na educação.

  • Você utiliza o cinema como ferramenta para o ensino na Medicina e até escreveu um livro sobre isso. Como descobriu que os filmes poderiam ter essa finalidade?

Há mais de 25 anos, de modo espontâneo, comecei a utilizar cenas de filmes para compartilhar com alguns alunos que estavam envolvidos num projeto conjunto em busca de uma Medicina mais humana. Reparei que aquilo tinha um efeito que eu não tinha previsto. O impacto emotivo era enorme, mesmo para os alunos que me tinham ajudado a montar o filme, juntando várias cenas de películas diferentes, na hora de projetá-lo e comentá-lo. Lembro que numa daquelas primeiras ocasiões eu perguntei: “O que aconteceu? Vocês sabiam perfeitamente as cenas que eu projetaria. Por que essa emoção toda? Eles responderam; “Não, isto é algo diferente”. Todos juntos assistindo e refletindo sobre seus comentários, foi um mergulho de emoções e de vivências”.

Espicaçado por essas experiências decidi sistematizá-las de modo acadêmico. O resultado foi a minha Tese Doutoral na Faculdade de Medicina da USP, sobre Educação Médica e Humanismo através do Cinema (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5144/tde-31082009-085309/pt-br.php). Isso foi 15 anos atrás. De lá para cá, o trabalho não parou. Converti-me, de algum modo, no médico do Cinema. Voltando à sua pergunta: a descoberta foi uma combinação de um hábito incorporado na infância, e da resposta positiva dos alunos que me rodeavam há 20 anos. E confirmado pelos resultados educacionais nessas duas décadas.

  • Como descobriu que o cinema também seria ferramenta de ensino não apenas para os médicos, mas para qualquer pessoa?

Tenho muitos amigos e conhecidos que são diretores de empresas, gestores de vendas e de RH. Sabendo do meu gosto pelo Cinema, e acompanhando a minha trajetória na educação médica, começaram a surgir os convites para “fazer aqui na minha empresa isso que você faz com seus alunos”. Houve até casos desafiantes, onde um amigo diretor de vendas de uma importante multinacional convidou-me para conduzir um workshop que durava todo o dia. Ele tinha convocado os vendedores para cobrar os resultados que, diga-se de passagem, não eram dos melhores. O resultado foi excelente. Funcionou. A equipe mergulhou num processo reflexivo, decidiram redigir cartas de intenções para a equipe e para eles mesmos, e saíram felizes. Devo dizer que o encarregado de Recursos Humanos ficou receoso quando viu que a cobrança por vendas tinha parado. O meu amigo foi taxativo: “Isso é muito mais importante do que cobrar metas; isto é cuidar das pessoas, isso é o verdadeiro RH”. Soube que no ano seguinte as vendas duplicaram.

  • Você é autor do livro “Educação da Afetividade através do Cinema”. Como educar nossas emoções com os filmes?

O Cinema é o modo moderno da narrativa. O envolvimento emocional é análogo ao que em outros tempos se tinha com a Literatura (quando as pessoas liam mais), com o Teatro, a Poesia, a Ópera. Enfim, com as artes. Hoje o Cinema tem uma presença maior, porque estamos ancorados numa cultura da imagem, e da emoção. Perguntamos então: O que fazer com essa enxurrada de sentimentos? Como aproveitar isso para educar?

O progresso formativo não vem determinado apenas pelo que se conhece e pelo que se faz, mas pelo modo como se conhece e como se executa. Os sentimentos promovem uma ponte entre o que se conhece – a ideia, o conceito, situado no âmbito do cognitivo – e o que se quer, o que se executa, situado no âmbito da vontade. Não basta saber as coisas para executá-las, é preciso querer fazê-las, e esse querer vai além da simples imposição da vontade. É uma questão de motivação. Surge a dúvida do possível risco que supõe educar apenas a sensibilidade, ancorar-se na estética e nas emoções, sendo que os outros valores – o bom, o verdadeiro – permanecem como conceitos estranhos, pouco definidos para os jovens. Não seria este método do Cinema uma educação fictícia, superficial, epidérmica, que não atingiria o núcleo do educando para promover atitudes duradouras e maduras?

É justamente desencadear este processo de reflexão, mediante recursos próximos ao estudante, o que o se pretende com a estética, da qual o aprendizado através do Cinema faz parte. Dito de outro modo: estabelecer um ponto de partida para uma atitude reflexiva, uma pista de decolagem para futuros aprendizados.

  • Como os pais podem utilizar o cinema para transmitir valores aos filhos?

Devem promover a reflexão. Deixar que os filhos pensem. O Cinema não é um recurso para “dar recados”, para dizer “como devem ser feitas as coisas”, mas apenas para provocar a reflexão. Fazer as pessoas pensarem, esse é o núcleo da educação eficaz. E se acontece que as pessoas pensem algo diferente do que eu pretendo? Esse é o risco natural de toda educação. Abolir a reflexão para evitar problemas e conclusões indesejáveis não é educar, mas um processo de produção em série, como no fast-food. Estamos formando pessoas, não produzindo garrafas de Coca-Cola.

  • Há filmes dirigidos ao público infanto-juvenil, que fazem apologia de sexo e violência. Como os pais devem agir nessas situações?Proibir?

A simples proibição não é educativa. Além do que o proibido acaba estimulando a procura “pirata” do assunto. Hoje as opções são inúmeras, começando pela internet, o celular, etc. Melhor do que estabelecer proibições é concorrer com filmes que transmitam valores. Quer dizer, enfrentar a concorrência com profissionalismo e competência. Isso requer, naturalmente, pensar, gastar tempo. Proibir é mais fácil, mais rápido, mas não funciona. É preciso educar o paladar afetivo, com uma gastronomia saudável.

Num dos meus livros, anoto uma lembrança significativa. Em certa ocasião, um amigo me confidenciou que estava preocupado com os filhos, porque seus colegas de escola falavam com naturalidade sobre “o namorado da mãe” ou “a namorada do pai”. O receio do meu amigo é que seus filhos pensassem que uma família como a deles fosse algo em extinção. Recomendei-lhe algo pouco convencional, ou pelo menos assim me pareceu no momento, mas confesso que foi a melhor ideia que me veio à cabeça: “Peça uma pizza, alugue um filme chamado ‘Lado a Lado’ e, depois de assisti-lo, todos em família, escute-os”.  A película conta a estória de uma adolescente de doze anos e de um garoto de sete, filhos de pais separados, que não aceitam a nova namorada de seu pai. Passados alguns dias, meu amigo me disse que a ideia funcionou.

  • Como você analisa a forma como a Religião é retratada no cinema?

O tema é muito amplo, e as posturas são variadíssimas. É impossível uma síntese sobre o tema. Mas gosto de analisar os casos concretos. Veja, por exemplo, aquele filme simples, de orçamento reduzidíssimo, “Homens e Deuses” sobre os monges que são martirizados na Argélia. Foi recorde de bilheteria, levou a Palma de Ouro em Cannes. Multidões assistindo aos dias finais de nove monges que celebram a Páscoa em silêncio, ao som do Lago dos Cisnes. Algo que faz pensar que talvez não seja a Religião que não se entenda com o cinema, mas que o modo de apresentá-la nem sempre é o mais adequado.

Mais informações sobre os livros e indicações de bons filmes estão no site http://www.pablogonzalezblasco.com.br

 

Written by Editor do Blog

27 de agosto de 2016 at 18:28

Publicado em Educação, Uncategorized

Tagged with ,

Gramado tem atrações para todos os públicos

O eixo Gramado- Canela é o tipo de lugar que agrada todos os públicos, principalmente para famílias com crianças.

Visitamos a região em janeiro, em pleno Natal-Luz. As festas começam no final de outubro e terminam três meses depois.

O desfile de Natal continua lindo, mas senti falta de um clima mais cristão, como havia em 2004, última vez que visitei a cidade. A impressão é que quiseram fazer a festa sem o aniversariante para agradar todo mundo. De qualquer forma, o desfile e os demais shows são belíssimos, de “Primeiro Mundo”.

Essa, aliás, é uma característica dos empresários da área de turismo da região serrana do Rio Grande.  Tudo é muito bem feito, organizado. A meu ver, as atrações da região são o que mais aproxima o Brasil de grandes parques e museus lúdicos dos Estados Unidos e da Europa.

A Avenida das Hortênsias, que liga Gramado a Canela, concentra vários salões e museus.

O grupo Dreams administra 5 grandes atrações. Através de um passaporte, você pode visitar todas:

  • Dreamland

Trata-se de um museu de cera, muito bem  estruturado, com diversos personagens, em réplicas muito bem feitas. Podemos tirar fotos à vontade, mas há espaços com fotógrafos profissionais, onde é possível  tirar fotos de cabeça para baixo com o Homem-Aranha, posar ao lado de Jack Sparrow no convés do navio de Piratas do Caribe ou ser clicado ao lado de Barack Obama  e outros presidentes ilustres no salão da Casa Branca. Imperdível.

IMG_20160107_120822232

 

  • Vale dos Dinossauros

Ao ar livre,  o parque é como se fosse um zoológico de dinossauros. O visitante entra no clima ao pegar uma van no estacionamento. Durante o curto transporte ao interior do parque, um narrador e efeitos sonoros preparam os ânimos para o tour jurássico.

Há trilhas onde se encontram réplicas fieis de diversas espécies, que emitem sons e se movimentam, causando impacto. Ótimo lugar para fazer bons vídeos e tirar boas fotos.

IMG_20160109_114440458

  • Harley Motor Show

Os fãs da mítica marca de motos norte-americana  e mesmo quem não é fissurado pelas máquinas vão gostar muito desse museu, único espaço  temático  da América Latina que homenageia a Harley Davidson. Com cenografia que remete a Las Vegas, vemos 30 tipos de motos raras. O espaço conta também com um bar muito legal.

 

  • Hollywood Dream Cars

Este Museu  de automóveis clássicos antigos, exibe os mais lindos e originais automóveis dos anos dourados de Hollywood e indústria automobilística americana das décadas de 20, 30, 40, 50 e 60, que encantaram artistas, presidentes e personalidades do mundo inteiro. Chama a atenção a beleza e a robustez dos carrões.

 

  • Super Carros

Quando visitei este lugar, me veio à mente aquela frase: “a diferença entre a criança e o adulto é o preço dos brinquedos”. O Super Carros é um salão que exibe os carros de luxo mais famosos do mundo, como Ferrari, Lamborghini, Maseratti, Aston Martin, Porsche, BMW, Shelby, Lotus, entre outros.

No segundo andar, há outras atrações como simuladores de Fórmula 1 e Stock Car e um divertido cinema 9 D.

SIMULADOR 2

Mas a experiência inesquecível, única, que esse lugar reserva é a oportunidade de realizar o sonho de dirigir uma máquina dessas.

Fui de Ferrari Califórnia. O passeio revelou mais uma vez o profissionalismo com que o Turismo é tratado na região. Um instrutor tira o carro do Salão, uma bem produzida porta da garagem se abre e a Ferrai ganha a estrada. Após uma pequena volta com o instrutor ao volante, explicando como o “bicho” funciona, eu dirigi esse símbolo da Itália por quase 15 quilômetros. Todo o passeio é filmado e fotografado com uma GoPro on board, Ao final do test drive, você fica com CDs do passeio como recordação. Sensacional e imperdível.

DCIM100GOPROGOPR0728.

Experiência Única

Mundo a Vapor

Na mesma avenida das Hortênsias fica o Mundo A Vapor, mas que poderia ser chamado de Parque Dinâmico. Ao entrar lá, somos guiados por vários estandes, onde monitores explicam o funcionamento de termoelétricas, olarias, fábricas de papel, hidrelétricas, entre outras, com maquetes perfeitas, que funcionam de verdade. No final, uma volta num trenzinho faz a festa das crianças. Vale a pena a visita, que une diversão e conhecimento no mesmo lugar.

IMG_20160107_103355983

Mini Mundo

Um dos símbolos da cidade de Gramado, o Mini Mundo é encantador. Lá você se sente o Gulliver em Liliput. O parque, ao livre, conta com réplicas (de tamanho 24 vezes menor) de monumentos e prédios de várias partes do mundo. A impressionante semelhança das miniaturas tem uma explicação. Tudo é feito de acordo com os projetos originais. Destaques para o Museu do Ipiranga, a Igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, bem como castelos europeus, navios e até um trenzinho que circula continuamente pelo parque. Dá orgulho de ser brasileiro e saber que temos em nosso país um lugar desse nível.

IMG_20160111_114217092

Há ainda muitas atrações na região, como o Lago Negro, em Gramado, ou o Parque do Caracol, com sua cascata, em Canela, entre outras belezas naturais.

 

 

Written by Editor do Blog

22 de janeiro de 2016 at 16:50

Publicado em Turismo, Uncategorized

Tagged with ,

Duas histórias curiosas sobre roubo de veículo

Corcel foi localizado após 35 anos do roubo

Por volta das 19 horas do último domingo (6), a Policia Rodoviária Federal de Foz do Iguaçu abordou o motorista de um veículo que trafegava pela rodovia BR-277. A placa era do Paraguai e, ao ver o documento do Ford Corcel II, do ano de 1980, foi constatado que o carro havia sido roubado há 35 anos. O condutor, um brasileiro de 34 anos, não teve o nome revelado. O antigo modelo foi furtado no Rio de Janeiro em 24 de dezembro de 1979. O condutor acabou detido e o veículo, encaminhado ao pátio da Polícia Civil de Foz do Iguaçu.

Ter o carro roubado definitivamente não é uma boa notícia. Mas a norte-americana Becky Schoenig teve uma surpresa e tanto, após seu Ford Fusion novinho ser levado de sua garagem por ladrões.

Dois dias depois do furto, a moradora de St. Louis, no Missouri (EUA), foi resgatar o sedã na polícia e o encontrou tunado, com rodas pintadas, faixas na carroceria e uma capa preta e laranja cobrindo o volante. Antes do furto, o Ford Fusion de Becky Schoenig estava como saiu de fábrica, sem qualquer customização.

Em entrevista a vários canais de tevê, Becky atribuiu a localização do sedã à “força do pensamento”. Segundo a empresária, em vez de lamentar o roubo do veículo, ela usou as redes sociais para mobilizar amigos e se manteve sorridente.

Assim que deu conta do furto, Becky postou uma foto do veículo no Facebook contando aos amigos e conhecidos sobre o sumiço do sedã, detalhando inclusive a hora, o modelo (versão híbrida), a cor da carroceria e a placa.

Pois foi exatamente a partir da rede social que seu veículo acabou localizado. Um de seus amigos virtuais compartilhou a foto do Ford Fusion, que acabou reconhecido na rua pelo motoqueiro Mick Sexton.

Sexton então acionou a polícia, que imediatamente foi até o local e resgatou o Fusion híbrido de Becky. Feliz e surpresa, a mulher voltou às redes sociais para comunicar que seu veículo havia sido recuperado. Curiosamente, o sedã ressurgiu no dia 1º de abril, popularmente conhecido como o “Dia da Mentira”, e Becky, claro, aproveitou a data para brincar com o novo visual de seu Ford Fusion.

Bem-humorada e convicta do poder do pensamento, Becky convidou Mick Sexton para conhecer seu restaurante, o Hot Pot. Criativa, a norte-americana criou até uma bebida especial em homenagem ao novo amigo, batizada de Sexton On Wheels, na tradução literal, “Sexton sobre rodas”.

Embora tenha se divertido com o episódio do roubo, Becky enviou seu Fusion para lavagem e restauração. Além de fazer um polimento da carroceria e remover as tiras vermelhas, a empresária mandou descolorir as rodas. Becky também precisou higienizar a cabine, que, segundo ela, estava cheirando a maconha e cigarro.

Pelo inusitado, sua história ganhou repercussão internacional. Embora tenha sido pouco modificado, o Ford Fusion de Becky ficou bastante diferente.
As rodas de alumínio foram as que mais deram trabalho no processo de restauração. Pelo menos, Becky não teve grandes problemas, já que seu Ford Fusion sofreu apenas alterações leves.

Written by Editor do Blog

11 de setembro de 2015 at 11:45

Publicado em Uncategorized

Tragédia em Paris: Arma de quem discorda deve ser o cérebro

Depuradas as emoções, gostaria de refletir um pouco sobre a tragédia de Paris.
Sou católico. Não conhecia a Charlie Hebdo. Em meio ao horror da carnificina, vi que eles também fazem charges de extremo mau gosto, baixaria mesmo, contra o Cristianismo. Fico indiferente? Claro que não. Cristão digno desse nome não acha graça quando zombam de algo que lhe é tão caro, além de não ver criatividade nenhuma em charges desse tipo. Chamar a atenção utilizando a equação religião + bizarro= repercussão, é coisa que qualquer um é capaz de fazer. Mas a grande arma de quem discorda deve ser o cérebro. Refletir, debater, questionar, sempre no âmbito das ideias. Propor. Não impor.
Discordo de quem usa o caso para generalizar: “nenhuma Religião presta”. Falando da minha, noves fora os lunáticos e inimigos internos e externos, é inegável o legado do Cristianismo à civilização. Das Universidades aos hospitais; da Arquitetura às Artes Plásticas; da Música à Economia, etc.
No plano pessoal, o Cristianismo bem vivido confere aos que o vivemos serenidade, paz e preocupação com os demais. Impossível ser bom católico e mau profissional, ou seguir sinceramente a Cristo e ser um mau pai, por exemplo.
Por outro lado, discordo também de alguns cristãos facebookianos que quase justificam a barbárie, na linha do “eles provocaram”, “sabiam com quem estavam mexendo”, etc. O que é isso? Como justificar o injustificável?
O massacre não muda minha opinião sobre a baixa qualidade do trabalho da Charlie Hebdo. Mas a liberdade é uma herança da civilização ocidental. Espero que tudo isso sensibilize a comunidade internacional para os massacres que os cristãos sofrem em países de maioria islâmica, genocídio que não desperta a mesma comoção. O terror, esse sim deve ser combatido com energia. Não nos acovardemos diante do fundamentalismo.Linha Bioleve zero - 1,5L (reto)

 

Written by Editor do Blog

16 de janeiro de 2015 at 14:50

10 Mandamentos para segurança do seu carro

Written by Editor do Blog

26 de agosto de 2014 at 12:09

Publicado em Uncategorized

O fanatismo fundamentalista do grupo Porta dos Fundos

 

A pior forma de intolerância é aquela travestida de “modernidade”.

Quando a avassaladora onda do politicamente correto invadiu o Brasil, logo percebi que a pior intolerância é a “intolerância dos tolerantes”.

Há alguns meses, um amigo compartilhou no Facebook um vídeo do grupo Porta dos Fundos, satirizando um repórter que deduzia o que o entrevistado queria dizer e acabava colocando palavras na boca da “vítima”.

Pensei: “Que bom que eles não precisam apelar para fazer sucesso com o humor.”

Não há coisa mais retrógrada e obscurantista que tentar ser engraçado utilizando recursos como palavrões, pornografia, bizarrices e apelações de cunho religioso para chamar a atenção.

Infelizmente, me enganei.

A marca dessa turma vai além da baixaria. Vi também muito desrespeito com a fé dos outros.

Fabio Porchat, um dos líderes da trupe, disse, em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, que é ateu, que acha graça em quem tem fé, e só poupa uma Religião de suas piadas: “Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso (risos). Mas, de um modo geral, a gente vai fazendo, vai falando”, assume.

Recuso-me a imaginar que, em pleno terceiro milênio, a única maneira de não ter sua fé vilipendiada seja a violência.

Dia desses, no Programa “Na Moral”, da Rede Globo, ao falar sobre piadas com Religião, o insuspeito Renato Aragão disse, com candura, a Gregório Duvivier, outro membro do Porta dos Fundos: “A gente não precisa disso para fazer humor. Acho que agride criticar a Religião da pessoa. Muçulmano, Católico, Evangélico, tudo. Não precisa.”

Gregório discordou e, perguntado por Renato, disse que não tem Religião.

“Então você está a caráter para falar, desde que não agrida a Religião das outras pessoas”, aconselhou Aragão.

Para se justificar, o jovem disse que o grupo é a favor das “minorias”, que as Religiões “são ricas, têm até bancada na Câmara, etc.

Em artigo na Folha de São Paulo, Duvivier generaliza. Dá a entender que todo mundo acha normal e até incentiva que se façam piadas com as religiões que são minoria no Brasil, mas condenam que se brinque com o Cristianismo.

Discordo.

Pode até haver quem pense assim, de forma preconceituosa, que não se importe com a ofensa à fé alheia; mas a grande maioria quer respeito e sabe que este é o alicerce da liberdade religiosa, um dos pilares da democracia e do Estado Laico.

Há muita intolerância e ódio à Religião nos programetes porta-fundianos

Destaco dois.

A história da mulher com a imagem de Cristo gravada nas partes íntimas e um “especial de Natal” em que Deus Pai, Jesus, Maria, José são vilipendiados de forma grosseira.

Nesse “especial”, os cristãos são tachados como burros e ignorantes, quando o personagem “Deus” diz que as pessoas acreditam em qualquer coisa, por mais absurda que seja.

Os gênios e luminares do conhecimento Porchat, Duvivier, Tabet e Cia. incluem, no rol de idiotas, Einstein, Newton, Edison e a plêiade de cientistas que acreditam em Deus.

O que a turma faz não são simples piadas de mau gosto.

Eles chocam, ofendem, vilipendiam.

A democracia não concebe fanáticos religiosos.

Mas também não contempla “religiofóbicos”.

A estrada que queremos pavimentar, com tolerância e respeito às diferenças, é uma via de mão dupla.

Written by Editor do Blog

15 de janeiro de 2014 at 15:51

Publicado em Uncategorized

“Imagine” e John Lennon

(autor Rodney Rodrigues)

Recentemente, em 8 de dezembro, foi relembrado em Nova Iorque o aniversário da morte de John Lennon e circularam pelo mundo diversas fotos de pessoas que acorreram a um evento nessa cidade cantando a canção “Imagine” da falecida celebridade.
Essa música, “Imagine” entrou no rol das músicas mais executadas do mundo. Já vi usarem essa música para ser a trilha sonora de filmes ou documentários que evocam a paz, a saudade, o companheirismo, etc. Ela é tão comum que sem querer lembramos seu ritmo e os timbres da voz de John Lennon, lembrando-se desse homem, alvejado por uma pessoa desequilibrada em 1980, como um sujeito que atrás de sua jaqueta de couro e de seus óculos ovalados militava pela paz e amor no mundo.
Porém, como a maioria das pessoas que não é fluente na língua inglesa, nunca tinha analisado o que dizia a letra da tão afamada “Imagine”. Gostava da sonoridade da mesma (talvez de tanto escutá-la através dos media) e a letra parecia falar de paz e entendimento entre os homens. Eis que causou-me curiosidade por ocasião da morte do compositor e finalmente resolvi lê-la. É uma letra que vai “contra tudo que eu acredito” é a descrição mais sucinta como posso descrevê-la e uma decepção de não ter conhecido antes uma obra tão pútrida e revoltante.
Ela parece antever os ditames da nova ordem mundial do mundo de hoje através da ditadura do relativismo e do politicamente correto. Talvez essa música tenha sido a “ponta de lança” da crise de auto negação da sociedade ocidental nos seus valores mais básicos. Ao pedir para imaginar que o céu não existe e tampouco o inferno e ao mesmo tempo um mundo sem religião nos coloca diante de um mundo não-humano, pois a crença na existência da divindade é ponto chave da humanidade – é esse pensamento metafísico que nos diferencia de outras criaturas. Graças a religião e do amor a Deus temos a crença no valor das boas obras, na santidade da família, do triunfo da Verdade e do amor sobre a maldade e a vilania.
A música é um ode ao ateísmo e em tempos de new age a negação de céu e inferno fomenta as filosofias que creem no karma ou na reencarnação como mecanismo natural do universo. Porém nesse (pseudo) universo Deus não existe – nada o criou. Tudo é mecanicista.
Imagine também que você não possua nada e tudo seja de todos dentro de uma irmandade dos homens, algo tão utópico quanto é a doutrina marxista-comunista. O colapso da U.R.S.S. em 1989 é a prova mais concernente e concreta que o comunismo não funciona e que ultraja a natureza humana. Além disso considerar que o nacionalismo deve acabar, hoje visto como nocivo e causador de xenofobia, renega os esforços de nossos antepassados em edificar um estado para crescermos livres e felizes e com liberdade de proferir nossas crenças.
De fato a música “Imagine” é uma afronta ao ser humano pois vai contra a lei natural de forma clara e incisiva. Somente dentro de coação mental e física e pela debilidade e distorção de pensamento é que poderia imaginá-la dentro de uma sociedade humana. Só pode ser posta em prática da boca para fora como fez o próprio Lennon, cuja trajetória de sua vida é repleta de paradoxos, controvérsias e fracassos como homem, marido, pai, cidadão e ser humano.

Written by Editor do Blog

31 de dezembro de 2013 at 09:43

Publicado em Uncategorized