Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

Archive for the ‘Politicamente Correto’ Category

O sínodo, os gays e a janela de Overton

A “Janela de Overton” leva o nome do falecido presidente de uma think-tank norte-americana voltada para as agendas políticas. Joseph Overton percebeu como combater um dos grandes desafios daqueles que defendem causas inaceitáveis para a opinião pública: registrar como pensa a maioria da sociedade num dado momento sobre um determinado assunto. Quando a população é contra, a estratégia é desviar o foco do assunto em si e tratá-lo de forma oblíqua. Nesse sentido, por exemplo, há anos se trata da legalização do aborto como questão de “saúde pública”, desviando os olhos e mentes da sociedade para aquilo que realmente é: o assassinato de um ser humano indefeso no ventre da própria mãe.

Ao lado da legalização do aborto, a causa gay é a que mais tem martelado suas postulações na mídia.  A grande maioria da sociedade rejeita a ideia de “casamento gay”. A palavra “casamento” está arraigada no DNA mental de várias gerações na forma de um noivo e de uma noiva ao pé do altar. A Janela de Overton, nesse caso, funciona para desviar o foco da questão de fundo. Através de sofisticadas empresas de assessoria de comunicação, passa-se a martelar na mídia questões como “o amor não escolhe sexo”, ou “a possibilidade de que crianças relegadas à orfandade possam ser acolhidas por esses parceiros” e, acima de tudo, abandona-se o termo “casamento” para adotar a terminologia “união civil do mesmo sexo”, mais palatável do que a ideia de matrimônio.

Caso as Igrejas ou entidade ligadas à família apontem que não se pode tratar do mesmo modo a união gay e as famílias reconhecidas desde sempre como tal, a estratégia é a violenta demonização dos oponentes, com direito a vilipêndios e blasfêmias, como as que ocorrem nas paradas do orgulho gay. Não há meio-termo. Ou se aplaude a prática ou se é homofóbico.

A Janela de Overton gay marcou um golaço nas últimas semanas. O grande “frame”, o símbolo do Sínodo dos Bispos sobre a Família, foi a maneira pela qual a Igreja deve tratar os homossexuais. Dez em cada dez meios de comunicação ao redor do planeta destacaram os parágrafos do primeiro relatório sobre o tema, elaborado após as manifestações dos prelados. Teve destaque o trecho que diz que as comunidades católicas devem acolher os homossexuais “aceitando e avaliando sua orientação sexual, sem comprometer a doutrina católica sobre a família e o matrimônio”. A mídia interpretou o “aceitando” quase como um dogma de que a Igreja, a partir de agora, estaria aprovando a conduta dos homossexuais, em vez de acolhê-los e ajudá-los a abandonar o pecado.

Outro texto que a análise da mídia engajada distorceu, é aquele que diz que há casos em que “o apoio mútuo, até o sacrifício, constitui um valioso suporte para a vida dos parceiros”. Estaria a Igreja dizendo que, em certas situações, é melhor aconselhar que parceiros do mesmo sexo que vivem juntos, continuem assim, já que se ajudam mutuamente? Claro que não.

A ducha de água fria veio com o Relatório Final do Sínodo. Nele, a Igreja diz em linhas gerais o que já está no Catecismo: amar o pecador e odiar o pecado. Duas frases do Papa Francisco, no discurso de encerramento do Sínodo, vão nessa linha: “a Igreja não se envergonha do irmão caído e não finge que não o vê, mas se sente motivada e quase obrigada a levantá-lo e encorajá-lo a retomar o caminho” e “em nome de uma misericórdia enganadora, se enfaixam as feridas sem curá-las.”.

Acolher a ovelha ferida para curá-la. O Bom Pastor faz isso.

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29 de outubro de 2014 at 12:41

Do Racismo à Cristofobia

As ofensas racistas dirigidas por alguns torcedores do Grêmio ao goleiro Aranha, do Santos, receberam a justa indignação da sociedade. A incessante divulgação do ato, simbolizada na torcedora flagrada pelas onipresentes câmeras de televisão, disseminou a discussão sobre essa prática abominável e frequentemente dissimulada.

O Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica que dedica alguns tópicos sobre o racismo. Nele se lê, por exemplo, no parágrafo 144: “ Deus não faz distinção de pessoas» (At 10, 34; cf. Rm 2, 11; Gal 2, 6; Ef 6, 9), pois todos os homens têm a mesma dignidade de criaturas à Sua imagem e semelhança… e uma vez que no rosto de cada homem resplandece algo da glória de Deus, a dignidade de cada homem diante de Deus é o fundamento da dignidade do homem perante os outros homens. Esse é o fundamento último da radical igualdade e fraternidade entre os homens independentemente da sua raça, nação, sexo, origem, cultura, classe.”

Todos nós, brancos ou negros, amarelos ou vermelhos, refletimos a glória do nosso Pai comum. Lato sensu, todos, nós, ricos e pobres, letrados ou analfabetos, homens e mulheres, crianças ou idosos, somos como as cores que se desprendem do prisma do Criador. Todos iguais na dignidade de sermos humanos. Nesse sentido, a Doutrina Social da Igreja declara, no parágrafo 433, que “de modo particular, é moralmente inaceitável qualquer teoria ou comportamento caracterizado pelo racismo ou pela discriminação racial”.

Triste pensar que muitos dos que se declaram cristãos tragam em seu DNA pensamentos e comportamentos racistas, não necessariamente ofendendo abertamente àqueles que julgam serem inferiores, mas através de ironias, piadas e discriminações veladas.

Coloco um ponto final na questão dessa chaga justamente combatida pela mídia, e abro aspas para começar falando sobre outro tipo de discriminação, perseguição até, que presenciamos em nossa sociedade: a “Cristofobia”.

A justa indignação só é despertada pelos arautos da pós-modernidade quando a ofensa é de cunho racial, comportamento sexual e até religioso, desde que a vítima seja de fé tida como minoritária. Quando o objeto de vilipêndio é a fé cristã, a maioria dos formadores de opinião se cala com a mordaça do laicismo. Como se isso não bastasse, com frequência vão além do silêncio cúmplice e aplaudem, por exemplo, manifestações “artísticas” que zombam de dogmas que julgam obsoletos. Como se também isso não bastasse, vão ainda mais além: quando alguns, infelizmente, poucos, cristãos reagem a esse tipo de intolerância, são rotulados como “fanáticos”.

Isso vale também para a agenda eleitoral. Cobram-se dos candidatos agendas políticas públicas para as minorias, mas ai de quem quiser defender causas como as da família tradicional, a liberdade religiosa ou o direito à vida, desde a concepção até a morte natural. Combatamos todos os preconceitos. Não apenas os que o politicamente correto aplaude.

Linha Bioleve zero - 1,5L (reto)

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30 de setembro de 2014 at 15:38

A Patrulha venceu. Calaram Sheherazade

Rachel Sheherazade terá que ser uma boneca de ventríloquo.

A paraibana arretada, a Rachel  “Sem-Medo”, dará lugar a Rachel mera leitora de teleprompter.

Quando saiu de férias, cresceram os boatos de que havia sido demitida  pelo SBT.

Quero me penitenciar, já que não acreditava nisso.

Ela não saiu, mas “saiu”.

Poderá apenas ler as notícias.

Terá que morder a língua ao ler as justificativas de Dilma para as Pasadenas da vida, a gastança da Copa ou os desdobramentos Vargueanos.

Não a conheço pessoalmente, mas acho que, como mulher de brio que aparenta ser, não vai tolerar essa situação por muito tempo.

Rachel nasceu para dar voz à maioria silenciosa.

Não para ser um rostinho bonito ou como ex-modelos que sabem ler teleprompter, que o SBT já tem aos montes.

O silencio imposto a Sheherazade tem o condão de atingir não apenas à mais amada e odiada âncora da TV; trata-se de um “cala a boca” prévio a todos os que querem dar opiniões contrárias aos donos do poder.

Discordei de algumas opiniões dela, mas lamento que a patrulha tenha vencido. O fim da censura na TV serviu apenas para liberar a pornografia e a violência, já que a mordaça ideológica está vivíssima e lembra os tempos da ditadura.

Cuba e Venezuela são logo ali.

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15 de abril de 2014 at 18:08

O perigo mora nas estatísticas

Ok, confesso. Tenho um pé atrás com estatísticas.

Quando entrei para a faculdade de comunicação social, pensei que estaria livre para sempre do bicho-papão que a Matemática sempre foi para mim.

No primeiro dia de aula, o professor se apresenta: “Bem-vindos, futuros jornalistas e publicitários. Meu nome é Leonardo e serei o professor de Estatística”.

Quase saí correndo. Ele explicou que no primeiro ano apreenderíamos métodos de pesquisa de mercado e que a estatística faz parte desse processo, margem de erro, etc.

Passados quase vinte anos, a Estatística volta a me incomodar.

Como ela tem “costas largas”, serve de justificativa para tudo, principalmente quando está em jogo o lucro econômico e o modo de pensar politicamente correto.

O conto da Carochinha começa assim: “Estatísticas apontam que X por cento das pessoas….”; continua assim: “especialistas apontam que a solução para o problema seria a liberação (ou obrigação, ou a adoção de medidas) diante desse quadro”, e termina com a aceitação de parte da opinião pública (que novas estatísticas “demonstrarão” que é a maioria das pessoas).

O poderoso, permanente e riquíssimo lobby para a legalização do aborto é um exemplo. ONGs e pesquisadores não sei das quantas, patrocinadas pelas mesmas Fundações de sempre, via de regra, brandem estatísticas sobre o “aborto inseguro”. Caso de “saúde pública”. Para inflar números, utilizaram até casos de abortos não provocados.

Isso sem falar nas pesquisas com perguntas que induzem as entrevistadas ao engano, para dar a idéia de que as mulheres aceitam, em sua maioria, a legalização desse crime.

O dono mordeu o cachorro

Outro fenômeno que induz ao erro de percepção também me repete ao primeiro dia de aula na faculdade. O professor de Jornalismo se apresentou e disse que aquilo que é comum não é notícia: “O cachorro morder o dono não é notícia. Já o contrário, é”.

Nesse sentido a superexposição de pessoas com comportamentos que diferem da maioria, dá a impressão de que exceções viraram regra.

Bom exemplo é a matéria de recente capa da Veja, que faz apologia e glamouriza mulheres que optaram por não ter filhos.

A reportagem cita dados (de novo, as estatísticas) do IBGE de que o número de mulheres que chegaram aos 50 anos sem filhos aumentou 20%, e trata isso como algo espantoso.

O dado é tem certa relevância, mas é bem menor do que o fenômeno bombástico propalado na matéria.

A própria reportagem admite que mulher que não quer a maternidade sempre será minoria, mas o texto faz de tudo para mostrar as vantagens de ser do bloco do “eu em primeiro lugar”.

Todas as personagens são sorridentes e “de bem com a vida”.

Não há questionamentos sobre como será a velhice ou a solidão.

Uma capa de revista com mães realizadas familiar e profissionalmente seria bem-vinda. Mas aí o dono não teria mordido o cachorro.

E não há pesquisa e estatísticas encomendadas sobre o assunto.

 

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5 de junho de 2013 at 17:56

Eles têm capacidade para não apelar

Um amigo colocou no Facebook um vídeo de humor muito inteligente. Nele, um afoito repórter tenta colocar palavras na boca do entrevistado.

O fato de ser jornalista e assessor de imprensa fez com que eu me identificasse com a situação.

Gregório Didivier, o ator que faz o papel do repórter, é de raro talento. Faz rir sem forçar a barra.

Vi que a atração faz parte de um negócio chamado “Porta dos Fundos”.

Pesquisei e vi que eles estão fazendo muito sucesso no You Tube.

Há vídeos com milhões de vsualizações.

Pensei. Que bom que os caras não precisaram apelar para fazer sucesso com humor.

Afnal, não é tão difícil ser engraçado utilizando recursos como palavrões, pornografia, bizarrices e outras apelações.

Infelizmente, me enganei.

Procurei outros vídeos da trupe e me deparei com material bem chulo.

Vi também muito desrespeito com a fé dos outros.

Fabio Porchat, um dos líderes da turma, disse, em entrevista ao Estadão, que é ateu (tudo bem), que acha graça em quem tem fé (os crentes Einstein, Newton e Cia. não devem achar graça) e que só não faz piada com Maomé por ter medo de morrer.

Pena que a única maneira de não ser vilipendiado seja a violência.

Pena que atores tão inteligentes não consigam (ou não queiram) fazer vídeos tão bons como o da entrevista, sem precisar apelar.

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10 de abril de 2013 at 17:05

O Pão de Açúcar (não) me deve (mais) um telefonema!

A convicção que sobre aos defensores da agenda politicamente correta, infelizmente, falta a muitos que discordam dessa ideologia.

E como essa convicção faz falta hoje em dia! Muitos não se deram conta (ou até perceberam, mas não agem) de que vivemos uma guerra ideológica, na qual a principal arma é a voz.

E a garganta dos politicamente corretos não fica quieta.

Faz barulho inversamente proporcional à representatividade que têm na sociedade.

A maioria das pessoas (os que não aceitam o aborto, o sexo livre, os kits, etc.)  está acovardada, com medo “do que vão pensar” e comete o maior dos pecados: o da omissão.

Sim, nada pior do que ouvir a voz da consciência sugerir que se faça algo e não fazer.

Nada pior do que ser “bonzinho” em vez de bom.

Nada pior do que ser asséptico, morno, “gente boa”.

E desse mal eu não padeço.

Fui à uma loja do Pão de Açúcar com meus filhos pequenos.

A um metro e pouco do chão, uma prateleira exibia revista, que não era de “mulher pelada”, mas cuja a capa trazia um rapaz apalpando o seio de um”moça”.

Se você não vê nada demais no fato “DISSO” estar visível  e ao alcance de crianças de qualquer idade, por favor, pare de ler este post.

A anestesia geral que toma conta de tanta “gente boa”, talvez tenha feito muitos ignorarem o que isso representa; alguns clientes talvez tenham achado estranho e, outros, com bom senso, devem ter pensado: “acho que deixar exposta ao lado de chicletes e balas uma foto na qual um rapaz abraça uma ‘moça’ por trás e apalpa seu seio é um pouco demais”.

Uma dessas pessoas foi minha mulher.

Ela chamou a encarregada que ouviu a reclamação e disse que o gerente iria nos ligar.

Estamos esperando.

A palavra “censura” tornou-se mais ofensiva do que assassinato ou coisa parecida.

Mas preferia o tempo em que determinadas revistas ficavam escondidas, com papel celofane no fundo das bancas de jornal.

Só comprava e via quem queria aquilo.

Ah, mas a revista que vi no Pão de Açúcar não é de mulher pelada…

Atualização: A repercussão nas redes sociais do post acima foi tão grande, que recebi uma mensagem direta via Twitter, do Grupo Pão de Açúcar. Pediram meu telefone, ligaram para mim e perguntaram em ual loja ocorreu o fato. Disseram que a gerente me ligaria. Depois de quinze minutos, ela me ligou explicando que já havia retirado a revista da prateleira e orientou os funcionários para não deixar revistas com capas desse estilo à mostra.

A nova era nas relações de consumo, mais a disseminação das redes sociais deram vez e voz a muitos cidadãos e consumidores. Sugiro que, se você se sentir atingido por algo, manifeste, educadamente sua opinião. Você não pode mudar o mundo sozinho, mas a soma de muitos “sozinhos” pode.

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18 de setembro de 2012 at 18:19

Sucesso de paratletas é grito dos inocentes

Assistir às Paralimpíadas é edificante. Pungente. Soco no estômago e puxão de orelhas para mim, que tantas vezes reclamo de coisas tão insignificantes. Que me “estresso” tão facilmente.
Mas esse espetáculo de superação e energia, é, acima de tudo, um grito silencioso a governos, parlamentos e tribunais ao redor do planeta.
Heróis de todos os continentes parecem clamar a cada conquista.
“Parem com as tentativas de deliberar que só os ‘perfeitos’ têm o direito de nascer”.
“Parem de julgar que vocês têm a prerrogativa, a capacidade, a superioridade ética e moral de decidirem o que é verdadeira vida. De defender que portar essa ou aquela deficiência deve ser passaporte para o não-nascer.”
A verdade é que com todo o bem-vindo progresso científico, ainda não conseguimos definir o inefável. Quanto vale um segundo de vida, mesmo que uma lufada de ar não venha acompanhada de consciência, ou de aparente “normalidade”?
Os cientificistas, materialistas e congêneres talvez não percebam que a própria Ciência, usada como argumento supremo para o banimento dos “imperfeitos”, é a grande aliada para a preservação dos direitos alienáveis de quem não foi gerado com saúde plena.
Dever do Estado é garantir que todos nasçam e possam ter acesso aos avanços terapêuticos (que não firam a dignidade humana), aos novos medicamentos, às próteses e ao auxílio para que possam desenvolver ao máximo suas potencialidades.
Até que venha o momento de partirem, após terem deixado lições para os que aqui ficam. Momento de partir que pode chegar muitos anos ou alguns instantes após seu nascimento.


Em meio à sociedade que tem horror ao sofrimento (e que tem cada vez mais pessoas deprimidas e com Síndrome do Pânico), deletar os “incapazes”, parece ser um artifício para abolir do consciente coletivo que nem tudo é conforto, eficiência, sucesso e “felicidade”.
Sempre que se fala de algo parecido, em favor da vida desde a concepção até a morte natural, os opositores embainham argumentos do tipo: “isso é coisa de religioso”. Ora, não estamos aqui falando de doutrinas, sermões, pregações ou coisa que o valha.
Falamos de algo primário: quando se escolhe quem merece ou não viver, salvo em legítima defesa, se está usurpando o direito inaliável do outro. E não um direito qualquer, mas o Direito, com “D” maiúsculo: à vida.
Que o digam pais como o jornalista Diogo Mainardi, que acaba de lançar um livro sobre suas edificantes experiências, vividas durante onze anos ao lado do filho, que tem paralisia cerebral. Mainardi, com a autossuficiência inerente à maioria dos jornalistas, rendeu-se à beleza de ser humano que é Tito e descobriu ter forças que não imaginava. O que para muitos daria “pena”, para ele, Mainardi, deu sabedoria. E para quem não sabe, Diogo não tem nada de “religioso”.
Voltando aos jogos, é sintomático que o Brasil, que investiu pesado em atletas de alto rendimento para trazer medalhas nas Olimpíadas de julho, tenha sido representado melhor por seus atletas paralímpicos. Sintomático e desafiador.
Afinal, a Mãe Gentil aprovou, via STF, o aborto de anencéfalos, abrindo a porta para decisões de tribunais Brasil afora, que têm autorizado gestantes a abreviar a vida de seus filhos com outras anomalias.
Pode parecer clichê, mas na paralimpíada, todos os atletas merecem medalha de ouro. Não só pelo exemplo pessoal, mas pelo recado dado à minha geração light, asséptica e “civilizada”.
(Artigo publicado no jornal A Gazeta do Povo, em 08/09/2012)

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8 de setembro de 2012 at 09:07