Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

Archive for the ‘Família’ Category

Você sabe como se forma a memória emocional das crianças?

As crianças são verdadeiras “esponjas” que vão captando todas as imagens e sensações à sua volta.

Essas imagens vão formando sua memória.

A memória, por sua vez, é acessada pelo cérebro constantemente. É acessada em milésimos de segundos e vai desenvolvendo ideias ou sentimentos no subconsciente da criança. Esses sentimentos e emoções são produzidos de forma espontânea, sem necessariamente depender do comando do EU consciente.

Dessa forma, são formadas janelas de memória que podem ser neutras, “killer” ou positivas.

As janelas neutras são as mais frequentes e não apresentam problemas; já as “killer” são as que geram sentimentos e emoções negativas como medo, ansiedade, insegurança, tristeza, desânimo e outras que bloqueiam o hemisfério esquerdo, a capacidade de raciocinar e o potencial criativo e intelectual. É o caso do aluno que está muito bem preparado para a prova e na hora de fazê-la, “dá branco”. Ou o engenheiro que tem medo de falar e não consegue apresentar suas ideias e vê-las implementadas.

Finalmente, as janelas positivas são aquelas que ajudam a criança a formar uma identidade equilibrada e de aceitação, que a impulsiona à ação e à tomada de responsabilidade com audácia e otimismo.

Daí a grande necessidade de pais e educadores prepararem seus filhos/alunos a gerenciarem suas emoções e formarem janelas da memória positivas. É fundamental todo o processo acadêmico ser acompanhado pelo crescimento emocional, da afetividade positiva. A imagem que a criança tem de si mesma não deveria ter filtros do tipo: “não vou conseguir porque sou lenta”, “sou desorganizada”, “sou incapaz…”.

Cada criança é única e tem um potencial único, um diamante a ser polido. Para isso, precisa ser alimentada com imagens bonitas e não com lixos asfixiantes e feios; precisa ser alimentada com emoções alegres e de confiança ao invés de críticas e de julgamentos.

Algumas dicas:

– Elogiar o que a criança faz bem feito;

– Corrigir em particular (não em público);

– Confiar no seu potencial e não rotulá-la;

– Educar para a independência, que gera sentimento de autoconfiança;

– Evitar superproteger, o que prejudica a iniciativa e segurança;

– Evitar matar a curiosidade, descobrir o mundo junto com a criança;

– Saber ouvir de forma empática, sem olhar para o celular ou relógio;

– Dar estímulos para sua imaginação através de imagens bonitas, da leitura, música, passeios de aprendizagem e artes;

– Filtrar programas televisivos, jogos virtuais e imagens que gerem sentimentos de medo, angústia, violência e outros.

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17 de fevereiro de 2017 at 14:15

A Educação deve tocar o coração dos filhos

Dora Porto: "Nós, pais, temos muita pena de nossos filhos e com isso acabamos tornando-os pessoas fracas no bem".

Dora Porto: “Nós, pais, temos muita pena de nossos filhos e com isso acabamos tornando-os pessoas fracas no bem”.

A educadora Dora Porto, Master em Matrimônio e Família pela Universidade de Navarra, Espanha, acredita que os pais devem educar não apenas a inteligência, mas também o coração dos seus filhos.  É no coração, afinal, que nascem os bons (e os maus) desejos e, nesse sentido, ajudá-los a ter um coração puro, significa que agirão de forma a amar a si mesmo e ao próximo. Sobre esses pilares, saberão discernir o que é bom e o que é ruim, e serão pessoas de bom caráter. Diretora do Colégio Catamarã Vita, em São Paulo, Dora, autora do livro “Pais inteligentes, filhos resolvidos”, lembra aos pais que a autoridade é um serviço e não um poder.

  • Por que é tão importante que os pais eduquem não apenas o intelecto, mas o coração das crianças?

Todos os pais certamente se preocupam e sabem perfeitamente o que é educar a inteligência de seus filhos. Mas e o coração?  Educar o coração é conservá-lo bom, puro, livre de contaminação. Todos fugimos da contaminação. Queremos água pura, alimentos frescos, comida orgânica, ar puro, muito verde, e por quê? Porque hoje sabemos que essa pureza torna nossa vida longa e saudável.

Mas será que o nosso coração não está sofrendo uma sistemática contaminação?  Quando me refiro ao coração, não estou me referindo ao sentimento, mas ao mais íntimo de nós mesmos. Ao território onde Deus habita, no mais profundo do nosso ser onde não há espaço para duplicidade.

O coração que é a fonte dos motivos que movem nossas ações; de onde nascem os bons desejos; onde se inspiram nossas decisões.

Da mesma forma, se o nosso coração se contamina, toda a pessoa fica contaminada. E de um coração contaminado o que surge?

Surgem maus pensamentos, fornicação, roubo, homicídios cobiça, maldade, fraude, desonestidade, inveja, soberba. Exagero? É só conferir em Mc 7, 21-23.

E como se contamina o coração? Quando desejamos as coisas dos outros, quando nos entristecemos pelos triunfos de alguém, quando se tem atração pela mulher do outro, quando damos muita importância ao nosso próprio eu. Não será que é esse o conteúdo que a mídia oferece aos nossos filhos diariamente?

  • É possível promover o bom caráter dos filhos? Como?

Não só é possível, mas desejável. É preciso educá-los não só para fazer o bem, fazer as coisas bem feitas, mas gostar de fazer o bem. Ou seja, não basta fazê-los obedecer, respeitar, esforçar-se, mas perceber a satisfação que temos quando conseguimos nos vencer, vencendo o comodismo, a preguiça e até o medo de errar! Nós, pais, temos muita pena de nossos filhos e com isso acabamos tornando-os pessoas fracas no bem. Pessoas sem garra, que sucumbem ao primeiro desafio. Pessoas contaminadas, sem virtude, sem têmpera. A virtude é justamente essa força na vontade que nos faz bons, esse hábito adquirido com o esforço repetido e que vai nos transformando desde dentro. Ficamos mais refratários a influências nocivas, mais firmes nos nossos critérios, mais valentes à hora de tomar decisões.

Um pai que ama de verdade seu filho, não lhe facilita demais a vida.

  • Como os pais podem ajudar o filho ou a filha a refletir quando estes agem mal?

O que mais ajuda é manter um canal de comunicação aberto. Os filhos precisam saber que podem contar com seus pais em qualquer situação. Pais que mais escutam do que falam, que não se surpreendem, nem se escandalizam. Pais que saibam levar os filhos a refletir sobre seu comportamento e tenham zero de tolerância para ódios e vinganças.

Não podemos estar centrados apenas no “corrigir”. É preciso adiantar-se, extrair deles o que pensam de cada situação. Educar é extrair de dentro aquilo que eles têm de melhor. É preciso muita fortaleza, muita paciência e, sobretudo, perseverança dos pais para não desistir. É exigir com firmeza, mas com muito carinho, fazendo-os ver que a exigência é uma forma de amor, que eles não entenderão no primeiro momento.

  • Quando cometem algum erro os pais devem pedir desculpas aos filhos ou isso afeta a autoridade deles?

É bom sempre recordar que a autoridade é um serviço e não um poder. Não é difícil que nós, pais, abusemos da nossa autoridade movidos pelas nossas emoções, nossos caprichos. É muito importante que tenhamos a humildade de reconhecer se abusamos. Pedir desculpas não só não desautoriza o pai como dá ao filho um excelente exemplo.

  • Como agir quando percebemos que os filhos alimentam sentimentos ruins como inveja, ciúmes, rancor, etc.?

Em primeiro lugar, não se escandalizar. Sentir, todos podemos, pois não temos a liberdade de evitar os sentimentos. O que podemos fazer é governá-los com a inteligência. Portanto quando percebemos esses maus sentimentos em nossos filhos, precisamos ajudá-los a pensar naquilo que estão sentindo e, sobretudo, na sua conduta. É bom fazê-los ver que podem sentir raiva, mas não precisam agir com raiva; podem sentir ciúmes, mas podemos ajudá-los a refletir sobre a causa do ciúme e sua conduta será diferente. Frases como: “Vamos pensar juntos, filha”, tem mais efeito do que alguns minutos de sermão.

  • De que forma os pais podem incentivar os filhos a cultivarem o perdão?

Não existe uma fórmula mágica para que os filhos aprendam a perdoar. Principalmente porque o perdão é algo divino. É natural que as crianças reajam quando são agredidas. Nós, adultos, se formos pelo caminho unicamente natural, teremos a mesma reação. É importante fazê-los perceber que perdoar é dar uma nova chance ao agressor. É encaminhar para Deus o julgamento. É libertar-se. Precisamos mostrar-lhes que quando ficamos ressentidos, na maioria das vezes somos nós os que permanecemos sofrendo, enquanto que o agressor nem ao menos imagina que nos ofendeu. Os filhos precisam experimentar o perdão. Experimentar o perdão dos pais e experimentar perdoar. Não é uma questão de raciocínios.  “No lar onde não se pede desculpa, começa a faltar o ar”, nos diz o Papa Francisco.

  • Quando se fala em guardar o coração, pensamos nos meios de comunicação que difundem programas, músicas e filmes com conteúdo impróprio. Como os pais devem lidar com isso?

Podemos criar um “no-break” no coração dos nossos filhos. Se vivemos em casa a generosidade, o agradecimento, a honestidade, a simplicidade, a transparência, as boas intenções, o amor plasmado em atos, vamos construindo e educando seus corações e tornando-os mais resistentes a esses ataques. Saberão distinguir e filtrar o tóxico. Saberão que o bom, o gostoso, nem sempre é o bem. Aprenderão na prática diária a resistir ao mais fácil. Para isso terão que contar com nosso incentivo, nosso exemplo, mais do que com nossas “broncas”, nossos sermões.

  • Que mensagem você daria aos pais?

Sou diretora no Colégio Catamarã Vita, e o que mais nos surpreende é constatar a dificuldade que os pais têm para ser mais firmes com seus filhos. Com a melhor das intenções facilitam demais a vida deles. Têm muito receio de dizer “não” e com essa atitude vão transformando seus filhos em “merengues” como se referia o Dr. Rafael Pich, um grande educador. A mensagem que eu daria aos pais é que “SAIBAM TIRAR PROVEITO DA CRISE”. Ou seja, em tempos de crise econômica como todos estamos vivendo, é muito mais fácil dizer “não”.   Pouco a pouco veremos que não acontece nada se os contrariamos. Ou melhor, acontece sim, pois acabam se tornando mais fortes às frustrações e menos suscetíveis às contrariedades. E dessa forma seu caráter se vai forjando até adquirir a forma do que seria, como diria Michel Sparza, no livro “Sintonia com Cristo”, a “pessoa ideal: que combina a mente clara do engenheiro, a vontade forte do atleta e o coração ardente do poeta.”

 

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24 de novembro de 2015 at 16:12

Publicado em Educação, Família

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Como Educar seus filhos para a Felicidade

Júlia Manglano: “Na família as pessoas são amadas incondicionalmente”

A professora Júlia Manglano sempre teve fascínio pela Educação. Pós-graduada em Estimulação e Educação Infantil pela Escola Europeia de Educação, dirige uma escola em São Paulo que oferece cursos para pais e mães que querem educar seus filhos “para a felicidade”, segundo ela mesma diz. Nesta entrevista, Júlia explica como os pais podem desempenhar melhor sua missão de principais educadores das crianças.

Qual é a missão dos pais?

Júlia Manglano: Os pais têm em mãos a essencial e rica missão de educar os filhos para a felicidade terrena e eterna. A família deve ser uma comunidade de vida e amor. Para isso os pais recebem de Deus uma graça especial, a graça de estado de pai e mãe. Os pais são os primeiros e principais educadores e não devem delegar este papel a ninguém pela unidade de amor entre pais e filhos, que é insubstituível.

Qual deve ser o papel da família?

Júlia Manglano: O papel da família é de primeira comunidade de amor, onde os membros são aceitos e amados por si mesmos, ou seja, de forma incondicional. É a primeira escola de desenvolvimento das faculdades superiores do ser humano: inteligência e vontade. É uma comunidade de crescimento nas virtudes e na excelência humana natural e também na sobrenatural. É a base da sociedade e da construção de um mundo mais justo e humano.

 E como os pais podem dar conta do recado, já que também têm seus defeitos e limitações?

Júlia Manglano: Em primeiro lugar, os pais têm a ajuda de Deus para suprir as suas lacunas e fraquezas. Por isso, em primeiro lugar, devem rezar pelos filhos todos os dias. Depois, devem conhecer suas limitações e possibilidades. Precisam estabelecer objetivos educativos gerais, e também para cada filho, traçando um pequeno plano de ação.

Os pais também devem tratar o tempo para os filhos como prioridade e o “trabalho de educação” como o mais importante. Estudar, adquirir conhecimentos para educar cada vez melhor e tornar-se pai ou mãe “profissional”.

Você organiza cursos para formação dos pais. Por que é importante que os pais se “profissionalizem” nessa missão de educar os filhos?

Júlia Manglano: Educar hoje está mais difícil, devido aos inúmeros estímulos e apelos que as crianças recebem desde cedo. Nesse sentido, é importante os pais conhecerem as novidades em educação e novas tecnologias que facilitam muito a tarefa educativa. Dessa forma, podem aliar seu amor incondicional aos conhecimentos em educação.

 Qual o método e o conteúdo desses cursos?

Júlia Manglano: Através de cursos para pais que trazem novas tecnologias em educação. Educar hoje ficou mais difícil. Por isso os pais também precisam de ferramentas mais eficazes e que facilitem sua tarefa educativa. A Escola AeD, que eu dirijo, trouxe um curso para pais com filhos de 0 a 6 anos de idade de estimulação e educação infantil.

O curso transmite princípios e técnicas de como os pais podem multiplicar a inteligência de seus filhos na fase em que o cérebro cresce 85%, até os 6 anos de idade. Pais que fizeram o curso relatam que seus filhos começaram a desenvolver habilidades e gosto em todas as áreas: física, de leitura, musical, de artes, matemática, e outras, independentemente da herança genética.

Assim como existe esta janela de oportunidade para o desenvolvimento da inteligência de 0 a 6 anos, também existe a janela do desenvolvimento da vontade, de hábitos bons, que deixam marcas a nível emocional no cérebro. Esses hábitos bons são a base para a posterior aquisição de virtudes. Os hábitos básicos de 0 a 3 anos são: ordem, higiene, alimentação e sono. Se as crianças até os 3 anos estiverem comendo de tudo e sozinhas; escovando os dentes e tendo outros hábitos de higiene; dormindo a noite inteira em sua própria cama, com rotinas e ordem material, estarão muito bem preparadas em termos de desenvolvimento da vontade (do caráter) para a fase seguinte dos 4 aos 8 anos. Nessa fase é importante os pais ajudarem as crianças para que sejam sinceras, obedientes e generosas.

 Você acredita que os pais devem educar os filhos para a felicidade. Você tem até um blog, no Portal Estadão, com esse título. O que significa isso?

Júlia Manglano: Educar para a felicidade significa desenvolver todas as potencialidades dos filhos através de estímulos, oportunidades e, principalmente, de modelos adequados. O desenvolvimento da inteligência torna a criança cada vez mais apta a conhecer a verdade e tomar decisões que levem ao bem. Crianças inteligentes e de caráter são felizes porque descobrem cada vez mais o valor das pessoas e do amor. Educar para a felicidade significa educar para o amor inteligente.

 Uma das maiores dificuldades dos pais é como impor limites aos filhos, sem serem tiranos. Como fazer isso?

Júlia Manglano: Os pais devem aprender a exigir dos filhos com carinho. Não ter medo de falar ‘não’, de colocar limites. As crianças gostam quando têm pais firmes e que lhes dizem o que devem fazer ou o que é o melhor para elas. Exigir com carinho é uma manifestação de amor. Sem autoridade, fica difícil os pais conseguirem educar para a felicidade. Quando os filhos respeitam os pais, porque estes têm autoridade, eles aprendem que obedecer é um bem e depois também saberão obedecer a Deus Pai. Para isso mães e pais devem gastar tempo com seus filhos. Com tempo e amor conquistam a obediência deles. Para não perder autoridade os pais devem evitar: gritar, repetir as ordens, castigar sem avisar antes, ameaçar e não cumprir. Para que obedeçam é melhor elogiá-los, avaliar porque os filhos não estão obedecendo, conhecer os motivos e, a partir daí, atuar de acordo.

 A escola que você dirige tem o foco voltado para a estimulação da inteligência, desde os primeiros anos de vida da criança. Por quê?

Júlia Manglano: A Neurociência demonstra que se as crianças forem devidamente estimuladas podem desenvolver facilidade e gosto em todas as áreas independentemente da herança genética. Acabam desenvolvendo habilidades nos esportes, na leitura, na matemática, artes, língua estrangeira, música e ciências porque receberam estímulos desde cedo. Não serão um Mozart ou um César Cielo porque aí precisam também da parte genética, mas vão gostar de música e de praticar esportes.

Qual mensagem você deixa para os pais e mães “de primeira viagem”?

Júlia Manglano: Uma grande educadora e fundadora do Instituto de Inteligência no Brasil, Conceição Veras, sempre diz: Mãe e bebê formam a dupla mais dinâmica do mundo! E eu acrescentaria: Pais, filhos e Deus formam a comunidade mais feliz do mundo! Isso porque o amor dos pais que é incondicional, unido ao amor a Deus, que os ajuda em sua missão, é garantia de que a criança será educada para a felicidade.

 

(Informações sobre os cursos para pais: www.escolaaed.com.br ou pelo tel: 5531-8672)

 

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17 de setembro de 2015 at 16:43

Santos é um ótimo passeio para a família

Uma boa e surpreendente opção para os pais de família paulistanos é fazer um “bate e volta” a Santos.

Fui com minha família à cidade, em primeiro lugar, para acompanhar a prova de atletismo 10 Km, da Tribuna FM e torcer pelos atletas da Bioleve, empresa que apoia o esporte e patrocina nosso blog.

Deu certo: os quenianos Edwin Kipsang Rotich e Nancy Jepkosgei Kiprop venceram as corridas masculina e feminina, respectivamente.

O primeiro grande atrativo do município é a proximidade de São Paulo. Noves fora o pedágio caríssimo, a Imigrantes é a melhor estrada de São Paulo e, em uma hora, chegamos.

Fazia tempo que eu não visitava a cidade e fiquei impressionado. A cidade está muito bonita, unindo como nunca a natureza com o lado bom de grandes cidades, como, por exemplo, a variada gastronomia.

De tanto ouvir os jingles da rádio Bandeirantes, resolvi conhecer a churrascaria Tertúlia. Preço justo aliado a boas carnes e serviço prestativo, fizeram do nosso almoço um momento de celebração.

Um ótimo passeio para fazer com as crianças é conhecer o Aquário Municipal, o mais antigo do Brasil, fundado por Getúlio Vargas, em 1945. O espaço foi revitalizado em 2006 e hoje mescla a atmosfera “retro” com a modernidade. Destaque para os Tanques: Oceânico, Amazônico, das Tartarugas, dos Pinguins e o de Toque, em que o visitante pode tocar ouriços, anêmonas e estrelas-do-mar.

O leitor observa que até agora não falamos em praia. Resumindo: Santos tem “até” praia. Mesmo fora de temporada, no outono ou no inverno, a diversão e a aquisição de cultura são garantidas.

Chegamos um pouco tarde, mas ainda deu tempo de pegarmos a balsa (eu sabia que as crianças adorariam) para o Guarujá.

Fui pela primeira vez à Praia do Guaiúba. A ideia era apenas ver o mar. Mas a prainha, reservada e segura, com mar calmo e água limpa, foi um convite para a molecada entrar na água, mesmo sem roupa apropriada. Um mergulho, uma troca de roupa e a aventura ficou completa.

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18 de maio de 2015 at 14:41

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Do Racismo à Cristofobia

As ofensas racistas dirigidas por alguns torcedores do Grêmio ao goleiro Aranha, do Santos, receberam a justa indignação da sociedade. A incessante divulgação do ato, simbolizada na torcedora flagrada pelas onipresentes câmeras de televisão, disseminou a discussão sobre essa prática abominável e frequentemente dissimulada.

O Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica que dedica alguns tópicos sobre o racismo. Nele se lê, por exemplo, no parágrafo 144: “ Deus não faz distinção de pessoas» (At 10, 34; cf. Rm 2, 11; Gal 2, 6; Ef 6, 9), pois todos os homens têm a mesma dignidade de criaturas à Sua imagem e semelhança… e uma vez que no rosto de cada homem resplandece algo da glória de Deus, a dignidade de cada homem diante de Deus é o fundamento da dignidade do homem perante os outros homens. Esse é o fundamento último da radical igualdade e fraternidade entre os homens independentemente da sua raça, nação, sexo, origem, cultura, classe.”

Todos nós, brancos ou negros, amarelos ou vermelhos, refletimos a glória do nosso Pai comum. Lato sensu, todos, nós, ricos e pobres, letrados ou analfabetos, homens e mulheres, crianças ou idosos, somos como as cores que se desprendem do prisma do Criador. Todos iguais na dignidade de sermos humanos. Nesse sentido, a Doutrina Social da Igreja declara, no parágrafo 433, que “de modo particular, é moralmente inaceitável qualquer teoria ou comportamento caracterizado pelo racismo ou pela discriminação racial”.

Triste pensar que muitos dos que se declaram cristãos tragam em seu DNA pensamentos e comportamentos racistas, não necessariamente ofendendo abertamente àqueles que julgam serem inferiores, mas através de ironias, piadas e discriminações veladas.

Coloco um ponto final na questão dessa chaga justamente combatida pela mídia, e abro aspas para começar falando sobre outro tipo de discriminação, perseguição até, que presenciamos em nossa sociedade: a “Cristofobia”.

A justa indignação só é despertada pelos arautos da pós-modernidade quando a ofensa é de cunho racial, comportamento sexual e até religioso, desde que a vítima seja de fé tida como minoritária. Quando o objeto de vilipêndio é a fé cristã, a maioria dos formadores de opinião se cala com a mordaça do laicismo. Como se isso não bastasse, com frequência vão além do silêncio cúmplice e aplaudem, por exemplo, manifestações “artísticas” que zombam de dogmas que julgam obsoletos. Como se também isso não bastasse, vão ainda mais além: quando alguns, infelizmente, poucos, cristãos reagem a esse tipo de intolerância, são rotulados como “fanáticos”.

Isso vale também para a agenda eleitoral. Cobram-se dos candidatos agendas políticas públicas para as minorias, mas ai de quem quiser defender causas como as da família tradicional, a liberdade religiosa ou o direito à vida, desde a concepção até a morte natural. Combatamos todos os preconceitos. Não apenas os que o politicamente correto aplaude.

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30 de setembro de 2014 at 15:38

A vontade e mais importante que a inteligência

Assisti a uma palestra do brilhante professor Luiz Marins, sobre como os pais podem ajudar os filhos a serem adultos felizes.

Muita coisa ficou gravada a fogo no coração dos pais.

O miolo da fala de Marins: não adianta apenas se preocupar em dar “escolaridade” e “conteúdo” aos filhos. Tão ou mais importante do que o conteúdo, é a vontade férrea que o indivíduo deve ter para colocar em prática o que aprender.

“A inteligência é um farol que ilumina o caminho”. Mas a vontade é que ajuda a pessoa a percorrê-lo.

Nesse sentido, é fundamental que os pais eduquem a vontade dos filhos, para que, sabendo o que é certo fazer, o façam.

Frase lapidar da palestra: “Educar a vontade significa fazer o que é certo ser fácil e o que é errado ser difícil”.

Quantos de nós, ao sabermos o que deve ser feito em nossa vida pessoal ou profissional, adiamos, evitamos ou desistimos de fazê-lo por ser difícil, trabalhoso e optamos por algo mais fácil, mesmo que não seja o melhor?

A falta de tempo com os filhos, graças à correria do trabalho, que afeta pais e mães, leva-os muitas vezes a serem não pais bons, mas “bonzinhos”.

O pai bonzinho é aquele que dá dinheiro ao filho para que compre lanche na escola.

O filho gasta a grana em figurinhas.

O pai bonzinho acha graça e ajuda o garoto a colar os cromos no álbum.

Segundo Marins, o pai está ensinando o menino a “desviar verba”.

Mas não é verdade?

Educar a vontade é ajudar o filho a perceber que deve aprender a ser dono de si, mediante o domínio próprio de fazer o que deve ser feito. Não o mais confortável.

A verdadeira liberdade é ter a vontade tão à mercê do cérebro, que se tenha liberdade para decidir e fazer o que é melhor.

Isso gera realização. Gera felicidade

O paradoxal é que por mais que a criança ou o adolescente esperneie com o pai ou a mãe exigente, o adulto que será amanhã vai agradecer pelo resto da vida a têmpera que adquiriu com aquele pai bom. Com aquela mãe boa.

Não boazinha.

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20 de maio de 2014 at 18:29

“Me conta uma história?”

                                                                                                                                                                                                                       

Em nossa casa diariamente reunimos as crianças para ouvir um conto antes de se deitarem para seu repouso vespertino. Elas, como eu, ficam impacientes e excitadas para escutarem e imaginarem o que lhes será narrado. Contar uma bom conto exige esforço de interpretação nos olhares, nos gestos e principalmente na entonação da narrativa. Aqui as palavras tem poder transformador. Camponeses, princesas, animais extraordinários, utensílios mágicos, destinos trágicos, finais heróicos, vida e morte são os elementos entrelaçados nesse momento em família. Fomentam a imaginação dos pequenos e como eu e minha esposa, nossos pais, avós, bisavós e a longa linhagem ascendente sempre atestaram a importância desse ato de “contar estórias” como fundamental para a formação de virtude e caráter.

Mas nos tempos atuais, com toda a praticidade e rapidez da sociedade tecnológica, contar estórias parece algo obsoleto. Há um bom tempo que a contadora de estórias para as crianças tem sido a televisão que com tanto aparato de cores, formas, sons e dramatismo ofusca as palavras contadas ou as gravuras estáticas dos livros. Não é minha intenção fazer pouco das novas mídias que utilizamos, pois todas tem seu mérito. Mas me perturbou algo que vi há um tempo atrás. Meus filhos ganharam de presente um cachorro de pelúcia de brinquedo que tem a propriedade de “ouvir” e reconhecer certas palavras chave para “falar” e dar uma resposta. Eles gritavam em uníssono ao cachorro “- Me conta uma história!” ou ” – Me conta uma piada!” e o mecanismo dentro do cachorro era acionado e esse fazia uma (pobre) narrativa enquanto a boca do pelúcia se movimentava simulando que estava a falar. Não foi propriamente o brinquedo que me causou perturbação, mas a ânsia das crianças em receberem uma narrativa, mesmo que tal atenção seja dada por um cão de pelúcia que só mexe a boca e o rabo.
O ser humano necessita ouvir estórias, principalmente num mundo no qual tudo se resume a interagir com qualquer tipo de ecrã ruidoso. No mundo dos livros infantis hoje também deparamos com o mesmo paradigma da uniformização tecnológica. As estórias estão padronizadas – gostos e identificação dos personagens são muito semelhantes. Os dilemas existenciais dos personagens são minimizados a ponto de parecerem robôs. Não se aborda mais temas como o envelhecimento, a morte, o desejo da vida eterna, a alteridade dos heróis que com suas características e diferenças tentam galgar sua vida com otimismo e autonomia em busca de encontrar respostas e soluções.
Esses contos antigos ainda estão a sofrer todo tipo de aniquilamento. Foi bem noticiado nos jornais a polêmica que movimentos de raça negra estão a mover contra os livros de Monteiro Lobato, os quais qualificam de racistas. Na Europa do pós guerra os ocupantes americanos na Alemanha literamente queimaram inúmeros livros infantis, inclusive obras raras dos Irmãos Grimm foram perdidas para sempre sob a alegação que deviam reeducar e purgar o espírito alemão do mal. Ainda na Europa, o Parlamento Europeu em Bruxelas, através da absurda Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade dos Gênero, quer abolir das escolas ou no mínimo temperar a influência das obras literárias infanto-juvenis que atribuem papéis “tradicionais” aos elementos masculinos e femininos da família. O pretexto é de que os “estereótipos negativos de gênero” minem a “confiança” e a “auto-estima” das jovens, limitando as suas “aspirações, escolhas e possibilidades para futuras possibilidades de carreira”.
Diantes de tudo isso gostaria de parafrasear as palavras de São Josemaría Escrivá: “-Formar bem os filhos é a tarefa mais importante que nós temos em nossas vidas.” De fato, se deixarmos que os canais de televisão infantis, que os videogames, ou mesmo que os governantes determinem o que nossos filhos devem aprender ou mesmo apenas escutem estórias da boca de um cachorro de brinquedo estaremos falhando colossalmente nas nossas vidas.

(Por Rodney Rodrigues)

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28 de agosto de 2013 at 17:15