Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Educando seus filhos para a liderança

O caráter é a base para a educação para a felicidade.

Educar a vontade significa ajudar os filhos a crescerem em hábitos bons, ou seja, que levam ao bem. Na linguagem de Aristóteles, trata-se de ajudá-los a desenvolverem virtudes. Quanto mais virtudes forem adquirindo, torna-se mais fácil que eles consigam tomar decisões cada vez mais acertadas e que, portanto, geram satisfações positivas e um aprendizado positivo para as próximas decisões. Entram em um maravilhoso “looping” virtuoso.

A primeira estratégia prática é começar cedo – desde o nascimento- e de aproveitar as janelas de oportunidade de cada hábito bom ou virtude.

As janelas de oportunidade justamente são períodos de tempo nos quais a aquisição de algum hábito operativo é muito fácil e natural.

Por exemplo, de zero a 3 anos é a fase natural para as crianças adquirirem a ordem, higiene, alimentação e sono sem dificuldades e que já são a base para facilitar a aquisição de mais hábitos operativos bons.

Dos 3 aos 6 é a fase da aquisição da constância, sinceridade, obediência e generosidade. Depois até os 11 anos são acrescentados os valores da responsabilidade e fortaleza e de 12 até 15 os da temperança, paciência, pudor, respeito e assim sucessivamente.

Começar cedo inibe os vícios e também ajuda a formar “marcas” positivas em nível cerebral.

Outra estratégia prática é os pais darem o exemplo e também oportunidades para os filhos se exercitarem. Desde pequenos exigir que façam as atividades que consigam realizar por si mesmos e à medida que forem crescendo, aumentar as exigências de independência e autonomia. Quando pequenos motivar a que se vistam sozinhos, arrumem seus brinquedos, a cama, depois pedir que ajudem a família em encargos da casa como colocar a mesa, preparar uma sobremesa, e assim sucessivamente. É importantíssimo não superproteger as crianças, achar que são coitadinhas e tampouco os pais devem privá-las de fracassos ou das consequências negativas de sua autonomia. Melhor a criança fazer de forma imperfeita sem ajuda, aos pais fazerem por ela. Exigir que comecem e terminem uma atividade, desde um esporte que escolheram até a lição de casa diária. Que pratiquem a natação até o final do semestre ou ano antes de mudar.

Outra estratégia que deveria ser aliada à da exigência é a educação no positivo. Confiar nos filhos, que eles são capazes, vão conseguir fazer as coisas, em vez de rotulá-los de forma negativa e reclamar dos defeitos e erros do passado. Focar nas qualidades e potencialidades. Então, por exemplo, se o filho vai muito bem em matemática, ajudá-lo a ser cada vez melhor e colocá-lo em aulas adicionais justamente de matemática.

Isso porque quando a criança cresce em uma habilidade ou virtude, automaticamente a vontade cresce e outras virtudes também.

Finalmente ajuda muito em todo o processo, os pais proporcionarem um ambiente de amigos, escola e lazer favorável à aquisição de valores éticos. A influência positiva dos amigos é fundamental, principalmente enquanto está sendo formada sua consciência e capacidade racional de conhecer e avaliar a realidade.

Júlia Manglano (especialista em educação pelo Instituto Europeu de Educação).

 

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23 de dezembro de 2016 at 10:56

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Como as mudanças da aposentadoria podem afetar sua vida

Marta Gueller tornou-se referência no Brasil quando ao assunto é Previdência.  Mestre em Direito, a advogada concilia as atividades do escritório Gueller e Vidutto com a presença na mídia orientando quem pretende se aposentar. A advogada tem ressaltado que a Constituição Federal determina que o valor da aposentadoria não pode ser reduzido, de modo a garantir o seu poder de compra, o que não vem sendo cumprido. Autora do blog O Seguro Morreu de Velho, no Portal Estadão, Marta explica nesta entrevista o que você precisa saber para se aposentar bem.

foto marta facebook

Marta Gueller: “Guardar dinheiro não é característica do brasileiro “

 

1) A Medida Provisória 664/15 mudou a fórmula para aposentadoria por tempo de contribuição. O que muda com essa nova fórmula?

Funciona da seguinte forma: a soma da idade do segurado com o seu tempo de contribuição tem que resultar em 85 para as mulheres (80 para professoras) e 95 para os homens (90 para professores). Neste caso, o benefício será calculado à razão de 100% da média aritmética de 80% das melhores contribuições que o (a) segurado (a) tiver efetuado entre março de 1994 até a data do requerimento  junto ao INSS. Por outro lado, o Fator Previdenciário permanece em vigor. Será aplicado para quem não quiser ou não puder esperar o tempo e a idade para se enquadrar na nova fórmula, que flexibilizada, ficou assim: a soma da idade com o tempo de contribuição tem que resultar, respectivamente para mulheres/homens em 85/95, em vigor em 2015/2016; 86/96 para os anos de 2017/2018; 87/97, em 2019;  88/98 para 2020, 89/99 em 2021 e finalmente 90/100, em 2022.

2) Como se aposentar por tempo de contribuição?

Não há idade mínima para obtenção do beneficio, sendo necessário apenas 30 anos de contribuição para a mulher e 35 para o homem. Para professores de ambos os sexos há redução de cinco anos no tempo de contribuição exigido. Será necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, certidão de casamento ou nascimento, todas as Carteiras de Trabalho e guias de recolhimento da previdência que possuir, e, ainda, no caso de atividade insalubre, também o PPP e laudo técnico ambiental do local de trabalho.

3) Como programar as contribuições para receber aposentadoria maior?

Para receber benefício melhor é preciso programar, quando possível, os valores dos recolhimentos mensais para o INSS, a título de contribuição. Os segurados com contratos de trabalho registrados em carteira não podem programar o valor mensal de seus recolhimentos, pois as contribuições, entre 8% a 11%, sobre o valor do salário são descontadas pelo empregador. Os segurados facultativos (pessoas maiores de 16 anos que não tenham renda própria: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não remunerados, desempregados, presidiários não remunerados e estudantes bolsistas) e os segurados individuais (profissionais liberais) podem programar o valor das contribuições. No cálculo do benefício serão consideradas 80% das melhores contribuições do segurado entre 07/94 e a data do requerimento no INSS. Para o contribuinte individual o valor será de 20% sobre o valor da remuneração do mês, podendo variar, respeitado sempre o valor do salário mínimo e o teto fixado anualmente pelo INSS. Desde abril de 2007, o governo criou a figura do segurado individual e facultativo de baixa renda, permitindo a redução de  20% para  11% sempre sobre o salário mínimo.

4) O que é desaposentação? É vantajoso entrar com esse processo?

Não há lei regulamentando a desaposentação que nada mais é do que a renuncia ao recebimento do beneficio atual e pedido de concessão imediata de novo beneficio mais benéfico, com inclusão no cálculo do tempo de contribuição e das contribuições vertidas após a aposentadoria, objeto da renuncia, assim é necessário ingressar na justiça. O resultado da ação judicial dependerá do julgamento de ação que tramita no STF sobre a matéria. O que é certo, ainda, é que vale a pena aos segurados moverem as ações de desaposentação, pois, havendo a confirmação favorável aos aposentados pela decisão do STF, serão primeiramente beneficiados os que tiverem ajuizado seu pedido na Justiça, até que eventual e futura legislação enfrente diretamente a questão.

 5) As leis garantem o poder de compra das aposentadorias? Isso está na Constituição?

Sim. Tanto a Constituição de 1988 como a Lei Federal 8.213/91 garantem a irredutibilidade do valor dos benefícios, mas o bolso dos aposentados e pensionistas indica que isso não está acontecendo. A situação está ficando pior a cada ano. Por tal razão, nos deparamos cada vez mais com trabalhadores que se aposentam e continuam trabalhando e contraindo empréstimos consignados em seus benefícios. No entanto, o valor do seu benefício, durante toda a sua vida de aposentado ou de pensionista da previdência social não pode sofrer nenhuma redução. E se qualquer um de nós percebe que houve redução, podemos ter certeza de que alguma coisa está errada e deve ser corrigida.

 6) Muita gente pensa em adquirir um plano de previdência privada para complementar a aposentadoria do INSS. Quais os cuidados que se deve ter ao contratar um desses planos?

Imagine os personagens João e Maria. João não tem plano de previdência privada. Ele recebeu rendimentos tributáveis na ordem de R$ 200.000,00 no ano. Sem despesas dedutíveis, a base de cálculo será integralmente os R$ 200.000,00 e o Imposto de Renda a pagar será de R$ 44.697,30; Maria tem plano PGBL de previdência e recebe rendimentos tributáveis na ordem de R$ 200.000,00; Pagou R$ 24.000,00 de PGBL no ano, a base de cálculo dela para o Imposto de Renda será R$ 176.000,00 e o imposto a pagar R$ 38.097,30; Quando Maria for resgatar os R$ 24.000,00 que verteu para o plano de previdência sofrerá incidência de Imposto de Renda de forma progressiva. Assim, para valer a pena, é preciso permanecer com o investimento por dez anos. Há ainda as taxas de carregamento e administração do plano contratado que também são ônus do contratante do plano. Mas não basta ler atentamente e fazer cálculos para saber se o investimento vale a pena. Após ter optado e contratado o plano é necessário ficar atento quanto ao cumprimento das cláusulas contratuais. É que os contratos existem para serem cumpridos. Este brocardo é tradução livre do latim pacta sunt servanda. Encerra um princípio de Direito, no ramo das Obrigações Contratuais. É o princípio da força obrigatória, segundo o qual o contrato faz lei entre as partes. Cláusulas abusivas poderão ser anuladas judicialmente, devendo ser interpretadas observando-se o princípio da legalidade e da boa fé.

 7) Falta ao cidadão brasileiro adquirir uma mentalidade voltada para a previdência?

 Guardar dinheiro não é característica do brasileiro que vive em sociedade capitalista, cujo consumo vem sendo estimulado pelo próprio poder público nos últimos anos. Para “ter” não posso “poupar”. Vale lembrar o que diz Amartya Sen sobre o papel dos valores no capitalismo; “A política pública tem o papel não só de procurar implementar as prioridades que emergem de valores e afirmações sociais, como também de facilitar e garantir a discussão pública mais completa.” Entre as politicas públicas em “Desenvolvimento como liberdade” Amartya cita a “expansão da educação básica e escolaridade, aumento da independência econômica e outras mudanças sociais econômicas que ajudam os indivíduos a serem cidadãos participantes. Essencial nessa abordagem é a ideia do público como participante ativo da mudança, em vez de recebedor dócil e passivo de instruções ou de auxilio concedido.”

 

 

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15 de setembro de 2015 at 12:03

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A crise econômica e o desafio de manter o emprego

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O ano de 2015 tende a ser um período de incertezas para a Economia. Mas o presidente da Anthropos Consulting, empresa de Desenvolvimento Empresarial e Profissional, Luiz Marins, acredita que esse cenário não deve preocupar o trabalhador que investe na própria carreira e se relaciona bem com os superiores e colegas. Marins, que também é escritor e um dos mais requisitados palestrantes do Brasil, acredita que a fé e a vontade de aprender são aliadas na busca por um novo emprego.

Roberto Zanin – O que o profissional deve fazer para aumentar sua empregabilidade?

Marins – Ele não pode ficar esperando que seus atuais empregadores invistam na sua formação e desenvolvimento. Ele mesmo deve assumir esse desafio. Deve pegar um pouco do pouco dinheiro que tenha e investir em si próprio, no seu conhecimento; um pouco do pouco tempo que tenha e investir em si próprio; um pouco da pouca energia que ainda tenha e investir em si próprio. Ele tem que demonstrar para o mercado – seja para o atual ou para seu futuro empregador – que é uma pessoa que investe no próprio desenvolvimento, pois, se não demonstrar isso, ninguém investirá nele, o que diminuirá a cada dia a sua empregabilidade. Além disso, deve ser alguém que esteja sempre disposto a aprender a participar dos programas e projetos de sua empresa. Quem se “economiza” muito, perde muitas chances de empregabilidade dentro e fora da empresa em que esteja trabalhando.

Roberto Zanin – O ano de 2015 será um ano de ajustes na Economia. O que fazer para diminuir as chances de ficar desempregado?

Marins – O colaborador deve demonstrar, claramente, com ações concretas, que está disposto a ajudar a empresa neste momento de crise. Ele não pode ficar criando pequenos problemas e deixar de participar de tudo o que a empresa proponha. Agora é hora de o colaborador investir num bom relacionamento com superiores, iguais e subordinados, para que se torne uma pessoa que a empresa enxergue como indispensável.

Roberto Zanin – Por outro lado, quais as principais razões para que o profissional esteja entre os primeiros na lista de demissão?

Marins – Perguntei para muitos patrões, muitos chefes, muitos executivos: Por que você dispensa uma pessoa que estava tão segura? Veja algumas coisas que eles me disseram: 1ª) Arrogância; 2ª) Achar-se indispensável; a pessoa se acha tão indispensável, que ela acaba sendo dispensável; acha que, sem ela, a empresa não sobreviverá. 3ª.) Fazer-se de ocupada; a pessoa que começa a se fazer de muito ocupada perdeu a noção de que ela não é, por certo, a pessoa mais ocupada do mundo. 4ª.) Não participar de cursos, treinamentos, palestras que a empresa promove. 5ª.) Pessoas que cumprem rigorosamente o horário, nenhum minuto a mais, nenhum minuto a menos e não andam o quilômetro extra. 6ª.) Segurar informações e não passar para os outros.

Roberto Zanin – Sentir-se seguro no emprego pode ser perigoso para o profissional?

Marins – “Eu pensei que eu estava seguro em meu emprego e não estava, fui dispensado, o que aconteceu?” Ouvi este desabafo de um funcionário dispensado após 18 anos de trabalho, na mesma empresa.

Passada a comoção da dispensa, ele me diz: “Na verdade, eu me acomodei, achei que estava seguro, que a empresa precisava mais de mim do que eu dela. Rejeitei algumas propostas para mudar de cidade e ajudar o estabelecimento de uma nova filial, protelei um Curso de Inglês, que meu gerente queria que eu fizesse; tirei férias nos dias em que novos equipamentos foram instalados e perdi o treinamento sobre como operá-los, sem ter me dado conta. Comecei a falar mal da minha empresa (quem observou isso foi a minha mulher), a criticar as novas políticas de qualidade e produtividade. Professor, dancei!”

Na verdade, a pessoa não fez nada diretamente errado e que tenha motivado a sua dispensa. Uma gotinha d´água todo dia vai enchendo o copo, até que uma gota o faz transbordar. Uma palavra, um gesto, um comentário em relação a um fornecedor ou cliente, pode ser essa gota d’água. Outro motivo frequente para demissão é ter perdido o respeito pelos colegas. Isso é muito comum.

Roberto Zanin – Qual a melhor estratégia para conseguir novo emprego?       

Marins – Mostrar-se disposto a aprender. O empregador hoje quer alguém que tenha um conhecimento, mas principalmente que esteja disposto a aprender e a enfrentar novos desafios que acontecem todos os dias em qualquer empresa. Não adianta mentir numa entrevista de emprego. É preciso falar a verdade e mostrar brilho nos olhos, disposição para o trabalho e não se “economizar” para aprender coisas novas.

Roberto Zanin – O desemprego afeta a autoestima, o que dificulta a recolocação profissional. Como encarar esse momento de dificuldade?

Marins – O desemprego é uma das coisas mais tristes que pode acontecer na vida de alguém. Um desempregado tem que ter uma força muito grande para não se desesperar. Nesse momento é que a religião pode ter um papel fundamental para que a pessoa não perca a esperança e não se acomode na amargura. Ela não pode se entregar. Tem que procurar emprego todos os dias sabendo que receberá mais “nãos” do que respostas positivas.

Roberto Zanin – Sempre se transmite a ideia de que o que conta para a contratação é o candidato falar outros idiomas, ter vários diplomas, etc. Além disso, o que as empresas esperam de um profissional?

Marins – Há pessoas que têm a expectativa de receber pelo que sabem e não pelo que fazem. Essa é uma grande ilusão. Quando um diploma, certificado, curso ou experiência estão numa pessoa que produz mais e melhor, aí sim, o aumento ou a promoção poderão ocorrer. Não basta ter conhecimento teórico. É preciso fazer!

Roberto Zanin – É cada vez maior o número de pessoas que deixaram o emprego com carteira assinada, para serem prestadores de serviço. Como devem se portar em tempos de crise?

Marins – Terão que trabalhar muito, pois serão responsáveis pela própria sobrevivência. Devem sempre fazer mais do que o cliente esperava que ele fizesse para que possa surpreender e encantá-lo e, assim, transformar cada cliente em seu vendedor ativo, seu propagandista. 78% das pessoas confiam mesmo é na informação de outras pessoas na hora da decisão de compra. Assim, o marketing viral é fundamental e para isso é preciso que o cliente seja surpreendido e encantado.

Roberto Zanin– Quem fica desempregado, com frequência pensa em abrir sua própria empresa. O que se deve levar em conta antes de tomar essa decisão?

Marins – O maior problema é que a maioria das pessoas não tem a real noção do que é ser empresário, empreendedor de si próprio. Eles simplesmente não imaginam a enorme carga tributária, os entraves burocráticos, as ações trabalhistas, os achaques de corruptos fiscais e tudo mais que uma anônima e insensível máquina governamental impinge aos empresários de qualquer tamanho. E eles jamais pensaram naqueles que não pagam, não cumprem seus contratos escritos ou verbais, os que não temem a justiça e a desafiam como modo de viver. Quem quer ter seu próprio negócio deve pensar se tem a coragem de pensar grande.  Ver no horizonte a luz de seu sucesso, mas que para chegar lá terá que atravessar caminhos nem sempre agradáveis.

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16 de março de 2015 at 11:53

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Tragédia em Paris: Arma de quem discorda deve ser o cérebro

Depuradas as emoções, gostaria de refletir um pouco sobre a tragédia de Paris.
Sou católico. Não conhecia a Charlie Hebdo. Em meio ao horror da carnificina, vi que eles também fazem charges de extremo mau gosto, baixaria mesmo, contra o Cristianismo. Fico indiferente? Claro que não. Cristão digno desse nome não acha graça quando zombam de algo que lhe é tão caro, além de não ver criatividade nenhuma em charges desse tipo. Chamar a atenção utilizando a equação religião + bizarro= repercussão, é coisa que qualquer um é capaz de fazer. Mas a grande arma de quem discorda deve ser o cérebro. Refletir, debater, questionar, sempre no âmbito das ideias. Propor. Não impor.
Discordo de quem usa o caso para generalizar: “nenhuma Religião presta”. Falando da minha, noves fora os lunáticos e inimigos internos e externos, é inegável o legado do Cristianismo à civilização. Das Universidades aos hospitais; da Arquitetura às Artes Plásticas; da Música à Economia, etc.
No plano pessoal, o Cristianismo bem vivido confere aos que o vivemos serenidade, paz e preocupação com os demais. Impossível ser bom católico e mau profissional, ou seguir sinceramente a Cristo e ser um mau pai, por exemplo.
Por outro lado, discordo também de alguns cristãos facebookianos que quase justificam a barbárie, na linha do “eles provocaram”, “sabiam com quem estavam mexendo”, etc. O que é isso? Como justificar o injustificável?
O massacre não muda minha opinião sobre a baixa qualidade do trabalho da Charlie Hebdo. Mas a liberdade é uma herança da civilização ocidental. Espero que tudo isso sensibilize a comunidade internacional para os massacres que os cristãos sofrem em países de maioria islâmica, genocídio que não desperta a mesma comoção. O terror, esse sim deve ser combatido com energia. Não nos acovardemos diante do fundamentalismo.Linha Bioleve zero - 1,5L (reto)

 

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16 de janeiro de 2015 at 14:50

Do Racismo à Cristofobia

As ofensas racistas dirigidas por alguns torcedores do Grêmio ao goleiro Aranha, do Santos, receberam a justa indignação da sociedade. A incessante divulgação do ato, simbolizada na torcedora flagrada pelas onipresentes câmeras de televisão, disseminou a discussão sobre essa prática abominável e frequentemente dissimulada.

O Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica que dedica alguns tópicos sobre o racismo. Nele se lê, por exemplo, no parágrafo 144: “ Deus não faz distinção de pessoas» (At 10, 34; cf. Rm 2, 11; Gal 2, 6; Ef 6, 9), pois todos os homens têm a mesma dignidade de criaturas à Sua imagem e semelhança… e uma vez que no rosto de cada homem resplandece algo da glória de Deus, a dignidade de cada homem diante de Deus é o fundamento da dignidade do homem perante os outros homens. Esse é o fundamento último da radical igualdade e fraternidade entre os homens independentemente da sua raça, nação, sexo, origem, cultura, classe.”

Todos nós, brancos ou negros, amarelos ou vermelhos, refletimos a glória do nosso Pai comum. Lato sensu, todos, nós, ricos e pobres, letrados ou analfabetos, homens e mulheres, crianças ou idosos, somos como as cores que se desprendem do prisma do Criador. Todos iguais na dignidade de sermos humanos. Nesse sentido, a Doutrina Social da Igreja declara, no parágrafo 433, que “de modo particular, é moralmente inaceitável qualquer teoria ou comportamento caracterizado pelo racismo ou pela discriminação racial”.

Triste pensar que muitos dos que se declaram cristãos tragam em seu DNA pensamentos e comportamentos racistas, não necessariamente ofendendo abertamente àqueles que julgam serem inferiores, mas através de ironias, piadas e discriminações veladas.

Coloco um ponto final na questão dessa chaga justamente combatida pela mídia, e abro aspas para começar falando sobre outro tipo de discriminação, perseguição até, que presenciamos em nossa sociedade: a “Cristofobia”.

A justa indignação só é despertada pelos arautos da pós-modernidade quando a ofensa é de cunho racial, comportamento sexual e até religioso, desde que a vítima seja de fé tida como minoritária. Quando o objeto de vilipêndio é a fé cristã, a maioria dos formadores de opinião se cala com a mordaça do laicismo. Como se isso não bastasse, com frequência vão além do silêncio cúmplice e aplaudem, por exemplo, manifestações “artísticas” que zombam de dogmas que julgam obsoletos. Como se também isso não bastasse, vão ainda mais além: quando alguns, infelizmente, poucos, cristãos reagem a esse tipo de intolerância, são rotulados como “fanáticos”.

Isso vale também para a agenda eleitoral. Cobram-se dos candidatos agendas políticas públicas para as minorias, mas ai de quem quiser defender causas como as da família tradicional, a liberdade religiosa ou o direito à vida, desde a concepção até a morte natural. Combatamos todos os preconceitos. Não apenas os que o politicamente correto aplaude.

Linha Bioleve zero - 1,5L (reto)

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30 de setembro de 2014 at 15:38

Vexame na Copa é reflexo do país

Em plena ditadura militar, quem discordou do regime disse que se sentou diante da TV para assistir à estreia do Brasil, na Copa de 70, para torcer contra a seleção. No primeiro drible de Rivelino, às favas a ditadura. Torceu freneticamente pelo Brasil, mesmo sabendo que a vitória no México renderia dividendos ao governo.

Sou assim também. Não consigo torcer contra o Brasil. Não me importa quem esteja no poder, os problemas sociais, éticos ou morais que estejamos atravessando, sempre torcerei pela amarelinha.

Mas veio a derrota acachapante. Humilhante. Esmagadora.

E como esse esporte é tratado como fenômeno cultural no Brasil, transcendendo a esfera esportiva, permito-me a digressão para outros setores.

Faltou a beleza sempre esperada quando o futebol brasileiro entra em campo. Mas essa beleza está ausente também fora do gramado. O bom gosto, a valorização do talento, da decência, de valores mais nobres tirou férias do Brasil faz tempo.

Um país que exalta idiotas como os da Porta dos Fundos, que encara rolezinhos como legítima manifestação social, que ataca a polícia e defende black blocs, não merece se destacar em nada.

Um país onde meia-dúzia de gatos pingados paralisam grandes cidades para protestar contra qualquer coisa, impedindo o direito de ir e vir de quem não é financiado para ir a manifestações, não merece capitalizar a conquista do Hexa.

Um país em que pais e mães de família, assistem, sem constrangimento, ao lado de seus filhos e filhas, à novelas que fariam corar o mais devasso imperador romano, não jaz jus ao deleite sadio do esporte.

Outra coisa que me incomoda é o fato de o brasileiro contrapor planejamento, método, com a improvisação. Como se o jeitinho brasileiro, a flexibilidade do nosso “way of life” fosse algo que quebrasse a rigidez matemática desses CDFs europeus ou japoneses. Mas é exatamente o contrário. Se nossa capacidade de improviso fosse alicerçada com a segurança que o planejamento proporciona, seríamos imbatíveis em quase todos os setores. Mas não. Não prevemos nada. Driblamos as consequências.

Mais ou menos como acontece em São Paulo. O transporte público da cidade é um lixo. Qualquer cidadão que consegue juntar 4, 5 mil reais, compra um carro velho, que é muito melhor do que ficar enlatado em sucatas em forma de ônibus. Como consequência, o trânsito fica ainda mais caótico. O que faz o prefeito? Pinta uma faixa para ônibus no asfalto, proíbe, com multas leoninas, os “burgueses” que tem carro de invadir o espaço, e faz de conta que resolveu o problema.

Voltando o pêndulo para o futebol, resolvemos o jogo de estreia com uma farsa; um pênalti forjado. Mais um reflexo do que ocorre na sociedade. Ancorados no governo que há séculos cria dificuldades para vender facilidades, tornamo-nos o país do “caixa 2”, da “caixinha”, da “cervejinha”, da extorsão. O péssimo exemplo de políticos de todos os matizes escorre lá de cima, como enxurrada de lodo fétido até a base da população, que se escora em bolsas assistencialistas para, de um lado, ganhar dinheiro sem esforço e, de outro, continuar presa fácil dos novos coronéis de nossa política.

Perdemos, fragorosamente, um jogo de futebol. Mas, muito pior, perdemos, cada vez mais, no cotidiano “deste país”.

Imagem ômega3

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14 de julho de 2014 at 10:22

A Patrulha venceu. Calaram Sheherazade

Rachel Sheherazade terá que ser uma boneca de ventríloquo.

A paraibana arretada, a Rachel  “Sem-Medo”, dará lugar a Rachel mera leitora de teleprompter.

Quando saiu de férias, cresceram os boatos de que havia sido demitida  pelo SBT.

Quero me penitenciar, já que não acreditava nisso.

Ela não saiu, mas “saiu”.

Poderá apenas ler as notícias.

Terá que morder a língua ao ler as justificativas de Dilma para as Pasadenas da vida, a gastança da Copa ou os desdobramentos Vargueanos.

Não a conheço pessoalmente, mas acho que, como mulher de brio que aparenta ser, não vai tolerar essa situação por muito tempo.

Rachel nasceu para dar voz à maioria silenciosa.

Não para ser um rostinho bonito ou como ex-modelos que sabem ler teleprompter, que o SBT já tem aos montes.

O silencio imposto a Sheherazade tem o condão de atingir não apenas à mais amada e odiada âncora da TV; trata-se de um “cala a boca” prévio a todos os que querem dar opiniões contrárias aos donos do poder.

Discordei de algumas opiniões dela, mas lamento que a patrulha tenha vencido. O fim da censura na TV serviu apenas para liberar a pornografia e a violência, já que a mordaça ideológica está vivíssima e lembra os tempos da ditadura.

Cuba e Venezuela são logo ali.

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15 de abril de 2014 at 18:08