Blog do Roberto Zanin

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Archive for setembro 2015

Como Educar seus filhos para a Felicidade

Júlia Manglano: “Na família as pessoas são amadas incondicionalmente”

A professora Júlia Manglano sempre teve fascínio pela Educação. Pós-graduada em Estimulação e Educação Infantil pela Escola Europeia de Educação, dirige uma escola em São Paulo que oferece cursos para pais e mães que querem educar seus filhos “para a felicidade”, segundo ela mesma diz. Nesta entrevista, Júlia explica como os pais podem desempenhar melhor sua missão de principais educadores das crianças.

Qual é a missão dos pais?

Júlia Manglano: Os pais têm em mãos a essencial e rica missão de educar os filhos para a felicidade terrena e eterna. A família deve ser uma comunidade de vida e amor. Para isso os pais recebem de Deus uma graça especial, a graça de estado de pai e mãe. Os pais são os primeiros e principais educadores e não devem delegar este papel a ninguém pela unidade de amor entre pais e filhos, que é insubstituível.

Qual deve ser o papel da família?

Júlia Manglano: O papel da família é de primeira comunidade de amor, onde os membros são aceitos e amados por si mesmos, ou seja, de forma incondicional. É a primeira escola de desenvolvimento das faculdades superiores do ser humano: inteligência e vontade. É uma comunidade de crescimento nas virtudes e na excelência humana natural e também na sobrenatural. É a base da sociedade e da construção de um mundo mais justo e humano.

 E como os pais podem dar conta do recado, já que também têm seus defeitos e limitações?

Júlia Manglano: Em primeiro lugar, os pais têm a ajuda de Deus para suprir as suas lacunas e fraquezas. Por isso, em primeiro lugar, devem rezar pelos filhos todos os dias. Depois, devem conhecer suas limitações e possibilidades. Precisam estabelecer objetivos educativos gerais, e também para cada filho, traçando um pequeno plano de ação.

Os pais também devem tratar o tempo para os filhos como prioridade e o “trabalho de educação” como o mais importante. Estudar, adquirir conhecimentos para educar cada vez melhor e tornar-se pai ou mãe “profissional”.

Você organiza cursos para formação dos pais. Por que é importante que os pais se “profissionalizem” nessa missão de educar os filhos?

Júlia Manglano: Educar hoje está mais difícil, devido aos inúmeros estímulos e apelos que as crianças recebem desde cedo. Nesse sentido, é importante os pais conhecerem as novidades em educação e novas tecnologias que facilitam muito a tarefa educativa. Dessa forma, podem aliar seu amor incondicional aos conhecimentos em educação.

 Qual o método e o conteúdo desses cursos?

Júlia Manglano: Através de cursos para pais que trazem novas tecnologias em educação. Educar hoje ficou mais difícil. Por isso os pais também precisam de ferramentas mais eficazes e que facilitem sua tarefa educativa. A Escola AeD, que eu dirijo, trouxe um curso para pais com filhos de 0 a 6 anos de idade de estimulação e educação infantil.

O curso transmite princípios e técnicas de como os pais podem multiplicar a inteligência de seus filhos na fase em que o cérebro cresce 85%, até os 6 anos de idade. Pais que fizeram o curso relatam que seus filhos começaram a desenvolver habilidades e gosto em todas as áreas: física, de leitura, musical, de artes, matemática, e outras, independentemente da herança genética.

Assim como existe esta janela de oportunidade para o desenvolvimento da inteligência de 0 a 6 anos, também existe a janela do desenvolvimento da vontade, de hábitos bons, que deixam marcas a nível emocional no cérebro. Esses hábitos bons são a base para a posterior aquisição de virtudes. Os hábitos básicos de 0 a 3 anos são: ordem, higiene, alimentação e sono. Se as crianças até os 3 anos estiverem comendo de tudo e sozinhas; escovando os dentes e tendo outros hábitos de higiene; dormindo a noite inteira em sua própria cama, com rotinas e ordem material, estarão muito bem preparadas em termos de desenvolvimento da vontade (do caráter) para a fase seguinte dos 4 aos 8 anos. Nessa fase é importante os pais ajudarem as crianças para que sejam sinceras, obedientes e generosas.

 Você acredita que os pais devem educar os filhos para a felicidade. Você tem até um blog, no Portal Estadão, com esse título. O que significa isso?

Júlia Manglano: Educar para a felicidade significa desenvolver todas as potencialidades dos filhos através de estímulos, oportunidades e, principalmente, de modelos adequados. O desenvolvimento da inteligência torna a criança cada vez mais apta a conhecer a verdade e tomar decisões que levem ao bem. Crianças inteligentes e de caráter são felizes porque descobrem cada vez mais o valor das pessoas e do amor. Educar para a felicidade significa educar para o amor inteligente.

 Uma das maiores dificuldades dos pais é como impor limites aos filhos, sem serem tiranos. Como fazer isso?

Júlia Manglano: Os pais devem aprender a exigir dos filhos com carinho. Não ter medo de falar ‘não’, de colocar limites. As crianças gostam quando têm pais firmes e que lhes dizem o que devem fazer ou o que é o melhor para elas. Exigir com carinho é uma manifestação de amor. Sem autoridade, fica difícil os pais conseguirem educar para a felicidade. Quando os filhos respeitam os pais, porque estes têm autoridade, eles aprendem que obedecer é um bem e depois também saberão obedecer a Deus Pai. Para isso mães e pais devem gastar tempo com seus filhos. Com tempo e amor conquistam a obediência deles. Para não perder autoridade os pais devem evitar: gritar, repetir as ordens, castigar sem avisar antes, ameaçar e não cumprir. Para que obedeçam é melhor elogiá-los, avaliar porque os filhos não estão obedecendo, conhecer os motivos e, a partir daí, atuar de acordo.

 A escola que você dirige tem o foco voltado para a estimulação da inteligência, desde os primeiros anos de vida da criança. Por quê?

Júlia Manglano: A Neurociência demonstra que se as crianças forem devidamente estimuladas podem desenvolver facilidade e gosto em todas as áreas independentemente da herança genética. Acabam desenvolvendo habilidades nos esportes, na leitura, na matemática, artes, língua estrangeira, música e ciências porque receberam estímulos desde cedo. Não serão um Mozart ou um César Cielo porque aí precisam também da parte genética, mas vão gostar de música e de praticar esportes.

Qual mensagem você deixa para os pais e mães “de primeira viagem”?

Júlia Manglano: Uma grande educadora e fundadora do Instituto de Inteligência no Brasil, Conceição Veras, sempre diz: Mãe e bebê formam a dupla mais dinâmica do mundo! E eu acrescentaria: Pais, filhos e Deus formam a comunidade mais feliz do mundo! Isso porque o amor dos pais que é incondicional, unido ao amor a Deus, que os ajuda em sua missão, é garantia de que a criança será educada para a felicidade.

 

(Informações sobre os cursos para pais: www.escolaaed.com.br ou pelo tel: 5531-8672)

 

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17 de setembro de 2015 at 16:43

Como as mudanças da aposentadoria podem afetar sua vida

Marta Gueller tornou-se referência no Brasil quando ao assunto é Previdência.  Mestre em Direito, a advogada concilia as atividades do escritório Gueller e Vidutto com a presença na mídia orientando quem pretende se aposentar. A advogada tem ressaltado que a Constituição Federal determina que o valor da aposentadoria não pode ser reduzido, de modo a garantir o seu poder de compra, o que não vem sendo cumprido. Autora do blog O Seguro Morreu de Velho, no Portal Estadão, Marta explica nesta entrevista o que você precisa saber para se aposentar bem.

foto marta facebook

Marta Gueller: “Guardar dinheiro não é característica do brasileiro “

 

1) A Medida Provisória 664/15 mudou a fórmula para aposentadoria por tempo de contribuição. O que muda com essa nova fórmula?

Funciona da seguinte forma: a soma da idade do segurado com o seu tempo de contribuição tem que resultar em 85 para as mulheres (80 para professoras) e 95 para os homens (90 para professores). Neste caso, o benefício será calculado à razão de 100% da média aritmética de 80% das melhores contribuições que o (a) segurado (a) tiver efetuado entre março de 1994 até a data do requerimento  junto ao INSS. Por outro lado, o Fator Previdenciário permanece em vigor. Será aplicado para quem não quiser ou não puder esperar o tempo e a idade para se enquadrar na nova fórmula, que flexibilizada, ficou assim: a soma da idade com o tempo de contribuição tem que resultar, respectivamente para mulheres/homens em 85/95, em vigor em 2015/2016; 86/96 para os anos de 2017/2018; 87/97, em 2019;  88/98 para 2020, 89/99 em 2021 e finalmente 90/100, em 2022.

2) Como se aposentar por tempo de contribuição?

Não há idade mínima para obtenção do beneficio, sendo necessário apenas 30 anos de contribuição para a mulher e 35 para o homem. Para professores de ambos os sexos há redução de cinco anos no tempo de contribuição exigido. Será necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, certidão de casamento ou nascimento, todas as Carteiras de Trabalho e guias de recolhimento da previdência que possuir, e, ainda, no caso de atividade insalubre, também o PPP e laudo técnico ambiental do local de trabalho.

3) Como programar as contribuições para receber aposentadoria maior?

Para receber benefício melhor é preciso programar, quando possível, os valores dos recolhimentos mensais para o INSS, a título de contribuição. Os segurados com contratos de trabalho registrados em carteira não podem programar o valor mensal de seus recolhimentos, pois as contribuições, entre 8% a 11%, sobre o valor do salário são descontadas pelo empregador. Os segurados facultativos (pessoas maiores de 16 anos que não tenham renda própria: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não remunerados, desempregados, presidiários não remunerados e estudantes bolsistas) e os segurados individuais (profissionais liberais) podem programar o valor das contribuições. No cálculo do benefício serão consideradas 80% das melhores contribuições do segurado entre 07/94 e a data do requerimento no INSS. Para o contribuinte individual o valor será de 20% sobre o valor da remuneração do mês, podendo variar, respeitado sempre o valor do salário mínimo e o teto fixado anualmente pelo INSS. Desde abril de 2007, o governo criou a figura do segurado individual e facultativo de baixa renda, permitindo a redução de  20% para  11% sempre sobre o salário mínimo.

4) O que é desaposentação? É vantajoso entrar com esse processo?

Não há lei regulamentando a desaposentação que nada mais é do que a renuncia ao recebimento do beneficio atual e pedido de concessão imediata de novo beneficio mais benéfico, com inclusão no cálculo do tempo de contribuição e das contribuições vertidas após a aposentadoria, objeto da renuncia, assim é necessário ingressar na justiça. O resultado da ação judicial dependerá do julgamento de ação que tramita no STF sobre a matéria. O que é certo, ainda, é que vale a pena aos segurados moverem as ações de desaposentação, pois, havendo a confirmação favorável aos aposentados pela decisão do STF, serão primeiramente beneficiados os que tiverem ajuizado seu pedido na Justiça, até que eventual e futura legislação enfrente diretamente a questão.

 5) As leis garantem o poder de compra das aposentadorias? Isso está na Constituição?

Sim. Tanto a Constituição de 1988 como a Lei Federal 8.213/91 garantem a irredutibilidade do valor dos benefícios, mas o bolso dos aposentados e pensionistas indica que isso não está acontecendo. A situação está ficando pior a cada ano. Por tal razão, nos deparamos cada vez mais com trabalhadores que se aposentam e continuam trabalhando e contraindo empréstimos consignados em seus benefícios. No entanto, o valor do seu benefício, durante toda a sua vida de aposentado ou de pensionista da previdência social não pode sofrer nenhuma redução. E se qualquer um de nós percebe que houve redução, podemos ter certeza de que alguma coisa está errada e deve ser corrigida.

 6) Muita gente pensa em adquirir um plano de previdência privada para complementar a aposentadoria do INSS. Quais os cuidados que se deve ter ao contratar um desses planos?

Imagine os personagens João e Maria. João não tem plano de previdência privada. Ele recebeu rendimentos tributáveis na ordem de R$ 200.000,00 no ano. Sem despesas dedutíveis, a base de cálculo será integralmente os R$ 200.000,00 e o Imposto de Renda a pagar será de R$ 44.697,30; Maria tem plano PGBL de previdência e recebe rendimentos tributáveis na ordem de R$ 200.000,00; Pagou R$ 24.000,00 de PGBL no ano, a base de cálculo dela para o Imposto de Renda será R$ 176.000,00 e o imposto a pagar R$ 38.097,30; Quando Maria for resgatar os R$ 24.000,00 que verteu para o plano de previdência sofrerá incidência de Imposto de Renda de forma progressiva. Assim, para valer a pena, é preciso permanecer com o investimento por dez anos. Há ainda as taxas de carregamento e administração do plano contratado que também são ônus do contratante do plano. Mas não basta ler atentamente e fazer cálculos para saber se o investimento vale a pena. Após ter optado e contratado o plano é necessário ficar atento quanto ao cumprimento das cláusulas contratuais. É que os contratos existem para serem cumpridos. Este brocardo é tradução livre do latim pacta sunt servanda. Encerra um princípio de Direito, no ramo das Obrigações Contratuais. É o princípio da força obrigatória, segundo o qual o contrato faz lei entre as partes. Cláusulas abusivas poderão ser anuladas judicialmente, devendo ser interpretadas observando-se o princípio da legalidade e da boa fé.

 7) Falta ao cidadão brasileiro adquirir uma mentalidade voltada para a previdência?

 Guardar dinheiro não é característica do brasileiro que vive em sociedade capitalista, cujo consumo vem sendo estimulado pelo próprio poder público nos últimos anos. Para “ter” não posso “poupar”. Vale lembrar o que diz Amartya Sen sobre o papel dos valores no capitalismo; “A política pública tem o papel não só de procurar implementar as prioridades que emergem de valores e afirmações sociais, como também de facilitar e garantir a discussão pública mais completa.” Entre as politicas públicas em “Desenvolvimento como liberdade” Amartya cita a “expansão da educação básica e escolaridade, aumento da independência econômica e outras mudanças sociais econômicas que ajudam os indivíduos a serem cidadãos participantes. Essencial nessa abordagem é a ideia do público como participante ativo da mudança, em vez de recebedor dócil e passivo de instruções ou de auxilio concedido.”

 

 

Written by Editor do Blog

15 de setembro de 2015 at 12:03

Publicado em Cotidiano

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Duas histórias curiosas sobre roubo de veículo

Corcel foi localizado após 35 anos do roubo

Por volta das 19 horas do último domingo (6), a Policia Rodoviária Federal de Foz do Iguaçu abordou o motorista de um veículo que trafegava pela rodovia BR-277. A placa era do Paraguai e, ao ver o documento do Ford Corcel II, do ano de 1980, foi constatado que o carro havia sido roubado há 35 anos. O condutor, um brasileiro de 34 anos, não teve o nome revelado. O antigo modelo foi furtado no Rio de Janeiro em 24 de dezembro de 1979. O condutor acabou detido e o veículo, encaminhado ao pátio da Polícia Civil de Foz do Iguaçu.

Ter o carro roubado definitivamente não é uma boa notícia. Mas a norte-americana Becky Schoenig teve uma surpresa e tanto, após seu Ford Fusion novinho ser levado de sua garagem por ladrões.

Dois dias depois do furto, a moradora de St. Louis, no Missouri (EUA), foi resgatar o sedã na polícia e o encontrou tunado, com rodas pintadas, faixas na carroceria e uma capa preta e laranja cobrindo o volante. Antes do furto, o Ford Fusion de Becky Schoenig estava como saiu de fábrica, sem qualquer customização.

Em entrevista a vários canais de tevê, Becky atribuiu a localização do sedã à “força do pensamento”. Segundo a empresária, em vez de lamentar o roubo do veículo, ela usou as redes sociais para mobilizar amigos e se manteve sorridente.

Assim que deu conta do furto, Becky postou uma foto do veículo no Facebook contando aos amigos e conhecidos sobre o sumiço do sedã, detalhando inclusive a hora, o modelo (versão híbrida), a cor da carroceria e a placa.

Pois foi exatamente a partir da rede social que seu veículo acabou localizado. Um de seus amigos virtuais compartilhou a foto do Ford Fusion, que acabou reconhecido na rua pelo motoqueiro Mick Sexton.

Sexton então acionou a polícia, que imediatamente foi até o local e resgatou o Fusion híbrido de Becky. Feliz e surpresa, a mulher voltou às redes sociais para comunicar que seu veículo havia sido recuperado. Curiosamente, o sedã ressurgiu no dia 1º de abril, popularmente conhecido como o “Dia da Mentira”, e Becky, claro, aproveitou a data para brincar com o novo visual de seu Ford Fusion.

Bem-humorada e convicta do poder do pensamento, Becky convidou Mick Sexton para conhecer seu restaurante, o Hot Pot. Criativa, a norte-americana criou até uma bebida especial em homenagem ao novo amigo, batizada de Sexton On Wheels, na tradução literal, “Sexton sobre rodas”.

Embora tenha se divertido com o episódio do roubo, Becky enviou seu Fusion para lavagem e restauração. Além de fazer um polimento da carroceria e remover as tiras vermelhas, a empresária mandou descolorir as rodas. Becky também precisou higienizar a cabine, que, segundo ela, estava cheirando a maconha e cigarro.

Pelo inusitado, sua história ganhou repercussão internacional. Embora tenha sido pouco modificado, o Ford Fusion de Becky ficou bastante diferente.
As rodas de alumínio foram as que mais deram trabalho no processo de restauração. Pelo menos, Becky não teve grandes problemas, já que seu Ford Fusion sofreu apenas alterações leves.

Written by Editor do Blog

11 de setembro de 2015 at 11:45

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