Blog do Roberto Zanin

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Archive for dezembro 2013

“Imagine” e John Lennon

(autor Rodney Rodrigues)

Recentemente, em 8 de dezembro, foi relembrado em Nova Iorque o aniversário da morte de John Lennon e circularam pelo mundo diversas fotos de pessoas que acorreram a um evento nessa cidade cantando a canção “Imagine” da falecida celebridade.
Essa música, “Imagine” entrou no rol das músicas mais executadas do mundo. Já vi usarem essa música para ser a trilha sonora de filmes ou documentários que evocam a paz, a saudade, o companheirismo, etc. Ela é tão comum que sem querer lembramos seu ritmo e os timbres da voz de John Lennon, lembrando-se desse homem, alvejado por uma pessoa desequilibrada em 1980, como um sujeito que atrás de sua jaqueta de couro e de seus óculos ovalados militava pela paz e amor no mundo.
Porém, como a maioria das pessoas que não é fluente na língua inglesa, nunca tinha analisado o que dizia a letra da tão afamada “Imagine”. Gostava da sonoridade da mesma (talvez de tanto escutá-la através dos media) e a letra parecia falar de paz e entendimento entre os homens. Eis que causou-me curiosidade por ocasião da morte do compositor e finalmente resolvi lê-la. É uma letra que vai “contra tudo que eu acredito” é a descrição mais sucinta como posso descrevê-la e uma decepção de não ter conhecido antes uma obra tão pútrida e revoltante.
Ela parece antever os ditames da nova ordem mundial do mundo de hoje através da ditadura do relativismo e do politicamente correto. Talvez essa música tenha sido a “ponta de lança” da crise de auto negação da sociedade ocidental nos seus valores mais básicos. Ao pedir para imaginar que o céu não existe e tampouco o inferno e ao mesmo tempo um mundo sem religião nos coloca diante de um mundo não-humano, pois a crença na existência da divindade é ponto chave da humanidade – é esse pensamento metafísico que nos diferencia de outras criaturas. Graças a religião e do amor a Deus temos a crença no valor das boas obras, na santidade da família, do triunfo da Verdade e do amor sobre a maldade e a vilania.
A música é um ode ao ateísmo e em tempos de new age a negação de céu e inferno fomenta as filosofias que creem no karma ou na reencarnação como mecanismo natural do universo. Porém nesse (pseudo) universo Deus não existe – nada o criou. Tudo é mecanicista.
Imagine também que você não possua nada e tudo seja de todos dentro de uma irmandade dos homens, algo tão utópico quanto é a doutrina marxista-comunista. O colapso da U.R.S.S. em 1989 é a prova mais concernente e concreta que o comunismo não funciona e que ultraja a natureza humana. Além disso considerar que o nacionalismo deve acabar, hoje visto como nocivo e causador de xenofobia, renega os esforços de nossos antepassados em edificar um estado para crescermos livres e felizes e com liberdade de proferir nossas crenças.
De fato a música “Imagine” é uma afronta ao ser humano pois vai contra a lei natural de forma clara e incisiva. Somente dentro de coação mental e física e pela debilidade e distorção de pensamento é que poderia imaginá-la dentro de uma sociedade humana. Só pode ser posta em prática da boca para fora como fez o próprio Lennon, cuja trajetória de sua vida é repleta de paradoxos, controvérsias e fracassos como homem, marido, pai, cidadão e ser humano.

Written by Editor do Blog

31 de dezembro de 2013 at 09:43

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