Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

Archive for abril 2013

Primeiro eu, depois…eu também

with 2 comments

Eugênio é uma pessoa intrigante.

O prefixo onomástico lhe faz jus.

O “eu” vem primeiro.

Eugênio é muito cioso dos seus direitos.

Mas o direito dos outros…

Outros? Eles existem?

Eugênio “armou um barraco” com o síndico do prédio de sua rua.

O pó da reforma do condomínio lhe irrita o nariz.

Eugênio tem memória seletiva.

Esquece que, há um mês, terminou a reforma em seu sobrado.

Reforma que, às 7 da manhã, acordava o idoso casal vizinho.

Sem falar na grande quantidade de pó que ventilava.

Igualzinho ao do prédio.

No trânsito, Eugênio se comporta de maneira idêntica.

Quando está ao volante, fica furibundo quando não lhe dão passagem.

Fica possesso, quando algum espertinho fura a fila no semáforo.

Mas não dá passagem e ninguém e, quando pode, também fura a fila.

Sem remorsos.

Quando o pedestre pisa na faixa e acena pedindo para que pare, Eugênio diz para si mesmo, em silêncio:

“Pobre folgado!”

Estaciona o carro na rua e ao atravessar na  faixa, xinga o motorista do micro que não parou e quase passa por cima dele.

Eugênio é um símbolo do nosso tempo.

Tempo dos “meus direitos”.

Quem pode mais, chora menos.

Tempo de “cada um faz o que quiser, desde que não mexam comigo”.

O mundo está cheio de Eugênios, que exigem:

“Tudo (e todos) devem se subordinar a mim.”

 

Written by Editor do Blog

29 de abril de 2013 at 11:55

Publicado em Uncategorized

Eles têm capacidade para não apelar

Um amigo colocou no Facebook um vídeo de humor muito inteligente. Nele, um afoito repórter tenta colocar palavras na boca do entrevistado.

O fato de ser jornalista e assessor de imprensa fez com que eu me identificasse com a situação.

Gregório Didivier, o ator que faz o papel do repórter, é de raro talento. Faz rir sem forçar a barra.

Vi que a atração faz parte de um negócio chamado “Porta dos Fundos”.

Pesquisei e vi que eles estão fazendo muito sucesso no You Tube.

Há vídeos com milhões de vsualizações.

Pensei. Que bom que os caras não precisaram apelar para fazer sucesso com humor.

Afnal, não é tão difícil ser engraçado utilizando recursos como palavrões, pornografia, bizarrices e outras apelações.

Infelizmente, me enganei.

Procurei outros vídeos da trupe e me deparei com material bem chulo.

Vi também muito desrespeito com a fé dos outros.

Fabio Porchat, um dos líderes da turma, disse, em entrevista ao Estadão, que é ateu (tudo bem), que acha graça em quem tem fé (os crentes Einstein, Newton e Cia. não devem achar graça) e que só não faz piada com Maomé por ter medo de morrer.

Pena que a única maneira de não ser vilipendiado seja a violência.

Pena que atores tão inteligentes não consigam (ou não queiram) fazer vídeos tão bons como o da entrevista, sem precisar apelar.

Written by Editor do Blog

10 de abril de 2013 at 17:05