Blog do Roberto Zanin

Este blog analisa e repercute notícias destes tempos.

Elabore planos de ação na educação dos seus filhos

Para que nosso filhos cresçam como pessoas, precisamos propiciar que desenvolvam projetos de vida pautados justamente pelo ideal de excelência humana (ex-cellere = ascender, tornar-se melhor).

São esses projetos que lhes darão sentido à vida e motivação para o aprendizado e para a aquisição de qualidades. As habilidades que nos tornam pessoas excelentes foram chamadas na filosofia clássica de virtudes. De acordo com Platão, o grau de felicidade depende da maior ou menor aquisição e consequente posse de virtudes pelas crianças, principalmente da justiça e temperança.

Daí a importância da elaboração de projetos e planos de ação na educação de nossos filhos. Na Escola AeD por exemplo, cada aluno tem um plano de ação por escrito e que é aplicado em conjunto pelos pais, tutor e a escola. A eficácia gerada é muito grande, não só pela unidade de ação, mas também pelo foco e contínuo “coaching” personalizado do processo e dos resultados.

Segundo José Maria Rodriguez Ramos, em seu livro “Conhece-te a ti mesmo”, antes, porém, de poder formular um projeto de ação de excelência humana para as crianças, é necessário fazer um diagnóstico integral a respeito dos filhos e também dos próprios pais que são seu maior “modelo de amor”.

É preciso mergulhar nas características internas nossas e deles e refletir sobre elas.

O diagnóstico exige um espírito de exame, uma formação positiva com boas leituras e, segundo José Maria Rodriguez, o mais importante, uma atitude de saber escutar.

Aprendemos muito a partir dos outros se soubermos escutar.

Também, para nos auxiliar no diagnóstico dos filhos, podemos nos aprofundar no estudo da caracterologia: conhecer o seu temperamento. Cada filho é único e tem inclinações naturais próprias.  É importante nós, pais, conhecermos o melhor possível estas características e, também, ajudá-los a se conhecerem e perceberem como sentem e reagem, quais são suas qualidades e os defeitos.

A partir daí elaborar um plano de melhoria pessoal refletido e baseado na razão, que é a medida do que é verdadeiramente bom ou mal para o alcance de sua felicidade.

No mito da caverna de Platão, o bem justamente deve ser conhecido através da educação (ex-ducere = conduzir para fora, desenvolver as potencialidades). Os filhos precisam sair das sombras da caverna para o mundo inteligível e de desenvolvimento da razão, do conhecimento da verdade das coisas e do respectivo crescimento nas virtudes e consequente capacidade de fazer o bem.

E cabe aos pais esta maravilhosa missão!

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22 de março de 2017 at 11:32

Publicado em Educação

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Saiba quem pode sacar o FGTS Inativo

O trabalhador com contrato de trabalho registrado em carteira de trabalho, os trabalhadores rurais, os temporários, os avulsos, os safreiros, os  atletas profissionais e os empregados domésticos têm direito ao FGTS.

A MP 763, de 22 de Dezembro de 2016, muda a lei 8.036/90 que dispõe sobre o FGTS, permitindo que as contas inativas de contratos de trabalho, firmados em qualquer período e rescindidos até 31/12/2015, possam ser movimentadas pelo trabalhador. Antes só era permitido o saque de depósitos provenientes de contratos de trabalho firmados após 1º/06/1990 e rescindidos a pedido do empregador ou por justa causa, desde que ficassem sem movimentação por três anos ininterruptos.

A medida é o presente de Páscoa do governo para o trabalhador e visa também distribuição de lucros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Hoje o rendimento das contas recebe capitalização de juros de  3% (até dois anos) a 6% ao ano (a partir do décimo primeiro ano), conforme o tempo de permanência na mesma empresa.

Com a mudança, o Conselho Curador da Caixa Econômica Federal terá que distribuir parte do resultado positivo auferido pelo FGTS, mediante crédito nas contas vinculadas de titularidade dos trabalhadores. No entanto a apuração do resultado do “lucro” auferido pelo FGTS, para fins de distribuição, considerando o exercício de 2016, só será calculado depois de descontado o valor desembolsado com o Programa Minha Casa, Minha Vida.

O valor creditado nas contas vinculadas a título de distribuição de resultado, não irá integrar a base de cálculo do depósito da multa rescisória que será paga pelo empregador, quando das próximas rescisões (demissões sem justa causa). Melhor seria aumentar o índice de juros a incidir sobre os saldos das contas. Seria mais transparente.

Os trabalhadores que não possuam saldo em suas contas antigas porque já fizeram saques e os que tiveram os contratos de trabalho finalizados a partir de 01/01/2016 não serão beneficiados pela medida e ficarão sem o presente de Páscoa.

O calendário para saque será divulgado ainda neste mês pela Caixa Econômica Federal e poderá ser verificado até o final de fevereiro de 2017 acessando o link: http://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fgts/contas-inativas/Paginas/default.aspx

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19 de fevereiro de 2017 at 10:32

Você sabe como se forma a memória emocional das crianças?

As crianças são verdadeiras “esponjas” que vão captando todas as imagens e sensações à sua volta.

Essas imagens vão formando sua memória.

A memória, por sua vez, é acessada pelo cérebro constantemente. É acessada em milésimos de segundos e vai desenvolvendo ideias ou sentimentos no subconsciente da criança. Esses sentimentos e emoções são produzidos de forma espontânea, sem necessariamente depender do comando do EU consciente.

Dessa forma, são formadas janelas de memória que podem ser neutras, “killer” ou positivas.

As janelas neutras são as mais frequentes e não apresentam problemas; já as “killer” são as que geram sentimentos e emoções negativas como medo, ansiedade, insegurança, tristeza, desânimo e outras que bloqueiam o hemisfério esquerdo, a capacidade de raciocinar e o potencial criativo e intelectual. É o caso do aluno que está muito bem preparado para a prova e na hora de fazê-la, “dá branco”. Ou o engenheiro que tem medo de falar e não consegue apresentar suas ideias e vê-las implementadas.

Finalmente, as janelas positivas são aquelas que ajudam a criança a formar uma identidade equilibrada e de aceitação, que a impulsiona à ação e à tomada de responsabilidade com audácia e otimismo.

Daí a grande necessidade de pais e educadores prepararem seus filhos/alunos a gerenciarem suas emoções e formarem janelas da memória positivas. É fundamental todo o processo acadêmico ser acompanhado pelo crescimento emocional, da afetividade positiva. A imagem que a criança tem de si mesma não deveria ter filtros do tipo: “não vou conseguir porque sou lenta”, “sou desorganizada”, “sou incapaz…”.

Cada criança é única e tem um potencial único, um diamante a ser polido. Para isso, precisa ser alimentada com imagens bonitas e não com lixos asfixiantes e feios; precisa ser alimentada com emoções alegres e de confiança ao invés de críticas e de julgamentos.

Algumas dicas:

– Elogiar o que a criança faz bem feito;

– Corrigir em particular (não em público);

– Confiar no seu potencial e não rotulá-la;

– Educar para a independência, que gera sentimento de autoconfiança;

– Evitar superproteger, o que prejudica a iniciativa e segurança;

– Evitar matar a curiosidade, descobrir o mundo junto com a criança;

– Saber ouvir de forma empática, sem olhar para o celular ou relógio;

– Dar estímulos para sua imaginação através de imagens bonitas, da leitura, música, passeios de aprendizagem e artes;

– Filtrar programas televisivos, jogos virtuais e imagens que gerem sentimentos de medo, angústia, violência e outros.

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17 de fevereiro de 2017 at 14:15

Nova expectativa de vida altera tabela do fator previdenciário

A aposentadoria por tempo de contribuição é calculada à razão de 100% da média aritmética de 80% das melhores contribuições que o(a) segurado (a) tiver efetuado entre março de 1994 até a data do requerimento do beneficio junto ao INSS, multiplicado pelo Fator Previdenciário que, por sua vez é fixado, levando-se em consideração:

  • o tempo de contribuição existente;
  • a idade no momento do requerimento da aposentadoria;
  • e a expectativa de vida (calculada pelo IBGE anualmente)

A publicação da nova tábua de mortalidade tem impacto direto nos cálculos dos benefícios requeridos a partir de 1º/12/16, pois a expectativa de vida do brasileiro, que era de 75 anos e 02 meses, agora é de 75 anos e 06 meses até 30/11/2017, conforme divulgou o IBGE, obrigando o segurado a trabalhar 03 meses e 18 dias a mais para obter, com a mesma idade e o mesmo tempo de contribuição, beneficio pouco menor. Quanto maior o valor da média apurada, maior será a diferença, conforme podemos notar no quadro comparativo abaixo:

FP FP
Homem Mulher Mulher Homem Mulher Mulher
Idade 58 52 50 Idade 58 52 50
TC 35 30 30 TC 35 30 30
FP nov/16 0,7800 0,6240 0,5820 FP nov/16 0,7800 0,6240 0,5820
FP dez/16 0,7743 0,6201 0,5785 FP dez/16 0,7743 0,6201 0,5785
Média 1.600,00 1.600,00 1.600,00 Média 4.000,00 4.000,00 4.000,00
RMI nov/16 1.248,00 998,40 931,20 RMI nov/16 3.120,00 2.496,00 2.328,00
RMI dez/16 1.238,88 992,16 925,60 RMI dez/16 3.097,20 2.480,40 2.314,00
Diferença -9,12 -6,24 -5,60 Diferença -22,80 -15,60 -14,00

Quanto maior a expectativa de vida, menor o valor da aposentadoria, porque o segurado poderá passará mais tempo de vida recebendo o beneficio.

Notamos, no exemplo acima, que a mulher, com a mesma média do homem, por viver mais e por poder se aposentar cinco anos antes, tem renda inicial menor. Percebemos, ainda, que quanto mais velho for o trabalhador, maior será a perda na renda inicial do seu benefício, em razão da mudança anual da tábua de mortalidade. E que quanto maior a média apurada, maior a diferença decorrente da nova expectativa de vida.

É bom lembrar que a tábua de mortalidade só traz consequências para os trabalhadores que ainda não se aposentaram, nada mudando para aqueles que já estão aposentados.

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10 de janeiro de 2017 at 11:05

Educando seus filhos para a liderança

O caráter é a base para a educação para a felicidade.

Educar a vontade significa ajudar os filhos a crescerem em hábitos bons, ou seja, que levam ao bem. Na linguagem de Aristóteles, trata-se de ajudá-los a desenvolverem virtudes. Quanto mais virtudes forem adquirindo, torna-se mais fácil que eles consigam tomar decisões cada vez mais acertadas e que, portanto, geram satisfações positivas e um aprendizado positivo para as próximas decisões. Entram em um maravilhoso “looping” virtuoso.

A primeira estratégia prática é começar cedo – desde o nascimento- e de aproveitar as janelas de oportunidade de cada hábito bom ou virtude.

As janelas de oportunidade justamente são períodos de tempo nos quais a aquisição de algum hábito operativo é muito fácil e natural.

Por exemplo, de zero a 3 anos é a fase natural para as crianças adquirirem a ordem, higiene, alimentação e sono sem dificuldades e que já são a base para facilitar a aquisição de mais hábitos operativos bons.

Dos 3 aos 6 é a fase da aquisição da constância, sinceridade, obediência e generosidade. Depois até os 11 anos são acrescentados os valores da responsabilidade e fortaleza e de 12 até 15 os da temperança, paciência, pudor, respeito e assim sucessivamente.

Começar cedo inibe os vícios e também ajuda a formar “marcas” positivas em nível cerebral.

Outra estratégia prática é os pais darem o exemplo e também oportunidades para os filhos se exercitarem. Desde pequenos exigir que façam as atividades que consigam realizar por si mesmos e à medida que forem crescendo, aumentar as exigências de independência e autonomia. Quando pequenos motivar a que se vistam sozinhos, arrumem seus brinquedos, a cama, depois pedir que ajudem a família em encargos da casa como colocar a mesa, preparar uma sobremesa, e assim sucessivamente. É importantíssimo não superproteger as crianças, achar que são coitadinhas e tampouco os pais devem privá-las de fracassos ou das consequências negativas de sua autonomia. Melhor a criança fazer de forma imperfeita sem ajuda, aos pais fazerem por ela. Exigir que comecem e terminem uma atividade, desde um esporte que escolheram até a lição de casa diária. Que pratiquem a natação até o final do semestre ou ano antes de mudar.

Outra estratégia que deveria ser aliada à da exigência é a educação no positivo. Confiar nos filhos, que eles são capazes, vão conseguir fazer as coisas, em vez de rotulá-los de forma negativa e reclamar dos defeitos e erros do passado. Focar nas qualidades e potencialidades. Então, por exemplo, se o filho vai muito bem em matemática, ajudá-lo a ser cada vez melhor e colocá-lo em aulas adicionais justamente de matemática.

Isso porque quando a criança cresce em uma habilidade ou virtude, automaticamente a vontade cresce e outras virtudes também.

Finalmente ajuda muito em todo o processo, os pais proporcionarem um ambiente de amigos, escola e lazer favorável à aquisição de valores éticos. A influência positiva dos amigos é fundamental, principalmente enquanto está sendo formada sua consciência e capacidade racional de conhecer e avaliar a realidade.

Júlia Manglano (especialista em educação pelo Instituto Europeu de Educação).

 

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23 de dezembro de 2016 at 10:56

Publicado em Cotidiano

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Luzes, Câmeras, Educação

Pablo 1O médico, professor e escritor Pablo Gonzalez-Blasco, respira cinema desde criança. Em casa, seus pais, avós e irmãos, faziam da sétima arte o assunto preferido. Muitas lições vindas da tela eram transportadas para a vida familiar. Toda essa experiência foi transportada para sua atividade na formação de jovens médicos, e até virou tese de Doutorado. Blasco percebeu ainda que bons filmes também trazem lições para pais, educadores e líderes. Nesta entrevista, ele fala sobre o poder do Cinema na educação.

  • Você utiliza o cinema como ferramenta para o ensino na Medicina e até escreveu um livro sobre isso. Como descobriu que os filmes poderiam ter essa finalidade?

Há mais de 25 anos, de modo espontâneo, comecei a utilizar cenas de filmes para compartilhar com alguns alunos que estavam envolvidos num projeto conjunto em busca de uma Medicina mais humana. Reparei que aquilo tinha um efeito que eu não tinha previsto. O impacto emotivo era enorme, mesmo para os alunos que me tinham ajudado a montar o filme, juntando várias cenas de películas diferentes, na hora de projetá-lo e comentá-lo. Lembro que numa daquelas primeiras ocasiões eu perguntei: “O que aconteceu? Vocês sabiam perfeitamente as cenas que eu projetaria. Por que essa emoção toda? Eles responderam; “Não, isto é algo diferente”. Todos juntos assistindo e refletindo sobre seus comentários, foi um mergulho de emoções e de vivências”.

Espicaçado por essas experiências decidi sistematizá-las de modo acadêmico. O resultado foi a minha Tese Doutoral na Faculdade de Medicina da USP, sobre Educação Médica e Humanismo através do Cinema (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5144/tde-31082009-085309/pt-br.php). Isso foi 15 anos atrás. De lá para cá, o trabalho não parou. Converti-me, de algum modo, no médico do Cinema. Voltando à sua pergunta: a descoberta foi uma combinação de um hábito incorporado na infância, e da resposta positiva dos alunos que me rodeavam há 20 anos. E confirmado pelos resultados educacionais nessas duas décadas.

  • Como descobriu que o cinema também seria ferramenta de ensino não apenas para os médicos, mas para qualquer pessoa?

Tenho muitos amigos e conhecidos que são diretores de empresas, gestores de vendas e de RH. Sabendo do meu gosto pelo Cinema, e acompanhando a minha trajetória na educação médica, começaram a surgir os convites para “fazer aqui na minha empresa isso que você faz com seus alunos”. Houve até casos desafiantes, onde um amigo diretor de vendas de uma importante multinacional convidou-me para conduzir um workshop que durava todo o dia. Ele tinha convocado os vendedores para cobrar os resultados que, diga-se de passagem, não eram dos melhores. O resultado foi excelente. Funcionou. A equipe mergulhou num processo reflexivo, decidiram redigir cartas de intenções para a equipe e para eles mesmos, e saíram felizes. Devo dizer que o encarregado de Recursos Humanos ficou receoso quando viu que a cobrança por vendas tinha parado. O meu amigo foi taxativo: “Isso é muito mais importante do que cobrar metas; isto é cuidar das pessoas, isso é o verdadeiro RH”. Soube que no ano seguinte as vendas duplicaram.

  • Você é autor do livro “Educação da Afetividade através do Cinema”. Como educar nossas emoções com os filmes?

O Cinema é o modo moderno da narrativa. O envolvimento emocional é análogo ao que em outros tempos se tinha com a Literatura (quando as pessoas liam mais), com o Teatro, a Poesia, a Ópera. Enfim, com as artes. Hoje o Cinema tem uma presença maior, porque estamos ancorados numa cultura da imagem, e da emoção. Perguntamos então: O que fazer com essa enxurrada de sentimentos? Como aproveitar isso para educar?

O progresso formativo não vem determinado apenas pelo que se conhece e pelo que se faz, mas pelo modo como se conhece e como se executa. Os sentimentos promovem uma ponte entre o que se conhece – a ideia, o conceito, situado no âmbito do cognitivo – e o que se quer, o que se executa, situado no âmbito da vontade. Não basta saber as coisas para executá-las, é preciso querer fazê-las, e esse querer vai além da simples imposição da vontade. É uma questão de motivação. Surge a dúvida do possível risco que supõe educar apenas a sensibilidade, ancorar-se na estética e nas emoções, sendo que os outros valores – o bom, o verdadeiro – permanecem como conceitos estranhos, pouco definidos para os jovens. Não seria este método do Cinema uma educação fictícia, superficial, epidérmica, que não atingiria o núcleo do educando para promover atitudes duradouras e maduras?

É justamente desencadear este processo de reflexão, mediante recursos próximos ao estudante, o que o se pretende com a estética, da qual o aprendizado através do Cinema faz parte. Dito de outro modo: estabelecer um ponto de partida para uma atitude reflexiva, uma pista de decolagem para futuros aprendizados.

  • Como os pais podem utilizar o cinema para transmitir valores aos filhos?

Devem promover a reflexão. Deixar que os filhos pensem. O Cinema não é um recurso para “dar recados”, para dizer “como devem ser feitas as coisas”, mas apenas para provocar a reflexão. Fazer as pessoas pensarem, esse é o núcleo da educação eficaz. E se acontece que as pessoas pensem algo diferente do que eu pretendo? Esse é o risco natural de toda educação. Abolir a reflexão para evitar problemas e conclusões indesejáveis não é educar, mas um processo de produção em série, como no fast-food. Estamos formando pessoas, não produzindo garrafas de Coca-Cola.

  • Há filmes dirigidos ao público infanto-juvenil, que fazem apologia de sexo e violência. Como os pais devem agir nessas situações?Proibir?

A simples proibição não é educativa. Além do que o proibido acaba estimulando a procura “pirata” do assunto. Hoje as opções são inúmeras, começando pela internet, o celular, etc. Melhor do que estabelecer proibições é concorrer com filmes que transmitam valores. Quer dizer, enfrentar a concorrência com profissionalismo e competência. Isso requer, naturalmente, pensar, gastar tempo. Proibir é mais fácil, mais rápido, mas não funciona. É preciso educar o paladar afetivo, com uma gastronomia saudável.

Num dos meus livros, anoto uma lembrança significativa. Em certa ocasião, um amigo me confidenciou que estava preocupado com os filhos, porque seus colegas de escola falavam com naturalidade sobre “o namorado da mãe” ou “a namorada do pai”. O receio do meu amigo é que seus filhos pensassem que uma família como a deles fosse algo em extinção. Recomendei-lhe algo pouco convencional, ou pelo menos assim me pareceu no momento, mas confesso que foi a melhor ideia que me veio à cabeça: “Peça uma pizza, alugue um filme chamado ‘Lado a Lado’ e, depois de assisti-lo, todos em família, escute-os”.  A película conta a estória de uma adolescente de doze anos e de um garoto de sete, filhos de pais separados, que não aceitam a nova namorada de seu pai. Passados alguns dias, meu amigo me disse que a ideia funcionou.

  • Como você analisa a forma como a Religião é retratada no cinema?

O tema é muito amplo, e as posturas são variadíssimas. É impossível uma síntese sobre o tema. Mas gosto de analisar os casos concretos. Veja, por exemplo, aquele filme simples, de orçamento reduzidíssimo, “Homens e Deuses” sobre os monges que são martirizados na Argélia. Foi recorde de bilheteria, levou a Palma de Ouro em Cannes. Multidões assistindo aos dias finais de nove monges que celebram a Páscoa em silêncio, ao som do Lago dos Cisnes. Algo que faz pensar que talvez não seja a Religião que não se entenda com o cinema, mas que o modo de apresentá-la nem sempre é o mais adequado.

Mais informações sobre os livros e indicações de bons filmes estão no site http://www.pablogonzalezblasco.com.br

 

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27 de agosto de 2016 at 18:28

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Gramado tem atrações para todos os públicos

O eixo Gramado- Canela é o tipo de lugar que agrada todos os públicos, principalmente para famílias com crianças.

Visitamos a região em janeiro, em pleno Natal-Luz. As festas começam no final de outubro e terminam três meses depois.

O desfile de Natal continua lindo, mas senti falta de um clima mais cristão, como havia em 2004, última vez que visitei a cidade. A impressão é que quiseram fazer a festa sem o aniversariante para agradar todo mundo. De qualquer forma, o desfile e os demais shows são belíssimos, de “Primeiro Mundo”.

Essa, aliás, é uma característica dos empresários da área de turismo da região serrana do Rio Grande.  Tudo é muito bem feito, organizado. A meu ver, as atrações da região são o que mais aproxima o Brasil de grandes parques e museus lúdicos dos Estados Unidos e da Europa.

A Avenida das Hortênsias, que liga Gramado a Canela, concentra vários salões e museus.

O grupo Dreams administra 5 grandes atrações. Através de um passaporte, você pode visitar todas:

  • Dreamland

Trata-se de um museu de cera, muito bem  estruturado, com diversos personagens, em réplicas muito bem feitas. Podemos tirar fotos à vontade, mas há espaços com fotógrafos profissionais, onde é possível  tirar fotos de cabeça para baixo com o Homem-Aranha, posar ao lado de Jack Sparrow no convés do navio de Piratas do Caribe ou ser clicado ao lado de Barack Obama  e outros presidentes ilustres no salão da Casa Branca. Imperdível.

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  • Vale dos Dinossauros

Ao ar livre,  o parque é como se fosse um zoológico de dinossauros. O visitante entra no clima ao pegar uma van no estacionamento. Durante o curto transporte ao interior do parque, um narrador e efeitos sonoros preparam os ânimos para o tour jurássico.

Há trilhas onde se encontram réplicas fieis de diversas espécies, que emitem sons e se movimentam, causando impacto. Ótimo lugar para fazer bons vídeos e tirar boas fotos.

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  • Harley Motor Show

Os fãs da mítica marca de motos norte-americana  e mesmo quem não é fissurado pelas máquinas vão gostar muito desse museu, único espaço  temático  da América Latina que homenageia a Harley Davidson. Com cenografia que remete a Las Vegas, vemos 30 tipos de motos raras. O espaço conta também com um bar muito legal.

 

  • Hollywood Dream Cars

Este Museu  de automóveis clássicos antigos, exibe os mais lindos e originais automóveis dos anos dourados de Hollywood e indústria automobilística americana das décadas de 20, 30, 40, 50 e 60, que encantaram artistas, presidentes e personalidades do mundo inteiro. Chama a atenção a beleza e a robustez dos carrões.

 

  • Super Carros

Quando visitei este lugar, me veio à mente aquela frase: “a diferença entre a criança e o adulto é o preço dos brinquedos”. O Super Carros é um salão que exibe os carros de luxo mais famosos do mundo, como Ferrari, Lamborghini, Maseratti, Aston Martin, Porsche, BMW, Shelby, Lotus, entre outros.

No segundo andar, há outras atrações como simuladores de Fórmula 1 e Stock Car e um divertido cinema 9 D.

SIMULADOR 2

Mas a experiência inesquecível, única, que esse lugar reserva é a oportunidade de realizar o sonho de dirigir uma máquina dessas.

Fui de Ferrari Califórnia. O passeio revelou mais uma vez o profissionalismo com que o Turismo é tratado na região. Um instrutor tira o carro do Salão, uma bem produzida porta da garagem se abre e a Ferrai ganha a estrada. Após uma pequena volta com o instrutor ao volante, explicando como o “bicho” funciona, eu dirigi esse símbolo da Itália por quase 15 quilômetros. Todo o passeio é filmado e fotografado com uma GoPro on board, Ao final do test drive, você fica com CDs do passeio como recordação. Sensacional e imperdível.

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Experiência Única

Mundo a Vapor

Na mesma avenida das Hortênsias fica o Mundo A Vapor, mas que poderia ser chamado de Parque Dinâmico. Ao entrar lá, somos guiados por vários estandes, onde monitores explicam o funcionamento de termoelétricas, olarias, fábricas de papel, hidrelétricas, entre outras, com maquetes perfeitas, que funcionam de verdade. No final, uma volta num trenzinho faz a festa das crianças. Vale a pena a visita, que une diversão e conhecimento no mesmo lugar.

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Mini Mundo

Um dos símbolos da cidade de Gramado, o Mini Mundo é encantador. Lá você se sente o Gulliver em Liliput. O parque, ao livre, conta com réplicas (de tamanho 24 vezes menor) de monumentos e prédios de várias partes do mundo. A impressionante semelhança das miniaturas tem uma explicação. Tudo é feito de acordo com os projetos originais. Destaques para o Museu do Ipiranga, a Igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, bem como castelos europeus, navios e até um trenzinho que circula continuamente pelo parque. Dá orgulho de ser brasileiro e saber que temos em nosso país um lugar desse nível.

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Há ainda muitas atrações na região, como o Lago Negro, em Gramado, ou o Parque do Caracol, com sua cascata, em Canela, entre outras belezas naturais.

 

 

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22 de janeiro de 2016 at 16:50

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